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Livro sobre Projeto Luz é lançado no MPMT em evento online

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Em evento virtual na manhã desta quinta-feira (19), o livro “Projeto Luz – Um relato da primeira rede de proteção integrada que aplicou a Lei nº 13431/2017 e o depoimento especial judicial na comarca de Nova Mutum” foi oficialmente lançado pelo Ministério Público de Mato Grosso. A obra, inicialmente apresentada na semana passada, durante a inauguração da nova sede das Promotorias de Nova Mutum (a 264km de Cuiabá), foi escrita pelos promotores de Justiça Ana Carolina Rodrigues Alves Fernandes de Oliveira e Henrique de Carvalho Pugliesi.

Responsável por escrever o prefácio do livro, o procurador de Justiça titular da Especializada em Defesa da Criança e do Adolescente, Paulo Roberto Jorge do Prado, abriu o evento enaltecendo o trabalho da rede de proteção integrada em Nova Mutum e destacando que a prioridade absoluta de crianças e adolescentes não é efetivamente garantida pelas leis e tratados existentes, mas sim pelas ações das pessoas, sejam integrantes do sistema de Justiça ou os demais cidadãos.

“Não adianta a Constituição Federal, os tratados internacionais e a defesa de Direitos Humanos dizerem que criança e adolescente são prioridade absoluta se essa não for a realidade do nosso coração. Se na nossa atuação profissional como integrantes do Ministério Público, como cidadãos e pais não enxergarmos crianças e adolescentes como prioridade, com direito à educação, saúde, segurança, respeito e dignidade”, assinalou o procurador de Justiça.

Paulo Prado assegurou que o Projeto Luz e seus idealizadores tratam efetivamente crianças e adolescentes como prioridade absoluta e lembrou que, inclusive, a iniciativa já foi nacionalmente premiada.

Na sequência, o livro foi apresentado pelo autor Henrique Pugliesi. A também autora Ana Carolina Fernandes, que não participou da reunião virtual por estar de licença maternidade, enviou uma mensagem de vídeo aos participantes. O promotor de Justiça contou como a ideia começou, há mais de cinco anos, qual foi o caminho percorrido para a integração da rede, apresentou dados e os resultados alcançados pelo projeto. “O livro é a última etapa do Projeto Luz de Nova Mutum, que teve início em 2018, com a assinatura de um termo de compromisso entre as partes. Ele foi escrito porque muitos colegas nos perguntam a respeito dessa iniciativa e acreditamos que ele servirá como um manual para que o projeto seja replicado”, afirmou.

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Conforme Henrique Pugliesi, o sucesso do Projeto Luz começou com a integração das promotorias de Justiça cível e criminal. “Vamos falar muito de integração. E quero reforçar que essa integração começa pelas promotorias de Justiça. Começou comigo e com a Ana Carolina, juntos, identificando as falhas na nossa rede de proteção. O trabalho só foi adiante em razão dessa parceria”, argumentou.

O promotor ainda apresentou os dados alarmantes levantados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no anuário de 2021. As estatísticas apontam que, a cada ano que passa, as vítimas de estupro no Brasil são mais jovens. “Houve um aumento do percentual de crimes contra vítimas de zero a 19 anos. Em 2019, eles eram 70% das vítimas de estupro no Brasil e, em 2020, passaram a 77%. Então, por incrível que pareça, estamos vivendo uma verdadeira pandemia nos casos de abuso contra crianças e adolescentes”, afirmou.

Henrique Pugliesi acrescentou que a taxa desses crimes em Mato Grosso (133,6 a cada 100 mil habitantes) é quase duas vezes maior que a média nacional (77,2 a cada 100 mil habitantes) e defendeu a necessidade de uma mudança na qualidade de defesa da proteção da criança e do adolescente”. “Precisamos realmente investir nas notificações para proteger melhor”, destacou.

O lançamento do livro foi transmitido ao vivo pelo YouTube do MPMT (assista aqui). O evento virtual é uma realização do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT. “Hoje, demos início a mais um formato de evento, que tem com proposta realizar os lançamentos de livros publicados por membros e servidores do Ministério Público de Mato Grosso. Assim, fica desde já o convite para nossos escritores. E não há maneira melhor de inaugurar esse formato do que com o lançamento da prestigiada obra Projeto Luz, um projeto histórico desenvolvido em Nova Mutum”, considerou o coordenador do Ceaf, promotor de Justiça Paulo Henrique do Amaral Motta.

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O livro – Conforme os autores, a obra apresenta o processo de construção do Projeto Luz, um dos pioneiros no país em integrar efetivamente a rede de proteção da criança e adolescente, e o primeiro de Mato Grosso que aplicou integralmente a Lei nº 13431/2017 (que estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência), inclusive realizando os depoimentos especiais nela previstos.

“Nosso objetivo é explicar como foi a criação desse projeto, os fluxos por ele adotados e as premissas defendidas como imprescindíveis para que qualquer outro município que o implante consiga alcançar resultados relevantes como os que foram atingidos em Nova Mutum. Cremos que a ideia deve ser replicada para que a proteção de crianças e adolescentes seja realmente integral em todo o país”, contam os autores.

Na apresentação do livro, o procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, José Antônio Borges Pereira, consignou que o leitor “conhecerá um belíssimo projeto desenvolvido com os olhos totalmente voltados às crianças e adolescentes vítimas de violência, fruto de uma série de reuniões com um único objetivo: tirá-los da escuridão do abuso”.

Fonte: MP MT

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Orçamento de Mato Grosso para 2027 prevê R$ 46,1 bilhões

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O Projeto de Lei Orçamentária Anual ( PLOA-1144/2026 ) para o exercício financeiro de 2027, que estima receitas e fixa despesas do estado em R$ 46,125 bilhões, começou a tramitar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), com previsão de crescimento de aproximadamente 13% em relação ao orçamento vigente, de R$ 40,7 bilhões. A proposta também prevê renúncia fiscal líquida de R$ 15,3 bilhões. A proposta foi lida na sessão ordinária de quarta-feira (9).

O presidente da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária, deputado Carlos Avallone (PSDB), defende acelerar a tramitação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para permitir a votação do orçamento do próximo ano. 

De acordo com o texto do PLOA, o Executivo fica com a maior parte R$ 38,7 bilhões. A Assembleia Legislativa com R$ 1,188 bilhão. Tribunal de Contas, R$ 840,6 milhões. Ministério Público, R$ 1,124 bilhão. Defensoria Pública R$ 422 milhões. Tribunal de Justiça, R$ 3,799 bilhões.    

Segundo ele, embora os deputados já possam analisar a proposta orçamentária, a votação depende da aprovação do PLDO. Com as audiências públicas da PLOA já agendadas, Avallone informou que pretende agilizar a tramitação da matéria, mesmo com o calendário legislativo mais apertado. O cronograma, acrescentou, ainda será confirmado com a Mesa Diretora da Casa.

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Avallone explicou que havia a possibilidade de deixar a votação do orçamento para o início de 2027, caso ocorresse uma mudança de governo. Mas como a atual gestão permanecerá à frente do Executivo estadual, essa alternativa deixou de ser necessária. 

“Havia uma vontade de que não precisasse mais votar o orçamento só no começo do ano que vem, caso houvesse mudança de governo. Como não houve, podemos votar a qualquer momento. O governo continua”, afirmou o parlamentar, ao defender o avanço das discussões e a definição do calendário para a votação das peças orçamentárias.

O deputado também chamou a atenção para a diferença entre os valores previstos e a arrecadação estimada para os exercícios financeiros. Segundo ele, o orçamento de Mato Grosso para 2026 foi fixado em quase R$ 41 bilhões, mas a previsão é de que a execução alcance R$ 48 bilhões. Já para 2027, a proposta encaminhada pelo governo prevê R$ 46 bilhões. Na avaliação de Avallone, essa diferença reforça a necessidade de analisar os números e discutir eventuais ajustes durante a tramitação do PLOA.

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“Mas é isso que é a função nossa. Discutir isso até que a gente chegue em valores que sejam adequados e que a gente possa garantir o orçamento. Nós podemos mudar uma série de coisas. Nós temos essa função”, destacou Avallone, ressaltando o papel do Parlamento na avaliação das receitas e despesas estaduais e na discussão de possíveis alterações para adequar a proposta às necessidades da administração pública.

O total previsto para a renúncia fiscal liquida para 2027 é de R$ 15.301.425.339,65. Os valores estão assim distribuídos:

ICMS – R$ 14.149.070.279,95.

IPVA – R$ 460.022.453,85

ITCD – R$ 146.978.185,60

Taxas – R$ 348.843.053,52

Juros e penalidades – R$ 196.511.366,74



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