MATO GROSSO
Gefron recupera oito veículos roubados em menos de 48 horas
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O Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron) recuperou em um intervalo de menos de 48 horas oito veículos roubados ou furtados, durante a Operação Hórus – Guardiões das Fronteiras, realizada entre sexta-feira (20) e domingo (22).
Ao todo, as cinco caminhonetes, os dois carros populares e um caminhão, somados, custam cerca de R$ 1 milhão.
A operação combate de roubos e furtos de veículos, impede a entrada de drogas, armas e contrabandos no país por meio das forças integradas de segurança pública. Uma das ocorrências foi registrada na sexta-feira (20.01), no Posto Limão, na BR-070, em Cáceres (225 Km a Oeste de Cuiabá), quando um Toyota Spacio, que trafegava sentido Brasil/Bolívia em atitude suspeita, foi recuperado.
No carro, estavam três pessoas, que transportavam mercadorias sem nota fiscal, totalizando 1.570 pares de meias; 21 embrulhos de roupas íntimas femininas; e 252 peças de cuecas, provenientes de descaminho da Bolívia para o Brasil. O trio, o veículo e os materiais foram encaminhados à Inspetoria da Receita Federal de Cáceres.
Ainda na sexta, policiais do Canil Integrado de Fronteira (Canilfron) receberam informações, por meio do Centro de Operações do Gefron, sobre um caminhão de cor branca, que teria sido furtado e que estaria indo em direção a Cáceres. De imediato, a equipe foi até o local e abordou o caminhão.
Os policiais constataram que o veículo tinha sido furtado em São Paulo, no dia 20 de janeiro de 2022. O condutor e o veículo foram encaminhados para Delegacia Especial de Fronteira (Defron) da cidade.
Já em Vila Bela da Santíssima Trindade (521 km a Oeste de Cuiabá), durante patrulhamento pela MT-199, as forças de segurança abordaram um Fiat Toro, de cor preta, que seguia sentido Brasil/Bolívia com dois ocupantes. Durante a abordagem, os policiais notaram a adulteração de sinal identificador de veículo.
Os suspeitos admitiram que levariam o veículo para a Bolívia e que receberiam R$ 2 mil pelo serviço.
No sábado (21.01), durante patrulhamento pela BR-174, em Porto Esperidião (326 km a Oeste de Cuiabá), a força-tarefa encontrou uma Toyota Hilux, de cor prata, que seguia sentido o Pontes e Lacerda. Porém, o condutor do veículo não respeitou as ordens de parada e fugiu, mas foi preso logo depois na mesma rodovia. Havia registro de ocorrência de roubo e/ou furto em Cuiabá.
O condutor admitiu que levaria o veículo para Pontes e Lacerda e que para isso receberia R$ 3 mil. O suspeito e o veículo foram encaminhados para a Delegacia Especial de fronteira em Cáceres.
Ainda no sábado, a equipe do Gefron e do 1° Pelotão do 17° Batalhão da Polícia Militar de Porto Esperidião, em patrulhamento pela MT-250, abordou o motorista de um Toyota RAV 4, de cor preta, que seguia sentido Brasil/Bolívia. Verificou-se, então, que o condutor não tinha Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e que havia uma restrição judicial (penhora e transferência) para o veículo. Aos policiais, ele disse que o carro seria levado para uma propriedade rural próxima ao país vizinho e que receberia R$ 2 mil.
Outro veículo foi apreendido na manhã desse domingo (22.01), em Alto Taquari (479 km ao Sul de Cuiabá), depois que equipes do Gefron, do 15º Batalhão Militar de Alto Araguaia, do 10° Comando Regional de Vila Rica e da Polícia Militar de Goiás, receberam informações de que um Fiat Toro, de cor branca, e outros veículos com suspeita de irregularidades, estavam circulando pela cidade.
Foram feitas buscas e, durante o patrulhamento, o veículo foi encontrado na garagem de uma casa. No local, uma pessoa foi abordada e afirmou trabalhar com compra e venda de veículos.
Porém, o Gefron constatou que o Fiat Toro, avaliado em R$ 110,5 mil, tinha sido roubado no Rio de Janeiro. No imóvel, foi encontrado ainda um Honda/HR-V, de cor cinza, avaliado em R$ 116,4 mil, roubado em Brasília (DF). Ambos os carros apresentavam indícios de adulterações em seus sinais identificadores.
Na residência, havia também um Audi/A3 branco, no valor de R$ 82,2, mil, com sinais identificadores adulterados. O suspeito possuía passagens por roubo de veículos.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
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