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Evento do curso de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso é realizado no Tribunal

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A abertura da “Semana do Calouro” do curso de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) foi realizada na manhã desta segunda-feira (22 de agosto) no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, no auditório do Espaço Justiça, Cultura e Arte Desembargador Gervásio Leite.
 
Cerca de 70 alunos e alunas que estão ingressando na graduação neste segundo semestre de 2022 tiveram a oportunidade de dialogar com magistrados, conhecer o Palácio da Justiça e conhecer in loco um pouco do contexto do Poder Judiciário de Mato Grosso.
 
A aproximação da universidade com a sociedade e o Poder Judiciário foi destacada pelo reitor da UFMT, Evandro Soares da Silva. “Nesse início de semestre, nada mais fabuloso que alunos do Direito iniciarem o processo aqui no Tribunal de Justiça, já conhecendo esse tribunal que ainda era algo distante, desconhecido, e agora estão tocando e conversando com desembargadores”.
 
A desembargadora Maria Erotides Kneip proferiu palestra aos acadêmicos e acadêmicas, enfatizando a responsabilidade exigida pelo curso de Direito. “É extremamente gratificante porque estamos falando do que somos, do que acreditamos, penso que o curso de Direito é uma questão de vida mesmo. Eu que vivo isso, especialmente a magistratura há 38 anos, se pudermos servir de exemplo sobre o que devemos fazer. É uma honra o Tribunal de Justiça recebê-los, eles terem escolhido aqui para essa primeira aula, fiz questão de estar aqui”, afirmou.
 
Estudante de Direito da UFMT e presidente do Centro Acadêmico, Maria Aparecida Cavalcanti falou da importância do momento para quem está começando essa jornada. “É mais um incentivo para que os calouros tenham essa certeza de que eles escolheram o curso certo. Inspirar. Acho que é o que precisamos hoje, depois de um período de pandemia, em que perdemos um pouco do brilho, da paixão, então acho importante reacender essa paixão nos calouros que chegam na UFMT”, destacou.
 
Professor da universidade e juiz convocado para o 2º grau, Antônio Veloso Peleja Júnior falou sobre a relevância de inserir a comunidade acadêmica dentro do TJ: “é preciso que os acadêmicos conheçam bem o tribunal, a sistemática do tribunal, funcionamento, aspectos da vida de desembargador. Isso é extremamente importante para que esse acadêmico se sinta em casa, porque o tribunal é a casa do povo, é a casa do acadêmico de Direito”.
 
O evento é realizado anualmente pelo Centro Acadêmico de Direito e tem o objetivo de trazer os calouros para a realidade das instituições. Durante a semana, os estudantes irão visitar a sede do Ministério Público Estadual (MPE) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT).
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Primeira imagem: captura de imagem de vídeo colorida do auditório Gervásio Leite. No palco, quatro autoridades estão sentadas, a aluna Maria Aparecida fala em pé e dois cerimonialistas também estão no local. Há um tapete grande e uma parede com textura marrom e luzes douradas. O público está de costas para a câmera, sentado em poltronas pretas.
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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