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Parceria internacional permite troca de experiência educacional e cultural com Portugal

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O Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso celebrou o primeiro termo de cooperação internacional para troca mútua de experiências pedagógicas. Assinado com o Instituto Jurídico Luso-Brasileiro (IJLB), a parceria tem como objeto a cooperação educacional e cultural nas áreas de Filosofia, Sociologia e Direito, com ênfase na formação e capacitação de magistrados do Poder Judiciário de Mato Grosso e profissionais associados ao IJLB. A assinatura do termo foi realizada de forma virtual, na segunda-feira (14/03).
 
Na ocasião, a desembargadora vice-presidente que representava a Administração do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Maria Aparecida Ribeiro, afirmou ter certeza de que a parceria trará para o PJMT aprimoramento na qualificação de magistrados. Ela ressaltou ainda que esta é uma experiência inédita que permite a Mato Grosso conhecer ensinamentos e fundamentos jurídicos do Direito português.
 
“É mais um ato celebrado que considero de muita relevância. Este em especial será um pouco diferente porque poderemos difundir não só o nosso Direito, mas estabelecer um estudo comparativo. Com certeza, essas parcerias nos trazem não só melhorias e fortalecimento entre as instituições, mas também economia porque os cursos divididos trazem para nós atividades de suma importância. Fica aqui o registro de nossa satisfação em tê-los como parceiros.”
 
O juiz Eduardo Calmon, representando a Corregedoria representando a CGJ, apontou que a cooperação “é uma iniciativa de tamanha envergadura, pois é um verdadeiro intercâmbio jurídico que atuará diretamente na formação dos magistrados mato-grossenses, atendendo à necessidade de estarem em constante aprimoramento.” Ele ressaltou ainda que a Corregedoria-Geral da Justiça está de portas abertas para que mais e mais parcerias sejam concretizadas em Mato Grosso no sentido de colaborar e melhorar a prestação jurisdicional.
 
O diretor-geral da Esmagis-MT, desembargador Marcos Machado, afirmou que esta é a primeira parceria internacional realizada pela escola e foi, intencionalmente, firmada dentro de um propósito da mesma língua entre as duas instituições. Segundo o magistrado, é necessário observar experiências maduras de Portugal, vertente que espera ser extraída do termo de cooperação. Por conta disso, ele explica que a cooperação teve início antes mesmo da assinatura e já estão sendo identificadas trocas mútuas entre as duas instituições.
 
“Já estou desafiando os juízes para conhecerem as atividades de pesquisa e estudo e produção científica e todas as atividades pedagógicas que podemos tornar verdadeiras e reais sem custo. Quero crer que nós precisamos envolver toda a magistratura para conseguir melhor conhecimento e mais capacitação. Este termo de cooperação envolve também as áreas da Filosofia e Sociologia além do Direito, porque nós buscamos as ciências afins. Queremos entender ainda mais de política social e ciência política. Hoje plantamos uma semente.”
 
Colher experiências por meio da parceria a fim de melhorar a performance é um dos principais resultados do termo, segundo o presidente do Instituto Jurídico Luso-Brasileiro, Duarte Filipe Vieira. Ele informou que o termo é importante para efetivar as ações, mas a grande conquista será o estreitamento dos laços no mesmo propósito educacional.
 
“É gratificante iniciar uma outra porta de abertura para o Brasil com a escola de Mato Grosso, independente dos protocolos e parte formal, gostaria de sublinhar a criação dos laços que permitem aproveitar a experiência de ambos em projeto comum. Essa é uma cooperação louvável e vou fazer o possível para estar à altura. Só o fato de trocarmos experiência pequena que seja, já será uma grande conquista. Estamos institucionalizando algo que já existe há muito tempo. Em tudo que o IJLB possa contribuir nessa cooperação, podem ter certeza que iremos fazer.”
 
No evento foram registradas as presenças do desembargador do TJMT Mário Roberto Kono e a desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e Secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Glória Heloiza Lima da Silva; do conselheiro supervisor da escola de contas Waldir Teiss; juiz auxiliar da Presidência Paulo Carvalho; juízes auxiliares da vice-presidência, Aristeu Batista Vilella e Edson Dias Reis; juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça Eduardo Calmon de Almeida. Assistiram ainda à ação os juízes Abel Balbino Guimarães; Cristiane Padim; Francisco Ney Gayva; Helícia Vitti Lourenço; Leonísio Sales de Abreu; João Portela; Wladis Amaral; Raul Leite e Renata do Carmo; bem como a vice-presidente e secretária-geral do IJLB, Alice de Souza, servidores do IJLB e do TJMT.
 
 
Esta matéria contém recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
 
Descrição da imagem: Foto 1 – Captura de tela quadrada e colorida do evento de assinatura do termo de cooperação técnica. Contém nove participantes.
 
Keila Maressa
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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