MATO GROSSO
Mato Grosso possui maior cobertura da fiscalização contra o desmate ilegal do País, afirma MapBiomas
MATO GROSSO
Conforme dados do Monitor da Fiscalização do Desmatamento, lançado pelo MapBiomas na tarde desta terça-feira (03.05), Mato Grosso é o Estado que mais autuou no desmate ilegal entre os cinco que disponibilizam dados públicos a respeito das fiscalizações.
Conforme a plataforma, entre 2019 e 2021, Mato Grosso agiu em 41% da área em que foi identificado algum alerta de desmate, considerando embargo por desmate ilegal ou a autorização do órgão ambiental. O índice de atuação é o maior se comparado com Minas Gerais (34,6%), São Paulo (26%), Goiás (24,8%), e Pará (9,8%). No caso do governo federal, a área com ações de fiscalização registrada é 13,1% do total de desmatamento detectado desde 2019.
Conforme o coordenador do MapBiomas, Tasso Azevedo, Mato Grosso é um exemplo para o restante dos estados tanto no enfrentamento aos crimes ambientais, como na transparência dos dados. “O Estado de Mato Grosso é o mais avançado em termos de dados disponíveis na plataforma, e também está acelerando muito as ações. Se a gente fizesse uma comparação com base na velocidade que as ações estão sendo tomadas neste momento no Estado de Mato Grosso, a gente imagina que nós vamos chegar no final do ano com percentual de alertas que receberam atenção, muito maior do que o acumulado até aqui”, afirma Azevedo.
O secretário Executivo da Sema-MT, Alex Marega, falou ao evento direto do Centro de Operações da Sema, onde a equipe monitora, planeja operações, e fiscaliza de modo remoto todo o território estadual. Ele destaca que a Sema possui uma cooperação com MapBiomas para fornecer dados e trocar experiências para uma fiscalização mais efetiva, e que o Estado utiliza uma plataforma de monitoramento de satélites Planet, de alta resolução, que entrega alertas precisos de mudança de vegetação.
“Destacamos que atualmente são atendidos mais de 80% dos alertas dentro do mesmo ano em que ocorreu o crime ambiental. Ao detectar qualquer mudança de vegetação por meio dos alertas estaduais, a Sema envia e-mails e faz ligações para os proprietários de áreas cadastradas, avisando que identificamos o desmate”, explica Marega sobre o atendimento dos alertas.
Além disso, o trabalho em campo das equipes de fiscalização é direcionado exatamente nos locais estratégicos, para frear o desmate ilegal, com o embargo da área, multas, e a apreensão de maquinários e outros itens. Há uma parceria com as Forças de Segurança estaduais, Ministérios Públicos Estadual e Federal para a responsabilização de infratores.
“Nos últimos três anos, aumentamos de forma significativa a responsabilização dos crimes ambientais. Entre 2008 e 2018, foram R$ 2,5 bilhões de multas aplicadas por desmatamento e incêndios. Nos últimos três anos, entre 2019 e 2021, aplicamos R$ 4 bilhões. Então nesse período praticamente dobramos o volume de autuações que fizemos nos últimos dez anos”, destaca.
O estado alcançou ainda a marca de 38% do desmate legalizado nos três primeiros meses de 2022. Isso representa um avanço pois este índice de legalidade era de cerca de 5% em 2019, ou seja, quase a totalidade do desmate era sem autorização ambiental.
MapBiomas
“O MapBiomas está sendo pioneiro mais uma vez em lançar uma plataforma que vai dar transparência a esses dados. Nós achamos que isso é uma das coisas primordiais, e que vai contribuir muito com as ações de combate ao desmatamento ilegal”, conta Marega.
O Projeto Mapeamento Anual do Uso e Cobertura da Terra no Brasil (MapBiomas) é uma iniciativa multi-institucional envolvendo universidades, ONGs e empresas de tecnologia que se uniram para contribuir com o entendimento das transformações do território brasileiro a partir do mapeamento anual da cobertura e uso do solo no Brasil.
O Monitor da Fiscalização do Desmatamento é uma iniciativa do MapBiomas liderada pelas equipes do Instituto Centro de Vida (ICV), que recolhe e organiza informações sobre autorizações de desmatamento, autuações de fiscalização e embargo de propriedades rurais emitidos pelos órgãos federais e estaduais de controle.
Para isso, são acessadas as bases de dados disponíveis em plataformas digitais dos órgãos como o SINAFLOR e o Portal de Dados Abertos do IBAMA e o Portal de Transparência da Secretaria do Meio Ambiente do Mato Grosso. Todos os dados são então cruzados com os alertas de desmatamento publicados do MapBiomas para identificar o quanto do desmatamento detectado no Brasil tem ações de fiscalização sobrepostas.
No momento, o monitoramento contempla o governo federal e cinco estados que já disponibilizam dados geográficos. Ao longo dos próximos meses outros estados serão incorporados à medida que publiquem os dados de fiscalização.
MATO GROSSO
Coronel Roveri destaca investimentos e redução de crimes durante passagem pela Sesp-MT
O coronel César Roveri voltou a destacar, nas redes sociais, ações e resultados relacionados ao período em que esteve à frente da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT).
Em uma publicação no Instagram, Roveri reuniu registros de iniciativas desenvolvidas durante sua gestão e mencionou investimentos no fortalecimento das forças de segurança, uso de tecnologia, integração entre as instituições e estratégias de enfrentamento à criminalidade.
Entre as ações citadas está o programa Vigia Mais MT, que ampliou o uso de câmeras de monitoramento em municípios do Estado. A tecnologia passou a ser utilizada como ferramenta de apoio às forças policiais, além de auxiliar em operações e no monitoramento de áreas estratégicas.
Dados divulgados pela Segurança Pública também apontaram redução em determinados indicadores criminais no período. Em 2024, os roubos de veículos em Mato Grosso registraram queda de 28% em relação ao ano anterior. Os furtos de veículos também apresentaram redução no mesmo intervalo.
Roveri também mencionou investimentos em equipamentos, tecnologia e efetivo como parte das medidas adotadas para reforçar a estrutura da segurança pública estadual.
Cenário eleitoral
A publicação ocorre em meio à movimentação política do coronel, que é cotado para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.
Apesar do contexto eleitoral, a publicação analisada concentra-se na divulgação de ações e resultados atribuídos ao período em que Roveri comandou a Sesp-MT.
As informações sobre indicadores criminais e resultados apresentados na reportagem têm como base dados divulgados por órgãos públicos e informações atribuídas ao próprio coronel.
A legislação eleitoral estabelece regras para a divulgação de conteúdos relacionados a candidatos e pré-candidatos. A propaganda eleitoral na internet será permitida a partir de 16 de agosto, conforme o calendário das Eleições 2026. Até o início do período permitido, conteúdos jornalísticos devem manter caráter informativo, sem pedido explícito de votos ou elementos que possam caracterizar propaganda eleitoral antecipada.
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