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Nosso Judiciário alerta sobre riscos de praticar bullying nas redes sociais

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O tema Cyberbullying (bullying realizado por meio das tecnologias digitais) foi destaque da palestra do projeto Nosso Judiciário, na manhã desta segunda-feira (02), durante visita ao Colégio Adventista de Várzea Grande. O programa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) é um conjunto de ações que tem o objetivo de aproximar a sociedade do Poder Judiciário, informando, de maneira simples e acessível, a estrutura e funcionamento.
 
O servidor Neif Feguri, acompanhado pelo colega Antônio Cegatti, conversou com cerca de 300 alunos, de 15 a 17 anos, que cursam do 9º Ano do Ensino Fundamental II ao 3º Ano do Ensino Médio, e distribui a cartilha “Como funcionam os Juizados Especiais”. A equipe do projeto foi recepcionada pelos estudantes com o Louvor “Rumo ao lar” na capela da escola, que serve também como auditório da unidade de ensino.
 
“Vocês são da geração que já nasceu conectada a Internet. Saibam que o mau uso de ferramentas, como WhatsApp, Facebook, Instagram, Twitter pode ser crime. Tenham responsabilidade ao usar a internet. Use para diversão e para conhecimento”, aconselhou.
 
A diferença de Juizados Especiais e Justiça Comum, Juizados Cíveis e Criminal, práticas restaurativas, Direitos do consumidor, estrutura do Judiciário, e justiça gratuita foram outros temas abordados durante a palestra. “Viemos até à escola com o objetivo de aproximar o Judiciário dos estudantes, pois acreditamos que vocês são o futuro da cidade, do Estado e do nosso país. Aqueles alunos que compreenderem que a educação é o caminho poderão ter um futuro promissor, daqui saírão os futuros advogados, delegados, defensores, juízes, desembargadores, quem sabe prefeito ou governador”, incentivou.
 
A estudante Isabelle de Oliveira, de 16 anos, do 2º Ano do Ensino Médio, gostou muito do conteúdo apresentado pelo projeto. “A atividade foi muito boa, porque a gente aprendeu quais são os nossos direitos e também nossas responsabilidades. Gostei, principalmente, da parte que falou de cyberbullying. Percebo que muita gente não tem noção de que isso é crime. Já aconteceu um caso no colégio e muita coisa foi divulgada. Foi um desrespeito com a família. Então, espero que os alunos tenham mais responsabilidade a partir de agora”.
 
O colega de sala de Isabelle, Eduardo Queiroz, também de 16 anos, aprovou a iniciativa do Judiciário de sair da sede e ir até a escola, ainda mais por pensar em cursar Direito e agora, segundo o aluno, passou a ter uma melhor ideia da estrutura do Judiciário. “A maioria desses alunos já está quase formando, já começa a pensar no futuro, pensar sobre profissões. Conhecimento é sempre muito importante. Ele falou sobre nossos direitos e deveres”.
 
O diretor espiritual da escola, pastor José Viana enalteceu o projeto. “A vinda do Judiciário à Escola ajuda a preparar o cidadão, desde o período inicial de formação, na escola, a entender as consequências de não cumprir as leis, bem como também os benefícios de se cumprir a lei. Harmonizando assim com o ensino que nós sempre propomos aqui. A Bíblia nos ensina seguir as leis civis, e isso é muito importante. A saída de vocês de dentro do Tribunal para vir aqui orientar nossos aluno é a garantia de que o cidadão do futuro estará bem informado e praticante da lei.”
 
O Colégio Adventista foi a 104ª unidade de ensino visitada em oito anos de projeto.
 
Essa matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência.
Imagem 1: Fotografia retangular e colorida do auditório da escola. O palestrante usa camisa branca, calça cinza escura e sapato preto. Ele segura o microfone em uma das mãos e na outra a cartilha. Ele aparece no palco. Na frente dele os alunos estão sentados em bancos enfileirados. Eles usam uniforme da escola e folheiam as cartilhas.
Imagem 2: fotografia retangula e colorida retratando a estudante sendo entrevista por jornalistas do TJMT. Ao fundo estudantes sentados em bancos.
Imagem 3: fotografia retangular e colorida com o diretor espiritual da escola.
 
 
 
Alcione dos Anjos/Foto: Élcio Evangelista
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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