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Mato Grosso marca presença no 2º Encontro Nacional de Gestores de Cultura

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Representantes da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e de diversos municípios mato-grossenses participam do 2º Encontro Nacional de Gestores de Cultura, que ocorre de quarta a sexta-feira (23 a 25.4), em João Pessoa (PB).

Com o objetivo de discutir políticas públicas para o setor cultural, o evento reúne gestores, pesquisadores e especialistas de todo o país. A cerimônia de abertura contou com a presença da ministra da Cultura do Brasil, Margareth Menezes.

O secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso, David Moura, também esteve presente na solenidade e falou sobre a importância da participação no evento nacional.

“Esse encontro é uma oportunidade de aprender e ver o que está sendo feito no Brasil, entender os novos caminhos e aperfeiçoar o que já estamos fazendo em Mato Grosso. Por isso, estamos aqui com nossa equipe da Secel, com todas as áreas representadas. Afinal é um momento também de estreitar contatos com pessoas que estão na luta pela cultura em todo o país”, destacou o secretário.

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Ao todo, participam do Encontro Nacional cerca de 1.500 pessoas, representando todos os Estados e mais de 700 municípios brasileiros. De Mato Grosso, estão presentes gestores dos municípios de Diamantino, Lucas do Rio Verde, Poconé, Primavera do Leste, Rondonópolis, Santo Antônio de Leverger, Sorriso, Tangará da Serra e Várzea Grande.

Organizada pelo Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura em parceria com o Governo da Paraíba, a programação envolve painéis de debate sobre temas estratégicos para o setor e laboratórios de gestão voltados à capacitação prática dos gestores.

A agenda abrange ainda os Encontros Temáticos, que aprofundam discussões específicas por área de atuação e espaços de articulação destinados à construção de redes de cooperação entre os diferentes entes federativos.

Para Jan Moura, secretário adjunto de Cultura da Secel e vice-presidente do Fórum Nacional de Secretários, o encontro possibilita o alinhamento de políticas nacionais da área da cultura.

“O encontro traz perspectivas de dividir desafios e soluções do setor cultural, principalmente para a execução das políticas nacionais em andamento. Os representantes da Secel e dos municípios mato-grossenses têm aqui trocas de experiências e respostas para situações que podem estar enfrentando no Estado. Seja por meio das oficinas, painéis ou diálogos, essa é realmente uma oportunidade muito rica”, enfatiza Jan Moura.

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Fonte: Governo MT – MT

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Jovens no DF se unem por tapetes de Corpus Christi e “jejum” de telas

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Enquanto separava areia e tinta para o desenho de um cálice para o tapete de Corpus Christi na Esplanada dos Ministérios, nesta quinta-feira (4), a estudante Vitória Nunes, de 18 anos, diz que, além da fé cristã, a ocasião celebra a amizade real, longe das telas de celular e da inteligência artificial.

“Os encontros ficam mais verdadeiros do que na internet”, afirmou. Vitória é coordenadora do grupo jovem da Paróquia de São José, da comunidade Lúcio Costa, região periférica no Distrito Federal.

“Os jovens descobrem um caminho na doação”, disse. Essa comunidade passou por processos de reintegração de posse, o que tem causado tensão no lugar. Ela conta que, diante de desocupações, mais adolescentes e suas famílias procuraram apoio na igreja.

A estudante do curso técnico em meio ambiente garante que a amizade nos grupos reduz o sentimento de solidão e sintomas de transtornos mentais, como a depressão . “O apoio da família é muito importante para a gente estar aqui.”

O tapete que eles produziam era um dos 27 confeccionados em um corredor de 125 metros de comprimento. Vindos de diferentes regiões da capital, grupos de jovens como o de Vitória chegaram assim que raiou o dia para montar os tradicionais tapetes.

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Desenhos à mão

Além de molhar os dedos de tinta, sal, palha e serragem, adolescentes e jovens adultos faziam rodas, cantavam e dançavam nas proximidades do corredor de tapetes. Nada de celular. Nada de inteligência artificial. Os desenhos feitos todos à mão.

As observações dos jovens vão ao encontro de posicionamento do papa Leão XIV, que publicou uma Carta Encíclica no mês passado, que pede regulamentação da inteligência artificial e alerta para os riscos de desinformação por intermédio dos desenvolvimentos dessas tecnologias.

A publicitária Luiza Helena Teixeira, de 24 anos, participa desde 2019 e teve o seu desenho escolhido para se transformar em tapete pela comunidade do Lúcio Costa. “Foi uma inspiração que eu tive. E é muito bom ver todo mundo trabalhando junto.”

Inclusão

Próximo aos jovens dessa comunidade, um outro grupo periférico, formado por pessoas surdas, e encarregado de tapete de Corpus Christi pedia mais inclusão. Entre eles, estava Márcio da Cruz, de 36 anos, que participa das atividades da pastoral há sete anos. Atualmente, ele está desempregado, mas sonha trabalhar com informática.

Morador de Planaltina (DF), Márcio afirma que a reunião com jovens de sua comunidade deu novo ânimo a sua vida. As expressões dele são traduzidas para a Agência Brasil pela professora Daniele Galeno, de 44 anos, uma das coordenadoras da Pastoral dos Surdos. “Muitos jovens acabam ficando em casa e só no celular. Essas atividades para eles trazem novo ânimo”, afirmou. Inclusive a confecção de tapetes.

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A mãe do rapaz, Vânia Lúcia da Cruz, de 62 anos, que assistia ao filho caçula e a outros jovens confeccionarem o tapete, lamenta que muitos jovens surdos não têm oportunidade no mercado de trabalho formal. “O meu filho sempre teve muito obstáculo com a comunicação. Quando eles se unem, ficam mais felizes, né?”. Vânia tem outros quatro filhos ouvintes.

“A linguagem deles”

Um outro grupo presente, que chegou à Esplanada antes das 7h, foi o Movimento Escalada. A diretora do grupo, a estudante de enfermagem Mariana Abrantes, de 23 anos, destacou que não é simples afastar os mais jovens das telas para que eles se voltem às atividades religiosas, mas que é possível atraí-los e mantê-los “falando a linguagem deles”.

“As amizades têm que ser cultivadas presencialmente e até além da vida no catolicismo. Eles cantam, dançam e se divertem”, garantiu.



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