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Setasc entrega água para pessoas em situação de rua em pontos estratégicos de Cuiabá

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Devido à intensa onda de calor que tem atingido Cuiabá nos últimos dias, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), por meio da Superintendência de Segurança Alimentar do Estado, tem ofertado água mineral, diariamente, para pessoas em situação de rua e de vulnerabilidade social em Cuiabá.

A ação é realizada a partir das 17 horas, junto com a entrega de marmitas para as pessoas em situação de vulnerabilidade social, por meio do Programa SER Família Solidário, idealizado pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes.

As entregas de marmitas e de água são feitas em pontos estratégicos da Capital, como, por exemplo, o Beco do Candeeiro, Praça Ipiranga, região do Porto, região da Rodoviária e do Estádio Dutrinha, nas proximidades do Cemitério da Liberdade, e da Praça do Baú.
A secretária da Setasc, Grasi Bugalho, explicou que desde 2020, quando teve início a pandemia da Covid-19, é realizada a entrega de marmitas para pessoas em situação de rua e em condições de vulnerabilidade social, e, que devido às altas temperaturas também é feita a entrega de água.

“Para essas pessoas que estão em situação de rua e de vulnerabilidade social nem sempre é possível o acesso a água mineral gelada para matar a sede e se manter hidratadas nesse calor que faz em Cuiabá. Por isso, decidimos inserir o oferecimento de água para essa população durante a entrega das marmitas. A gente sabe que a ingestão de água é essencial nesse período de altas temperaturas e ofertar água é o mínimo que o Governo do Estado pode fazer para dar um condição mais favorável para que essas pessoas possam passar por esse período”, ressaltou a secretária.

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A superintendente de Segurança Alimentar da Setasc, Juciane Marta, explicou que o fornecimento começou em setembro.

“Essa entrega será feita até que minimize esse calor intenso que estamos tendo em nossa cidade. É uma forma de hidratar essa população. Sabemos que para muitos de nós é um simples copo de água, mas para a população em situação de vulnerabilidade social é de grande valia para estar se hidratando e passar por esse período de calor excessivo da nossa cidade”, enfatizou.

O servidor da Setasc, responsável pelas entregas, tanto de marmitas quanto de água para a população vulnerável e de rua, Rodrigo da Silva Martins, lotado na Superintendência de Segurança Alimentar, citou a importância dessa ação social.
“Esse é um trabalho muito importante, porque é uma garantia de direitos humanos, a água, alimentação, são direitos fundamentais que todos os seres humanos têm simplesmente por nascer, então nós estamos aqui garantindo esse direito. O Governo do Estado tem esse olhar sensível, responsável e comprometido com a sociedade de proporcionar isso para as pessoas e, diante de tantas políticas que existem e as políticas que temos de objetivos para 2030, o mundo inteiro está nessa luta e combate à fome. O Governo do Estado vem se destacando através dessas ações da primeira-dama, de garantir direito e cidadania a todas as pessoas “, afirmou.
A entrega de marmitas vem sendo realizada de forma ininterrupta desde o dia 23 de março de 2020, e idealizada pela primeira-dama Virginia Mendes.
A moradora da zona central da capital, Creudinete Ramos, natural de Alto Paraguai (198 km de distância de Cuiabá), contou que fica feliz pela ação social, e que a entrega de marmita e água a auxilia muito porque, segundo ela, não tem fogão no local em que está alojada.
“Ajuda muito, não tenho fogão lá (casa), e também não é fixo né, sempre estou viajando pra Alto Paraguai porque eu sou de lá, eu nem paro em casa, fico indo e voltando. A entrega de água ajuda bastante também”, destacou.
Auro Sivestri, também morador da região do centro de Cuiabá, parabeniza os envolvidos no trabalho comunitário e percebe a atenção dada para as pessoas de classe média baixa de algumas regiões da capita. “Ajuda bastante para quem não tem uma classe social mais privilegiada”, ressaltou.
Regularmente, são servidas cerca de 200 marmitas e mais de 300 copos de água por dia, quantidade essa que pode ser alterada de acordo com a demanda.
Altas temperaturas
Cuiabá passa por um período de altas temperaturas, batendo recordes.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as altas temperaturas se destacaram nos meses de inverno. O aquecimento foi impulsionado pela presença de intensas massas de ar quente e seco, com temperaturas acima de 30ºC em grande parte do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Nestas regiões, foram observados mais de 70 dias de calor intenso durante a estação.
Alguns dos maiores índices de temperatura máxima registrados nas estações meteorológicas do Inmet ocorreram em Cuiabá (MT), com 41,8ºC, no dia 23 de agosto e 41,6°C, no dia 11 de setembro.

Fonte: Governo MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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