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Juiz auxiliar da Presidência e servidores conhecem programa de integridade do TJMT

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O juiz auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Jones Gattass Dias, o coordenador de Auditoria Interna, Wellington Correa, e a analista judiciária lotada na Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), Keila Souza da Cunha, realizam, entre quinta e sexta-feira (1º e 2 de fevereiro), visita técnica ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para conhecer o Programa de Integridade implantado pela justiça mineira, referência no país.
 
A comitiva mato-grossense foi recebida pelo presidente do TJMG, desembargador José Arthur de Carvalho Pereira Filho, e pela equipe do Núcleo de Apoio Técnico-Jurídico (Nutec), liderado pela assessora técnica especializada da Presidência do TJMG, Tatiana Camarão. “Fomos recebidos de maneira extremamente carinhosa e muito simpática por parte de todos. Estamos aqui com a equipe da Presidência, a doutora Tatiana Camarão, que tem sido uma referência nessa área de integridade e compliance”, afirma o juiz Jones Gattass.
 
Segundo ele, em meados de 2023, a presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, o encarregou de coordenar um grupo de trabalho para implantação do programa de integridade e compliance no Judiciário mato-grossense. Até o momento, o grupo já elaborou uma minuta de resolução com as diretrizes do programa. Para garantir a excelência desse trabalho, é que eles foram buscar referências. “O pessoal de Minas Gerais está trabalhando com isso desde 2018. E quando nós tivemos a informação de que eles estão mais à frente nessa missão, achamos por bem vir conhecer esse Tribunal para nos certificarmos se o que estamos fazendo é o mais sensato”, explica o juiz Jones Gattass.
 
Conforme o coordenador do grupo de trabalho para implantação do Programa de Integridade e Compliance no TJMT, a visita técnica ao tribunal mineiro tem sido extremamente valiosa. “Eles já estão bastante avançados. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais já tem, por exemplo, um código de conduta, já vem enfrentando mudança de cultura e impregnando essa nova cultura de integridade e compliance em todo o tribunal. Os presidentes desse tribunal já assumiram o compromisso de perpetuação do programa de integridade e compliance. Eles fazem disso um desejo de que a gestão seja conhecida como a gestão que está tocando adiante o programa”, relata.
 
Para o presidente do TJMG, desembargador José Arthur de Carvalho Pereira Filho, o interesse de outros tribunais pelo Programa de Integridade do TJMG ressalta o êxito e a relevância do trabalho que vem sendo desenvolvido de forma pioneira em Minas Gerais. “O Tribunal mineiro está comprometido com um funcionamento alinhado com a transparência e a ética em todos os âmbitos. Nosso objetivo é que a conduta de gestores e colaboradores seja pautada pela probidade e lisura, com foco no interesse público, tanto no ambiente interno quanto na interação com o público externo”, afirma.
 
A presidente do Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, afirma que o compromisso com a integridade, prioridade em sua gestão, está alinhado ao Planejamento Estratégico do Poder. “A integridade é um dos atributos de valor que queremos entregar para a sociedade, o que significa agir de forma íntegra e imparcial em todas as ações, em todos os níveis. Isso perpassa por uma cultura organizacional que deve estar consolidada entre magistrados e servidores e, para isso, é que estamos em busca dos melhores exemplos para nos espelharmos”, declara.
 
Nesta sexta-feira (02 de fevereiro), equipe do TJMT está conhecendo os documentos elaborados pelo Programa de Integridade mineiro, como minutas, cartilhas, manuais. Após a visita técnica, a relação institucional deve ser fortalecida por meio de um termo de cooperação técnica para cessão desses documentos. “Voltaremos para Mato Grosso com a segurança de que todos os questionamentos, que até então tínhamos, estão sendo sanados”, conclui o juiz auxiliar da Presidência.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativos para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual.  Foto 1: Da esquerda para a direita: coordenador de Auditoria Interna, Wellington Correa; a analista judiciária, Keila Souza da Cunha; juiz Jones Gattass; presidente do TJMG, desembargador José Arthur de Carvalho Pereira Filho, assessora técnica da Presidência do TJMG, Tatiana Camarão e as servidoras Ursina Andrade, Larissa Malta, Juliana Picinin e Renata Sadi, do Núcleo de Apoio Técnico-Jurídico do TJMG. Todos estão em pé e sorrindo para a foto. Atrás deles, há uma tela com a logomarca do Programa de integridade do TJMG. Foto 2: Equipes dos Tribunais de Justiça de Minas Gerais e de Mato Grosso reunidos em volta de uma mesa, em uma sala de reuniões no TJMG. Ele sorriem para a foto.
 
 
Celly Silva/ Fotos: Juarez Rodrigues/TJMG
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
Com informações da Diretoria de Comunicação do TJMG
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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