MATO GROSSO
Governo de MT triplicou investimentos em auxílio para esportistas
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Mato Grosso tem milhões de motivos para comemorar o Dia do Atleta Profissional, nesta sexta-feira (10), especificamente R$ 6,9 milhões, investidos pelo Governo de Mato Grosso somente no Projeto Olimpus, também chamado de Bolsa Atleta. O programa é desenvolvido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) desde 2020 para apoiar atletas, paratletas, guias e técnicos de diversas modalidades esportivas.
Pago rigorosamente em dia, o valor liberado saltou de R$ 1,4 milhões, em 2020, para R$ 3,8 milhões em 2022. O edital 2022 foi todo reformulado, ampliando o número de atletas atendidos em 2021, passando de 151 para mais de 600 atletas contemplados nesta última edição, tanto em modalidades individuais como coletivas, de esportes olímpicos e paralímpicos.
O último edital adicionou a categoria Atleta Infantil, contemplando esportistas com idades entre 9 e 12 anos. Para a formação esportiva de base são ainda oferecidas bolsas nas categorias Atleta Base e Atleta Estudantil, para esportistas com idade entre 12 e 17 anos.
Aos esportistas de alto rendimento são oferecidas bolsas Atleta Nacional e Atleta Internacional. Ambas são destinadas a atletas, paratletas e atletas-guias com 14 anos ou mais e que obtiveram resultados em competições ou rankings nacionais e internacionais, conforme a categoria.
O programa criado em Mato Grosso é referência para outros estados brasileiros como uma das políticas públicas mais exitosas no incentivo a atletas, técnicos e à prática esportiva.
Colecionando conquistas
O jovem atleta Victor Pierre, de 18 anos, conta que iniciou no esporte aos 13 anos de idade, numa escola pública em Porto Alegre do Norte (a 1.023 km de Cuiabá). “Foi onde participei dos meus primeiros campeonatos e conquistas. Escolhi o vôlei pelo incentivo que tive dos meus amigos. Na época, a maioria deles praticava o esporte e eu não queria ficar de fora. Hoje, tenho como maior incentivador meu ex-técnico Roberto Pereira, de Primavera do Leste, que abriu as portas para mim e me ensinou tudo que eu precisava para ser um atleta de alto rendimento”, Pierre.
Atendido pelo projeto Olimpus desde 2021, Victor afirma que tem sido um apoio muito importante e uma motivação a mais pra seguir atrás do lugar mais alto do pódio.
“Minha maior motivação para continuar é minha família e amigos que sempre me apoiaram e continuam torcendo por mim. No meu currículo posso dizer que fui inúmeras vezes campeão estadual nas categorias sub 15, sub 17, sub 18, sub 19, sub 21 e adulto, tanto na quadra quanto na praia. Tive também algumas conquistas a nível nacional, como campeão brasileiro na quadra e vice campeão brasileiro no vôlei de praia”, declarou.
Contemplado no Bolsa Atleta 2021 e 2022, Adriano Luíz dos Santos Bonkewich é paratleta categoria S10 da natação e coleciona muitas medalhas de ouro, prata e bronze, resultado de sua participação em eventos regionais, nacionais e internacionais. Em agosto de 2023 ele vai participar da 20ª edição do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, sediado em Fukuoka, no Japão.
Adriano destaca que com o recurso da bolsa ele pode ter uma alimentação adequada e que proporcione um melhor rendimento físico. “Com o Bolsa Atleta eu posso investir em suplementos e em uma alimentação balanceada para o meu treino, rica em proteínas e carboidratos de alta qualidade. Treino diariamente. São duas horas de natação e ainda faço musculação e uma alimentação saudável faz toda a diferença para a recuperação muscular e rendimento esportivo”.
No último evento esportivo que ele participou, o Meeting Paralímpico 2022, competição realizada em outubro, em Goiás, Adriano conquistou o tricampeonato brasileiro nos 100 metros borboleta, campeão nos 100 metros costas, além de medalha de prata nos 100 e 400 metros livre. Na mesma competição, Mato Grosso conquistou 34 medalhas no atletismo e natação, com outros atletas apoiados pelo Projeto Olimpus.
Apoiando treinadores
Dentre as muitas questões importantes para o bom desenvolvimento da performance do atleta, também inclui a presença de um bom treinador. Ele é o responsável por ensinar o atleta acerca do que fazer, como fazer e o porquê de fazer. É por reconhecer esse grande papel que o Governo de Mato Grosso também tem investido nesses profissionais.
O Projeto Olimpus tem um edital voltado para os treinadores mato-grossenses, o Bolsa Técnico. Em 2021, o investimento era de R$ 360 mil. Um ano depois, o valor total destinado a treinadores já era de R$ 1,04 milhões, passando de 28 para 95 técnicos contemplados em 2022.
Com uma grande carreira esportiva, a atleta e treinadora Luzia Carmem Santana Pessoa Fernandes, tem uma linda trajetória com títulos nacionais e internacionais. De família de atletas, ela começou aos três anos de idade no jiu-jitsu. Desde então não parou. Passou pelo judô, wrestling e grappling.
“Sou apaixonada por esporte. Eu vivo, transpiro e me alimento do esporte e não pretendo parar tão cedo”, diz Luzia, que recebeu em 2022 o reconhecimento pelo seu trabalho em Mato Grosso. Ela foi eleita melhor técnica do ano de 2022, pelo Prêmio Sabino Albertão, realizado com o apoio da Secel-MT. Ela concorreu com outros dois grandes técnicos.
“Foi a última conquista que a minha mãe viu, que foi o título de melhor treinadora do ano. Um reconhecimento incrível. A luta ganhou e eu ganhei. Posso dizer que é o meu primeiro grande título pessoal como treinadora”.
Contemplada no Bolsa Técnico desde 2021, Luzia afirma que Mato Grosso é um dos poucos Estados que de fato investe com tanta eficiência no esporte.
“Nosso Estado faz isso com muita dignidade e eu sou muito grata. A bolsa tem me ajudado muito. Eu sou aquela treinadora que faz de tudo pelos atletas. Já paguei hospedagens, passagens, tudo para que os meus alunos não deixassem de participar de competições, de buscar o sonho deles. Além disso, ajuda a investir na minha carreira, com a participação em cursos nacionais e internacionais”.
Ela fala ainda sobre a importância da Bolsa Atleta para os seus alunos. “A bolsa é de extrema importância porque com esse recurso o atleta consegue se alimentar melhor, comprar suplementos, treinos, e conseguir viajar para participar de competições. Isso ajuda muito, tanto que em 2022 eu tive a oportunidade de viajar com os meus atletas para 19 eventos, o que é algo surreal”, comenta a treinadora.
Fonte: GOV MT
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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
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