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Governo investe R$ 4 bilhões em asfalto novo e recuperação das rodovias mato-grossenses

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O Governo de Mato Grosso está investindo mais de R$ 4 bilhões em obras de pavimentação ou recuperação de asfalto. No total são 3,5 mil quilômetros de rodovias que vão ganhar asfalto novo e mais 1,6 mil que vão passar por restauração total.

As obras fazem parte do planejamento estratégico do Governo para melhorar a infraestrutura estadual. Atualmente, Mato Grosso conta com aproximadamente 30 mil km de rodovias estaduais, sendo que apenas 7,7 mil km são asfaltados.

No momento, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística tem 1.621 km de obras de pavimentação em execução e outros 615 km de obras de restauração.

Entre as obras de asfalto novo, está a implantação do Contorno Norte do Rodoanel de Cuiabá. A obra foi licitada por meio de Regime Diferenciado de Contratação Integrado (RDCi), ao valor de R$ 204,9 milhões. Neste tipo de contratação, a empresa vencedora é responsável por elaborar os projetos para a execução dos serviços. A expectativa é que os projetos sejam finalizados em março, com as obras começando em seguida. 

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Importante para desafogar o trânsito de caminhões na área na área urbana da capital e de Várzea Grande, o Contorno Norte terá 21,5 km, em pista duplicada, entre a BR-163-364 em Várzea Grande e a MT-251, em Cuiabá. Serão construídos um viaduto na BR-163/264 e outro na MT-251, uma trincheira na Avenida Antártica e duas pontes sobre o Rio Cuiabá, entre outras intervenções.

Entre outras obras realizadas pelo governo estão a pavimentação da MT-010, entre Ipiranga do Norte e Tabaporã; a MT-140, entre Nova Brasilândia e Nova Ubiratã – que será um alternativa ao trânsito pesado da BR-163; a MT-130 na região de Paranatinga e a MT-473, a Estrada do Matão, em Pontes e Lacerda.

O Governo também vai realizar outras obras, como a pavimentação entre a Agrovila das Palmeiras e a Serra de São Vicente, a MT-129, entre Paranatinga e Gaúcha do Norte e a MT-206, entre Apiacás e Paranaíta, essas últimas duas, obras que integrarão cidades a malha rodoviária estadual pavimentada. O mapa de obras está disponível no site da Sinfra-MT.

Entre os 615 k mde obras em restauração, está a MT-251, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães. A Sinfra-MT também irá licitar a recuperação entre Chapada e o entroncamento da MT-140, além de outros pontos críticos, como a MT-170 entre Juína e Castanheira, o trecho entre Barão de Melgaço e Santo Antônio do Leverger e a MT-423 entre Sinop e Cláudia.

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Obras concluídas

Desde janeiro de 2019, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) entregou 1.241,62 quilômetros de asfalto novo nas rodovias estaduais de Mato Grosso. No mesmo período, o Estado entregou outros 1.003 km de asfalto recuperado e 97 pontes de concreto.

Entre as estradas entregues desde 2019, estão trechos importantes para o desenvolvimento econômico e social de diversas regiões do Estado: como a MT-110 na região Sul; as MT-338 e 242 na região Norte; a MT-352, na região Oeste; e a estrada do Coxipó do Ouro, em Cuiabá.

“Hoje nós temos obras em todas as regiões de Mato Grosso, na região Oeste, no Noroeste, no Araguaia. Estamos levando asfalto para várias regiões, garantindo que a população tenha dignidade para ir e vir. O chão está virando asfalto”, afirma o governador Mauro Mendes.

Fonte: GOV MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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