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Procurador de Justiça reforça defesa da democracia e prega inclusão

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Com a Constituição Federal nas mãos, Alexandre de Matos Guedes, empossado no cargo de procurador de Justiça nesta quinta-feira (05), quebrou o protocolo e no momento do juramento fez questão de erguê-la para reforçar seu compromisso com a defesa do regime democrático de direito. Também surpreendeu ao iniciar seu discurso com linguagem inclusiva, contemplando os não-binário (pessoas que não se percebem como pertencentes a um gênero exclusivo).

“O Ministério Público é isso, uma instituição que deve buscar a inclusão de pessoas marginalizadas por questões econômicas, políticas ou por serem consideradas supostamente imorais”, enfatizou Guedes.

O procurador de Justiça também falou sobre liberdade de expressão e enalteceu o papel do Ministério Público como instituição de transformação social. “Em um estado em que existe fila de ossinhos, tem fome e sem teto, o Ministério Público precisa ser um agente de transformação da realidade, não porque assim queremos, mas porque a Constituição assim o exige”, observou.

Guedes falou ainda sobre missão, destacando que os membros do Ministério Público são missionários da Constituição. “O missionário não prega aos convertidos, esse é o papel do sacerdócio. O missionário tem que pregar a Constituição em terras pagãs, nas terras daqueles que não acreditam na palavra da Constituição, por isso o Ministério Público é tão combatido, porque as pessoas ainda querem crer no compadrio, em todos aqueles males do Brasil Colônia, do Brasil Império ou da República Velha”, disse.

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É dever do Ministério Público, segundo ele, levar a Constituição de 1988 “a cada processo, a cada situação de combate à violação ao patrimônio público, a cada vez que tentamos preservar biomas, a cada vez que defendemos a saúde de pessoas e da coletividade, a cada vez que nós preservamos o devido processo legal nos processos criminais”.

Responsável por dar as boas vindas ao novo integrante do colegiado, o procurador de Justiça Domingos Sávio de Barros Arruda destacou a sensibilidade e a defesa intransigente por Guedes do regime democrático e da cidadania. Enfatizou ainda a vocação do novo procurador de Justiça e a capacidade de liderança.

O procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, lembrou que nos últimos anos é o nono procurador de Justiça que passa a integrar o Colégio. Lamentou, no entanto, que nem sempre as renovações ocorreram por aposentadorias, mas por falecimentos. O procurador de Justiça Alexandre Guedes, por exemplo, passou a ocupar a vaga deixada pelo procurador Benedito Xavier Corbelino, que faleceu em fevereiro deste ano, vítima de problemas cardíacos.

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Seguindo a mesma linha do empossado, Borges enfatizou, em seu discurso, que o Ministério Público é um agente de transformação social. E lembrou a importância dos membros da instituição não agirem como “ilhas”, de forma isolada. Também reforçou a importância da democracia.

O presidente da Associação Mato-Grossense do Ministério Público, promotor de Justiça Rodrigo Fonseca Costa, destacou que o procurador de Justiça Alexandre de Matos Guedes é referência em todo o Brasil na defesa da saúde, lembrando que por várias vezes buscou o seu auxílio nesta área.

Homenagens: Durante a cerimônia, várias palavras carinhosas e de reconhecimento foram destinadas aos membros do Ministério Público que faleceram nos últimos anos, vítimas da Covid ou de outros males. Foram lembrados os procuradores Benedito Xavier Corbelino, Waldemar Rodrigues dos Santos Júnior e Julieta do Nascimento; o promotor de Justiça Célio Fúrio e os membros aposentados Sílvio Martins da Silva, Egydio de Souza Neves e Armando Otávio Marcondes Guidio.

Fonte: MP MT

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Wilson Santos propõe túnel para travessia segura de capivaras entre Parque das Águas e ALMT

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Já se tornou comum deparar com grupos de capivaras nos gramados e chafariz da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Os registros frequentemente chamam a atenção de servidores, visitantes e parlamentares, além de renderem imagens curiosas compartilhadas nas redes sociais. Essa presença inspirou o deputado estadual Wilson Santos (PSD) a propor o Projeto de Resolução nº 428/2024 que prevê a criação de passagens subterrâneas (ecodutos) destinadas à travessia segura de pequenos animais entre o Parque das Águas e a Casa de Leis.

O projeto foi apresentado em 2024 e aprovado em primeira votação no último dia 19 de maio. Ele agora cumpre pauta de cinco sessões para voltar à apreciação do plenário. 

Conforme o parlamentar, a medida vai além da proteção animal e, também, representa um investimento em segurança viária. “Com a aplicação da passagem subterrânea, além da proteção dos animais, especialmente das capivaras, serão evitados diversos acidentes provocados quando motoristas precisam desviar dos animais durante a travessia. Precisamos adotar medidas concretas para preservar a vida animal e oferecer mais segurança à população”, destacou.

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Um dos momentos que mais despertou atenção da população foi quando um grupo de capivaras foi flagrado no chafariz da ALMT como uma verdadeira “piscina”. Enquanto algumas se refrescavam na água, outras aproveitavam a grama do local para se alimentar. A cena reforçou a necessidade de medidas que garantam a convivência harmoniosa entre o ambiente urbano e a fauna silvestre.

Projeto –A passagem subterrânea deverá ser construída sob a camada asfáltica que separa o Parque das Águas da Assembleia Legislativa, permitindo que os animais realizem a travessia sem precisar cruzar a pista de veículos. A estrutura poderá ser executada em concreto armado, material cerâmico ou outro elemento que apresente resistência e segurança adequadas.

Wilson ressalta ainda que a iniciativa atende a uma preocupação crescente com a preservação ambiental em áreas urbanizadas. Para ele, a instalação das passagens subterrâneas representa uma solução prática e sustentável para reduzir a mortalidade da fauna local e fortalecer a consciência de proteção ao meio ambiente.

Caso aprovada, a proposta poderá transformar a região em uma referência de convivência entre desenvolvimento urbano, mobilidade e preservação da biodiversidade, garantindo que as capivaras tenham uma rota segura para circular entre os dois espaços.

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