MATO GROSSO
Seduc publica edital para conversão de 28 novas escolas para o modelo cívico-militar
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) publicou, em edição extra do Diário Oficial desta terça-feira (29.4), o edital de chamamento de consulta da conversão para o modelo cívico-militar em 28 escolas estaduais da Capital e do interior.
As consultas ocorrerão nos dias 20 e 21 de maio, das 07h às 19h, nas escolas relacionadas e nas sedes das Diretorias Regionais de Educação (DREs). A votação é direcionada aos pais e responsáveis legais pelos estudantes matriculados em cada unidade, além dos alunos maiores de 16 anos matriculados.
Por meio de votação secreta, os participantes poderão manifestar sua opinião sobre a proposta de conversão de cada unidade em modelo de gestão cívico-militar, indicando a opção escolhida entre “Aprovo” e “Não Aprovo”, conforme orientações delineadas no edital.
O resultado de cada escola será apresentado depois do término da votação e divulgado por meio de comunicado afixado na escola, na Diretoria Regional de Educação, bem como nas respectivas redes sociais da Seduc.
Para a Seduc, o apoio da comunidade é essencial para o sucesso das instituições de ensino, e a conversão para esse modelo é uma oportunidade de unir esforços em prol do futuro de crianças e adolescentes.
O modelo cívico-militar mantém o currículo tradicional da rede, com professores responsáveis pelo ensino, enquanto os militares da reserva contribuem para a organização e disciplina das unidades.
De acordo com o secretário de Educação, Alan Porto, a ampliação do número de escolas cívico-militares na rede estadual é uma resposta clara e atenta às demandas das famílias e comunidades que buscam uma educação de qualidade, pautada em valores de disciplina e respeito.
“A iniciativa de realizar consultas públicas, onde pais e alunos podem expressar suas opiniões, demonstra o compromisso da Seduc com a participação da comunidade no processo educacional”, completa ele.
Na avaliação dele, o modelo cívico-militar proporciona um ambiente escolar mais seguro e organizado, onde os estudantes não apenas aprendem academicamente, mas também se desenvolvem como cidadãos conscientes e responsáveis.
“Além disso, a presença de escolas cívico-militares nas comunidades fortalece laços e promove um senso de pertencimento, engajando não apenas os alunos, mas também suas famílias e vizinhos em um projeto comum de educação”, finaliza o secretário.
Em fevereiro deste ano, 32 escolas regulares passaram a compor o programa de Escolas Cívico-Militares em 24 municípios. De acordo com a Seduc, até o final de 2026, o número deve chegar a 100 unidades, ampliando a oferta de ensino para milhares de jovens mato-grossenses. O número total de escolas na rede é de 628 unidades.
Confira a relação das escolas:
Ytrio Correa (Alto Garças)
Nossa Senhora de Fátima (Araputanga)
Senador Filinto Muller (Barra do Garças)
Norma Lucia Nunes (Brasnorte)
Jupiara (Campo Verde)
Angelina Franciscon Mazutti (Campos de Júlio)
Tancredo Neves (Carlinda)
Ana Tereza Albernaz (Chapada dos Guimarães)
29 de Julho (Confresa)
Leônidas Antero de Matos (Cuiabá)
Filogônio Correa (Cuiabá)
Heliodoro Capistrano (Cuiabá)
Ulisses Cuiabano (Cuiabá)
Irmã Lucinda Facchini (Diamantino)
Vinicius de Moraes (Dom Aquino)
José de Barros Maciel (Nossa Senhora do Livramento)
Nova Canaã (Nova Canaâ)
Mario Correa da Costa (Paranaíta)
29 de Junho (Paranatinga)
19 de Julho (Peixoto de Azevedo)
São Miguel (Pontal do Araguaia)
Edith Pereira Barbosa (Rondonópolis)
Eunice Souza dos Santos (Rondonópolis)
Irmã Miguelina Corso (São Pedro da Cipa)
Arlete Maria da Silva (Várzea Grande)
Jayme Verissimo de Campos (Várzea Grande)
Elmaz Gattas Monteiro (Várzea Grande)
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Vera)
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Wilson Santos propõe túnel para travessia segura de capivaras entre Parque das Águas e ALMT
Já se tornou comum deparar com grupos de capivaras nos gramados e chafariz da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Os registros frequentemente chamam a atenção de servidores, visitantes e parlamentares, além de renderem imagens curiosas compartilhadas nas redes sociais. Essa presença inspirou o deputado estadual Wilson Santos (PSD) a propor o Projeto de Resolução nº 428/2024 que prevê a criação de passagens subterrâneas (ecodutos) destinadas à travessia segura de pequenos animais entre o Parque das Águas e a Casa de Leis.
O projeto foi apresentado em 2024 e aprovado em primeira votação no último dia 19 de maio. Ele agora cumpre pauta de cinco sessões para voltar à apreciação do plenário.
Conforme o parlamentar, a medida vai além da proteção animal e, também, representa um investimento em segurança viária. “Com a aplicação da passagem subterrânea, além da proteção dos animais, especialmente das capivaras, serão evitados diversos acidentes provocados quando motoristas precisam desviar dos animais durante a travessia. Precisamos adotar medidas concretas para preservar a vida animal e oferecer mais segurança à população”, destacou.
Um dos momentos que mais despertou atenção da população foi quando um grupo de capivaras foi flagrado no chafariz da ALMT como uma verdadeira “piscina”. Enquanto algumas se refrescavam na água, outras aproveitavam a grama do local para se alimentar. A cena reforçou a necessidade de medidas que garantam a convivência harmoniosa entre o ambiente urbano e a fauna silvestre.
Projeto –A passagem subterrânea deverá ser construída sob a camada asfáltica que separa o Parque das Águas da Assembleia Legislativa, permitindo que os animais realizem a travessia sem precisar cruzar a pista de veículos. A estrutura poderá ser executada em concreto armado, material cerâmico ou outro elemento que apresente resistência e segurança adequadas.
Wilson ressalta ainda que a iniciativa atende a uma preocupação crescente com a preservação ambiental em áreas urbanizadas. Para ele, a instalação das passagens subterrâneas representa uma solução prática e sustentável para reduzir a mortalidade da fauna local e fortalecer a consciência de proteção ao meio ambiente.
Caso aprovada, a proposta poderá transformar a região em uma referência de convivência entre desenvolvimento urbano, mobilidade e preservação da biodiversidade, garantindo que as capivaras tenham uma rota segura para circular entre os dois espaços.
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