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Secretários definem ações pelo desenvolvimento da Amazônia Legal que serão apresentadas aos governadores

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Os secretários dos Estados da Amazônia Legal finalizaram, nesta quinta-feira (15.06), os principais pontos da Carta de Cuiabá, que será apreciada pelos governadores e levada posteriormente ao Governo Federal com as principais demandas sobre as políticas necessárias para melhorias ao meio ambiente, combate à pobreza e desenvolvimento econômico. A reunião fez parte da programação do 25º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, sediado em Cuiabá.

“Cada um colocou aquilo que tem de conhecimento próprio da Segurança Pública, de Agricultura, de Meio Ambiente e consolidamos isso tudo para uma carta que os nossos governadores vão levar para o Governo Federal. Será uma mensagem forte dos nove estados da Amazônia para a Cúpula da Amazônia”, explica o secretário executivo do Consórcio Amazônia Legal, Marcello Brito.

A Carta de Cuiabá será analisada e em seguida validada pelos governadores da Amazônia em Assembleia Geral nesta sexta-feira (16). O documento deve auxiliar a construção do posicionamento do Brasil na Cúpula da Amazônia, evento que reúne os países que partilham o território da Amazônia, que ocorrerá em agosto deste ano, na cidade de Belém (PA).

Para a secretária de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso, Mauren Lazzaretti, a carta é uma afirmação da importância dos estados amazônicos dentro do cenário nacional e mundial, e contribui para fortalecer as políticas públicas que beneficiem o desenvolvimento sustentável e a população destas regiões.

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“Reforçamos mais uma vez que os estados estão juntos para contribuir de modo efetivo nas discussões que decidem o futuro das populações amazônicas. Destacamos que os investimentos, sejam eles em carbono, ou outra modalidade, devem ser em uma escala compatível com a grande importância da Amazônia”, destaca Lazzaretti.

Um dos pontos do documento é que os esforços de captação de recursos dos entes subnacionais devem ser apoiados para que seja possível alcançar as metas de redução das emissões de gases de efeito estufa assumidos pelo Brasil.

O documento mostra o tamanho e a relevância da Amazônia para o mundo, e detalha que deve haver financiamento e investimentos robustos para a real preservação das florestas. Para isso, os estados defendem acesso a mercados com um modelo justo e seguro de pagamento pela preservação.

Estados também defendem a integração das ações de Segurança Pública e o aparelhamento das estruturas voltadas ao combate aos crimes ambientais, entre eles o desmatamento ilegal, garimpos ilegais, e também a proteção das fronteiras para coibir o narcotráfico.

Para a secretária de Meio Ambiente do Amapá, Taisa Mendonça, a consolidação da carta fortalece e une os estados. “Estamos começando a ver a Amazônia com o olhar do coletivo, respeitando cada um as suas particularidades, o que cada um tem de melhor e promovendo isso para fora, não só dentro do Brasil”, afirma.

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Para o secretário de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso, coronel César Roveri, será uma grande oportunidade de agir em blocos e ter políticas de segurança pública integradas com outras áreas, como Meio Ambiente e Agricultura, para poder ter ações mais efetivas no combate a crimes na Amazônia Legal. “Assim, teremos impacto também, por exemplo, com os selos, que nos darão mais competitividade no mercado exterior”, destacou.

A secretária de Agricultura Familiar de Mato Grosso, Teté Bezerra, destacou a importância de se ter temas extremamente relevantes para os nove estados da Amazônia Legal, como a agricultura e a economia verde. “Temos uma grande capacidade de produzir e transformar a nossa economia muito atrativa para o mercado internacional. Trabalhamos então para que a agricultura, tanto a que vende commodities agrícolas, quanto a do médio e pequeno produtor, tenha condições de produzir dentro da economia verde para atender esse grande mercado”, disse Teté.

Participaram da agenda técnica para a elaboração os secretários de Estado de Meio Ambiente, Segurança Pública e Agricultura dos nove estados que compõem a Amazônia Legal: Amapá, Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Tocantins, Roraima, Pará e Rondônia.

Fonte: Governo MT – MT

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Wilson Santos propõe túnel para travessia segura de capivaras entre Parque das Águas e ALMT

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Já se tornou comum deparar com grupos de capivaras nos gramados e chafariz da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Os registros frequentemente chamam a atenção de servidores, visitantes e parlamentares, além de renderem imagens curiosas compartilhadas nas redes sociais. Essa presença inspirou o deputado estadual Wilson Santos (PSD) a propor o Projeto de Resolução nº 428/2024 que prevê a criação de passagens subterrâneas (ecodutos) destinadas à travessia segura de pequenos animais entre o Parque das Águas e a Casa de Leis.

O projeto foi apresentado em 2024 e aprovado em primeira votação no último dia 19 de maio. Ele agora cumpre pauta de cinco sessões para voltar à apreciação do plenário. 

Conforme o parlamentar, a medida vai além da proteção animal e, também, representa um investimento em segurança viária. “Com a aplicação da passagem subterrânea, além da proteção dos animais, especialmente das capivaras, serão evitados diversos acidentes provocados quando motoristas precisam desviar dos animais durante a travessia. Precisamos adotar medidas concretas para preservar a vida animal e oferecer mais segurança à população”, destacou.

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Um dos momentos que mais despertou atenção da população foi quando um grupo de capivaras foi flagrado no chafariz da ALMT como uma verdadeira “piscina”. Enquanto algumas se refrescavam na água, outras aproveitavam a grama do local para se alimentar. A cena reforçou a necessidade de medidas que garantam a convivência harmoniosa entre o ambiente urbano e a fauna silvestre.

Projeto –A passagem subterrânea deverá ser construída sob a camada asfáltica que separa o Parque das Águas da Assembleia Legislativa, permitindo que os animais realizem a travessia sem precisar cruzar a pista de veículos. A estrutura poderá ser executada em concreto armado, material cerâmico ou outro elemento que apresente resistência e segurança adequadas.

Wilson ressalta ainda que a iniciativa atende a uma preocupação crescente com a preservação ambiental em áreas urbanizadas. Para ele, a instalação das passagens subterrâneas representa uma solução prática e sustentável para reduzir a mortalidade da fauna local e fortalecer a consciência de proteção ao meio ambiente.

Caso aprovada, a proposta poderá transformar a região em uma referência de convivência entre desenvolvimento urbano, mobilidade e preservação da biodiversidade, garantindo que as capivaras tenham uma rota segura para circular entre os dois espaços.

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