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Colaboradores surdos participam de evento que celebra parceria de cinco anos com o Poder Judiciário

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso promoveu nessa quinta-feira (15 de dezembro) uma reunião especial para os colaboradores surdos que participaram do trabalho de digitalização de processos que vem sendo realizado nos últimos cinco anos, por meio de parceria do Poder Judiciário com a Unilehu (Universidade Livre para Eficiência Humana).
 
Desde 2017, mais de 60 pessoas surdas passaram pelo projeto, que uniu o interesse da administração pública em digitalizar todos os processos físicos que ainda tramitavam na Segunda Instância com a inclusão social e promoção de oportunidades profissionais para pessoas com deficiência.
 
Nesta etapa final, participam 40 homens e mulheres surdos, de todas as idades, além de sete intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais).
 
O trabalho no TJMT foi o primeiro emprego de carteira assinada de Táfila Figueiredo, 36 anos, que está no projeto desde o início, há cinco anos. “Nesse período aprendi muito. Tenho visto a empatia das pessoas, tanto uns com os outros, quanto com os ouvintes. Meu aprendizado foi muito grande. Me sinto muito feliz com o trabalho aqui. Em outros lugares falta comunicação, não tem intérpretes, não tem outros surdos. Aqui tem essa comunicação e tem muita empatia de todos”, disse, com o intermédio da tradutora Letícia Deniz.
 
Ao longo desse período, a coordenação da equipe de pessoas surdas foi liderada pela servidora Janaína dos Santos Taques, chefe da Divisão de Feitos Cíveis e Criminais do Dejaux (Departamento Judiciário Auxiliar). Janaína conta que o trabalho desenvolvido pela comunidade surda foi incrível e excelente.
 
“Eu pude acompanhar o crescimento de cada surdo no dia a dia. Muitos se desenvolveram de maneira espetacular, trabalharam com muito foco e excelência. Esse tempo com eles foi muito especial”, expressou.
 
Falando diretamente para eles em Libras, a Janaína ressaltou que o trabalho deles fez parte da história da Justiça de Mato Grosso e que todo o aprendizado recebido deve ser levado não apenas para o campo profissional, mas para a vida.
 
O coordenador judiciário do TJMT, Bruno José Fernandes, agradeceu pela eficiência e eficácia com que os colaboradores surdos trabalharam no Poder Judiciário, ressaltando que o evento de encerramento expressa a gratidão pelos anos de partilha.
 
“Não estamos aqui para dar um adeus, mas sim um até logo. Nossa intenção é que em breve possamos oportunizar novas demandas para vocês, que tenhamos outros modelos e outras oportunidades para continuar com essa inclusão”, disse o coordenador.
 
Bruno destacou ainda que o trabalho desenvolvido pela comunidade surda refletiu em grandes feitos para o Poder Judiciário, como a possibilidade do trabalho em home office praticado durante a pandemia e o crescimento dos sistemas como o PJe.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Primeira imagem: foto horizontal colorida da reunião realizada entre os colaboradores surdos e servidores do tribunal no plenário da Turma Recursal. Alguns estão em pé e outros sentados em cadeiras pretas. Todos estão com as palmas abertas fazendo o sinal de aplausos em Libras.
Segunda imagem: foto horizontal colorida da colaboradora Táfila. Ela concede entrevista à TV.JUS e tem seus sinais interpretados pela tradutora, que está ao seu lado. Táfila tem cabelos loiros longos, veste vestido rosa, usa crachá e está com as mãos estendidas falando em Libras. À sua direita, a intérprete Leticia fala ao microfone. Ela veste terno preto e usa óculos.
Terceira imagem: foto horizontal colorida da servidora Janaína concedendo entrevista à TV.JUS e Rádio TJ. Ela olha para a frente enquanto fala diante de um microfone e um celular, veste blusa e terno pretos e tem cabelos loiros encaracolados.
Quarta imagem: foto horizontal colorida do servidor Bruno Fernandes concedendo entrevista diante de um microfone e um celular. Ele veste camisa azul, olha para baixo, tem cabelos e barba grisalhos.
 
Mylena Petrucelli/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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