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Escola dos Servidores do Poder Judiciário capacita mais de 12 mil servidores em 14 meses

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Desde o início da atual gestão, presidida pela desembargadora Clarice Claudino da Silva, a Escola dos Servidores “Desembargador Ataíde Monteiro da Silva”, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), tem conseguido cumprir o cronograma de ações de seu “Plano de Capacitação 2023/2024” e os números impressionam. Em 2023 foram 11.871 participações de servidores e servidoras em ações de capacitação em todo o Estado. Somente nos três primeiros meses de 2024 (até 18 de março), 871 servidores (as) já participaram de alguma atividade pedagógica.
 
São capacitações em serviço, oficinas de trabalho/workshop, palestras, cursos online e presencial e congressos. O público alvo é de servidores efetivos e, em situações excepcionais, comissionados, credenciados, contratados, terceirizados e estagiários.
 
De acordo com a coordenadora da Escola dos Servidores, Andrea Marcondes Alves, a Escola se empenha no cumprimento das metas do Plano de Capacitação e com isso, fazer com que os servidores (as) estejam mais bem preparados para uma prestação de serviço mais efetiva e transparente.
 
“A capacitação profissional não é apenas um evento isolado, mas um compromisso contínuo com o crescimento pessoal e organizacional. Ao investir na capacitação dos colaboradores, o Tribunal de Justiça pode criar um ambiente que fomenta o desenvolvimento, o engajamento e a alta performance da equipe. Assim, podemos contribuir para termos uma Justiça mais inclusiva, moderna e resolutiva para todos os cidadãos e cidadãs mato-grossenses”, afirmou a coordenadora.
 
A assessora para assuntos pedagógicos da Escola, Danielle Zark Borges, informou que em 2023 foram realizados 117 cursos presenciais, por videoconferência e EAD (Educação à Distância), resultando em 300 turmas e 11.871 participações em ações de capacitação em todo o Estado.
 
Em 2024 foram realizados até 18 de março, 12 cursos, com 23 turmas e 871 participações em ações de capacitação.
 
“Temos seguido o cronograma do Plano, que é um documento norteador, mas ele não esgota as demandas, que nos chegam o tempo todo. Procuramos, de maneira priorizada, executá-las conforme tempo e disponibilidade financeira”, comentou Danielle Zark.
 
São oferecidos cursos à distância sobre assuntos que vão da Ciência de Dados (do Básico ao Avançado), passando por Liderança Humanizada e Excelência em Atendimento, até Língua Portuguesa aplicada à linguagem jurídica e redação oficial, Pacote Office (Word, Excell e Powerpoint) e Libras, a Língua Brasileira de Sinais.
 
Estrutura – A Escola dos Servidores foi criada pela Lei Complementar nº 301, de 15 de janeiro de 2008. Instalada numa nova e moderna estrutura anexa ao Tribunal de Justiça, com mais de 1.300 metros quadrados de área construída, comporta seis salas de aula, com 45 vagas cada, sendo que três delas podem ser revertidas para formar um auditório com capacidade para 150 pessoas. Também foram instalados na Escola do Servidor uma sala de reunião e dois laboratórios de informática que comportam, ao todo, 54 usuários.
 
Plano de Capacitação – É um dos instrumentos de Formação e Aperfeiçoamento de Servidores (Resolução n.192/CNJ) que dispõe sobre a Política Nacional de Formação e Aperfeiçoamento dos Servidores do Poder Judiciário. Para elaboração do Plano de Capacitação do Biênio, foi realizado um levantamento nas diversas áreas de atuação do Poder Judiciário para coleta dos treinamentos e cursos.
 
Os resultados obtidos foram alinhados às seis competências destacadas na Gestão de Competência: comprometimento com a instituição, foco em resultados, foco no cliente, inovação, liderança e trabalho em equipe.
 
Marcia Marafon
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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