CUIABÁ

MATO GROSSO

Gestão Adotiva capacita pretendentes à adoção

Publicados

MATO GROSSO


A juíza da Vara da Infância e Juventude de Cuiabá, Gleide Bispo Santos, participou de um encontro virtual com os pretendentes à adoção. A iniciativa foi da Associação Mato-Grossense de Pesquisa e Apoio à adoção (Ampara) na noite de terça-feira (22/02). O encontro faz parte do curso de pré-natal para habilitar-se ao Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA).
 
 
Os pretendentes conheceram os trâmites do processo, o funcionamento das atuais casas cuiabanas, locais onde as crianças são acolhidas e cuidadas até o retorno ao seu lar de origem ou caso não seja mais possível, até a destituição do poder familiar, tornando-se aptas à adoção. As diversas casas lares são organizadas principalmente por faixas etárias.
 
 
A magistrada, Gleide Bispo Santos, ressaltou que o número de mulheres na adesão ao projeto de entrega legal, aumentou, o que fortalece o sistema de adoção regular por vias legais, mantendo o direito de todos, tanto da mãe que decide entregar a criança à adoção quanto da própria criança a ser adotada.
 
 
No momento que o pretendente se torna habilitado à adoção e seu cadastro é inserido no SNA, assim, é realizado um cruzamento entre o perfil da criança e dos pretendentes. O processo pode ser mais longo aos que desejam ter bebês recém-nascidos, até um ano de idade. Aos pretendentes que têm o perfil amplo e aceitam as crianças acima de quatro anos e adolescentes, a espera pode ser mais rápida, em virtude da menor procura. Um exemplo é de um casal que aceitou criança com comorbidade. O casal não estava no início da fila, mas com o cruzamento das informações, eles foram selecionados para adoção.
 
 
“O Tribunal está sempre buscando uma solução juntamente com a Ampara a cada uma dessas crianças e adolescente, e é preciso encontrar a família certa para a criança, pois quando você adota é um ato de amor, e é preciso se doar”, afirma a magistrada.
 
 
O encontro virtual foi finalizado após a juíza responder às perguntas e sanar dúvidas, sobre negligência, possível contato da família biológica, entre outras situações. A magistrada explicou que a partir do momento que a criança ou adolescente é destituída do poder da família de origem, a certidão de nascimento é cancelada e uma nova é confeccionada, com os dados da atual família. O novo documento não faz qualquer menção à adoção. Ela ainda lembrou que todo processo é sigiloso.
 
 
Participaram também do evento a assistente social Denise Araújo Campos e a psicóloga Fernanda Denadai Neves Bueno (facilitadora), ambas da Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara).
 
 
Assessoria de Comunicação da CGJ
 
 

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Seduc libera 11ª parcela do auxílio internet para profissionais da educação
Propaganda

MATO GROSSO

Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

Publicados

em

O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

Leia Também:  IPEM realiza Operação Mês do Consumidor para reforçar segurança e conformidade de produtos

Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

Leia Também:  Seduc libera 11ª parcela do auxílio internet para profissionais da educação

“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA