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MPMT lança projeto Vacinômetro para controlar índices no estado

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Com o objetivo de elevar os índices de vacinação entre crianças, adolescentes e idosos nos 42 municípios com as menores taxas de cobertura em Mato Grosso (30% do estado), o Ministério Público Estadual lançou, na última sexta feira (30), o projeto Vacinômetro. A iniciativa da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico pretende ainda contribuir para a melhoria da saúde e o cumprimento dos direitos fundamentais da população.

O lançamento ocorreu durante a assinatura do Pacto Nacional pela Consciência Vacinal, coordenado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), na sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá. A pedido do procurador de Justiça que está à frente do projeto e não pode estar presente, José Antônio Borges Pereira, o Vacinômetro foi apresentado pela subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Hellen Uliam Kuriki. 

“Vivemos em um momento desafiador, no qual os indicadores mapeados de cobertura vacinal em nosso estado têm apresentado uma queda progressiva nos últimos anos. Esse cenário nos alerta para a reintrodução de doenças como o sarampo, poliomielite, hepatite, varíola e febre amarela, representando um sério risco para a saúde coletiva. Vários fatores têm contribuído para essa situação preocupante, incluindo o desconhecimento da população sobre a gravidade dessas doenças e o impacto negativo da pandemia, que afastou muitas pessoas dos postos de saúde”, afirmou a subprocuradora. 

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Conforme Hellen Kuriki, diante dessa realidade, é dever do MPMT, como instituição pública a serviço da sociedade, agir de forma efetiva para elevar os índices de cobertura vacinal e garantir o direito fundamental à saúde.  “O presente projeto não se limita a aumentar os índices de vacinação, mas também visa assegurar o acesso universal à saúde, em consonância com os direitos fundamentais previstos em nossa Constituição. Além disso, ao promover articulação ampla, buscamos viabilizar a efetiva implementação das políticas públicas de saúde”, considerou.

A subprocuradora enfatizou o compromisso institucional do MPMT de elevar os índices de cobertura vacinal em 30% dos municípios do estado, seguindo metas claras e indicadores estabelecidos, e ressaltou a necessidade de um trabalho conjunto. “É imprescindível a participação de todas as partes interessadas, como o Ministério Público, o Governo do Estado, os promotores de Justiça, as prefeituras municipais e a sociedade como um todo. Somente com a cooperação e o engajamento de todos poderemos alcançar os resultados almejados”, considerou.

Por fim, conclamou a todos para que reflitam sobre a importância da saúde pública como um direito fundamental. “A vacinação é uma ferramenta poderosa na prevenção de doenças e na construção de um futuro mais saudável e sustentável para nossa sociedade”, afirmou, lembrando que o Vacinômetro é inspirado na atuação do Conselho Nacional do Ministério Público e está alinhado aos objetivos estratégicos do MPMT e do Pacto Nacional.

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O procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz Junior, reforçou que o projeto é resultado das medidas adotadas pelo CNMP, como o Pacto Nacional pela Consciência Vacinal. “Louvo a iniciativa do Conselho Nacional e registro que, como fruto desse movimento nacional, lançamos o Vacinômetro com a identificação dos municípios do estado com as menores taxas de vacinação, visando reverter essa triste realidade”, assinalou.

Recomendação – Recentemente, a Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico expediu recomendação aos promotores de Justiça de Mato Grosso que atuam na área para que adotem as medidas necessárias para intensificar a vacinação em regiões com baixos índices de imunização. Conforme a orientação, eles devem atuar judicial ou extrajudicialmente, com instauração de procedimento administrativo, visando a significativa melhoria dos índices.

Em anexo à recomendação, foi encaminhado o ranking dos 42 municípios do estado com as menores taxas de vacinação, por tipo de vacina, para facilitar a atuação dos promotores de Justiça. Essa lista será atualizada em 90 dias, pois a expectativa é de que, com a adoção das medidas, ela sofra alterações. “Municípios podem entrar e sair dessa lista, e assim renovaremos a recomendação”, explicou o titular da especializada, procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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