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“Estamos aprendendo e exercitando a cidadania, indo além do pedagógico”, afirma estudante da rede estadual

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Estudantes da Escola Estadual Professora Adalgisa de Barros, em Várzea Grande, entregarão a instituições filantrópicas, na próxima terça-feira (12.12), cerca de 100 cestas básicas com produtos alimentícios que foram arrecadados durante as olimpíadas escolares do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), finalizadas no último dia 2.

Para o estudante Joaquim Junior Mendes de Andrade, de 18 anos, participar de uma ação escolar que objetiva o bem do próximo, sobretudo pessoas carentes, vai além do que se aprende em sala de aula.

“Estamos aprendendo e exercitando a cidadania no dia a dia da nossa escola, indo além do pedagógico, e isso é muito bom, principalmente para o estudante mais jovem, que está construindo a sua personalidade”, afirma.
Gabriela Louredo: “É a minha escola e curto muito estudar aqui e aprender mais sobre cidadania”

Gabriela Louredo e Silva, de 17 anos, é do 3º ano do Ensino Médio e também participou das olimpíadas. Para ela, a atividade desenvolvida pela escola é motivo de orgulho. “Curto muito estudar aqui. Tenho muito orgulho da minha escola, que nos ensina também sobre cidadania”, comenta.

A estudante ainda afirma estar satisfeita com os avanços da escola neste ano. “O ambiente nos oferece o que precisamos em termos de tecnologias em sala de aula. Nossa quadra poliesportiva foi regormada, tem um novo piso que reduz os impactos nas atividades esportivas e isso nos dá mais segurança para as atividades”, observa.

“Recebemos com alegria todos os avanços entregues pela gestão da escola. O ambiente melhorou muito, ficou mais moderno e nos anima estar aqui todos os dias. Uma das coisas que mais gosto, são as práticas esportivas. Ficou muito mais interessante jogar bola e até passar na quadra o tempo do intervalo”, completa Fernando Pereira da Costa Assunção, 17 anos, também do 3º ano do Ensino Médio.

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De acordo com ele, “a escola une a sua bela história com a modernidade do presente, tornando o ambiente desejado pelos novos estudantes”.
“A Escola Adalgisa de Barros une a sua história com a modernidade, tornando o ambiente desejado pelos novos estudantes”, diz Fernando Pereira

Na avaliação do secretário de Estado de Educação, Alan Porto, os investimentos do Governo de Mato Grosso em educação integral refletem as diretrizes das 30 políticas educacionais que compõem o Plano Educação 10 Anos.

“Os depoimentos dos estudantes da Escola Adalgisa de Barros comprovam que estamos no caminho certo e que vamos atingir o nosso objetivo, que é colocar a educação pública estadual entre as cinco mais bem avaliadas no país até 2032”, afirma.

Segundo a diretora da unidade, professora Valdelice de Oliveira Holanda, o objetivo dessas ações é realizar a integração entre as turmas e fomentar o espírito de equipe e o da competição saudável, com respeito as diferenças e ao próximo. “Além disso, nossos estudantes também exercitam a cidadania, ao arrecadar alimentos para entidades filantrópicas”, completa.

Ela analisa que a escola desenvolve vários projetos nesse sentido, além de fomentar a participação dos jovens na banda de música e nos jogos da Adalpíadas, que divide o seu sucesso com a feira cultural. Além das modalidades esportivas tradicionais como futsal, basquete e vôlei, a Adalpíadas contou com partidas de Bozó, Uno e Tênis de Mesa.

Em relação à feira cultural, Valdelice conta que cada sala de aula representou um estado brasileiro, dando oportunidades à comunidade estudantil de aprender um pouco mais sobre a cultura e costumes de cada região. “São eventos que reúnem todos os 1.346 estudantes matriculados em prol da unidade e do bem coletivo no ambiente escolar, além de ampliar o conhecimento cultural”, analisa.

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Para a diretora, a união dos estudantes em torno das ações da escola se deve uma série de fatores, como apoio irrestrito da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), da Diretoria Regional de Educação (DRE), do Grêmio e dos estudantes, além dos pais e de todos os servidores.

“A nossa unidade sempre foi orgulho dos várzea-grandenses e, agora, esse sentimento está ainda mais forte com os investimentos no pedagógico, em recursos humanos e na infraestrutura”.

“Recentemente, fizemos uma reforma na estrutura física, no paisagismo e na rede elétrica. Uma melhoria que se completa em sala de aula com Chromebooks para os estudantes, SmartTVs, amplo auditório, laboratório de biologia, biblioteca e todos os demais recursos tecnológicos e pedagógicos disponibilizados pela Seduc”, completa.

A diretora pontua ainda que, desde que assumiu a direção, em fevereiro deste ano, focou os esforços em melhorar os indicadores de aprendizagem garantindo 100% de participação dos estudantes nas avaliações do Sistema Estruturado de Ensino, CAED e SAEB. “Todas essas ações foram possíveis graças ao apoio que tivemos. Entregar os alimentos arrecadados nesse período natalino consolida esse espírito de equipe que temos”, finaliza.

A escola

Fundada em 1965, a instituição tem desempenhado um papel fundamental na formação de milhares de estudantes ao longo de sua história. Por mais de cinco décadas, tem se mostrado um verdadeiro celeiro de histórias de sucesso, proporcionando oportunidades educacionais para jovens e adultos.

A unidade atende estudantes do centro da cidade e de outros 50 bairros, com 14 salas de aula divididas em dois pisos, demais dependências e quadra poliesportiva.

Fonte: Governo MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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