MATO GROSSO
Sustentabilidade no Agronegócio discute preservação da Amazônia Legal e Pantanal
MATO GROSSO
A apresentação do painel ficou por conta do diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso, professor Carlos Eduardo Silva e Souza. Ele apontou que as discussões do Seminário são essenciais para trazer informações à população. “Tenho dito corriqueiramente que essa atividade do agronegócio precisa ser respeita e valorizada. Somos agrodependentes. Se o agronegócio vai mal, se o negócio mato-grossense vai mal, o Brasil inteiro vai mal. Agrodependentes porque os números nos mostram isso. Essa é uma atividade altamente desafiadora. Desde questões climáticas e econômicas a tantas outras, dentre elas a insegurança jurídica. Essas discussões lançarão luzes na escuridão. Para colocar as coisas no rumo certo. O agronegócio está ao lado do meio ambiente e é uma atividade altamente sustentável. O estado de Mato Grosso tem mais de 60% preservado e grande parte disso, missão de nossos produtores. Hoje é dia de celebrar e festejar.”
O primeiro palestrante, Terence Trennempohl, ressaltou que o país é sustentável. “Há 150 anos quando falávamos em mudanças climáticas, em aquecimento global e nos dois graus que estamos hoje enfrentando era algo inimaginável para acreditar. Saímos de um estado ambiental natural e antropocentrista para hoje, em que estamos em um ecocentrismo em que rios, montanhas, animais e os seres não-humanos têm direitos. Como advogado ambiental, eu estudo muito para contrapor fakenews como aquelas que falam que nós estamos acabando com o planeta. (…) Somos ou não somos sustentáveis? Nenhum país tem 80% de preservação ambiental como nós temos.”
O segundo palestrante foi o promotor de Justiça e diretor da Fundação Escola Superior do Ministério Público, Wesley Sanches Lacerda. “A gente fala muito em sustentabilidade e se pergunta se é possível. Perfeitamente, mas desde que a gente mude os paradigmas culturais. Como a gente combate uma ideia? Com outra ideia. A gente contrapõe uma cultura com outra cultura.” Dentre tantos assuntos, ele falou ainda sobre a proteção da fauna, ele ressaltou que hoje é mais grave matar um “gatinho” que matar uma onça. “Por óbvio que é matar o gato, inobstante a importância de uma onça pintada. Vejamos, qual o crime mais grave contra a fauna na lei ambiental? É justamente um crime cometido contra a fauna doméstica. Então, nós não podemos tratar as questões ambientais de acordo com as nossas simpatias humanas. Temos que ter a mesma simpatia de tratar um cão doméstico e um sapo. A questão é de postura. (…)”
A palestra foi finalizada com a moderação do consultor jurídico da Famato que destacou que “dos 60% da área preservada do Estado de Mato Grosso, 40% é preservada pelo produtor rural e é necessário desmistificar a ideia contrária a essa realidade. Precisamos virar essa página. Isso é coisa do passado. A nova realidade se dá por conta das boas práticas, da tecnologia e, acima de tudo, da consciência que é preciso produzir e preservar ao mesmo tempo.”Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT
MATO GROSSO
Rodoviários do Rio participam de audiência de conciliação
Rodoviários e patrões de empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro participam nesta quarta-feira (15), às 11 h, de mais uma audiência de conciliação na sede do Tribunal Regional do Trabalho a 1ª Região (TRT-RJ) para chegar a um acordo sobre o reajuste da categoria.
A data-base dos rodoviários é 1º de julho. Para a campanha salarial em andamento, o Sindicato dos Rodoviários do Rio e o patronal Rio Ônibus já fizeram três rodadas de negociação no TRT-RJ, sem chegar a um acordo.
Durante as negociações mediadas pela Justiça do Trabalho, a categoria flexibilizou a reivindicação de reajuste salarial de 17% para 12% (dividido em parcelas), mas as empresas ofereceram 4,5%. Antes, o Rio Ônibus havia ofertado 4,39%.
O desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (Sedic), pediu que os patrões aumentem a oferta de reajuste para 5%, o mesmo valor pago as categorias de rodoviários das cidades de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Paralisação
No dia 27 de junho, o Sindicato dos Rodoviários ajuizou o dissídio coletivo de greve e de natureza econômica. Na mesma data, o TRT-RJ, considerou a greve legal e concedeu liminar autorizando o início da paralisação. Determinou a manutenção de, no mínimo, 50% da frota operacional em cada linha e itinerário, sob pena de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento da medida.
Dois dias depois, no dia 29 de junho, os rodoviários do município do Rio de Janeiro iniciaram a paralisação. No dia 2 de julho, suspenderam o movimento, a pedido do TRT-RJ, mantendo o estado de greve, para que o sindicato patronal aumentasse a proposta de reajuste, mas não houve acordo.
Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial, valorização dos pisos remuneratórios, ampliação do auxílio-alimentação para R$ 1 mil e o pagamento do intervalo para refeição como hora extraordinária.
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