MATO GROSSO
Empresário vence crise econômica e expande negócio com ajuda do Prodeic
MATO GROSSO
O Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), concedido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), vem sendo um grande aliado dos empresários para deixar a crise econômica pós -pandemia no passado.
Empresário do ramo de estofados, Ayres dos Santos Neto, de 56 anos, conseguiu, com o incentivo do Prodeic, driblar as dificuldades geradas pela pandemia da Covid- 19, como obter a matéria-prima necessária para continuar tocando a empresa ‘Maison Vie Colchões e Estofados e Santos’.
No mercado há 20 anos, Ayres precisou encontrar resistência e saber lidar com a maior crise econômica enfrentada por ele. O empresário conta que para se adaptar à nova realidade, e com a aporte financeiro do Prodeic, ele conseguiu adquirir os produtos para a empresa, que estavam com preços abusivos, como embalagens e molas.
‘‘Com o incentivo do Prodeic, conseguimos crescer e impulsionar nossa empresa, tivemos condições e estrutura para competir no mercado de trabalho, atualmente atingimos preços competitivos e operamos com bastante tecnologia. Com os benefícios, foi possível expandir a empresa, ampliá-la e assim contribuir para a geração de emprego”, conta o empresário.
A empresa mato-grossense do Ayres dos Santos iniciou com apenas dois funcionários. Hoje, distribui seus produtos para todo o Brasil e gera 90 empregos, entre diretos e indiretos.
“Sem o apoio do Governo do Estado, através da equipe da Sedec, tudo seria mais difícil para nós empresários, ainda mais depois de uma pandemia. Não iríamos conseguir nos manter. Ambos possibilitaram e foram fundamentais para a permanência e sobrevivência da minha empresa e dos funcionários’’ afirma Ayres.
Atualmente o Prodeic beneficia mais de 900 empresas mato-grossenses. O secretário-adjunto de Investimento, Inovação e Sustentabilidade, Anderson Lombardi, explica que o Prodeic foi criado para diminuir as desigualdades sociais e fomentar a industrialização das matérias-primas do Estado.
“Este programa ajuda o empresário desde o início do seu processo, como, por exemplo, com diferimento do diferencial de alíquota, recebimento de crédito outorgado de 65 % a 90%. É importante ressaltar que estamos à disposição para oferecer esse aporte de incentivos aos nossos empresários”, explica Anderson Lombardi.
Secretário -adjunto de Investimento, Inovação e Sustentabilidade, Anderson Lombardi. Foto: Geovana Torquato(Sedec-MT)
O Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso – PRODEIC, se estabelece como um incentivo fiscal vinculado à política de desenvolvimento industrial, comercial, mineral e energético de Mato Grosso. O objetivo é promover, expandir, modernizar e diversificar as atividades socioeconômicas e se tornou essencial para o desenvolvimento social do Estado.
O incentivo fiscal é direcionado a empresas de confecção, alimentos, madeira, mineração, laticínios, frigoríficos, couro, artigos ópticos, reciclagem, indústria de máquinas, produtos químicos, borracha, bebidas, papel, plástico, móveis, metalmecânica e biocombustíveis.
O benefício é específico para produtos industrializados credenciados junto ao Estado. O benefício fiscal do PRODEIC consiste em autorização para fruição de crédito outorgado. O programa de incentivo de desenvolvimento da indústria foi criado por meio da Lei nº 7.958/2003.
Como obter o benefício
Para obter o benefício, é necessário que a empresa se submeta às regras jurídicas tributárias diferenciadas para se habilitar ao programa. Atualmente, são concedidos por adesão. Pela página das secretarias de Desenvolvimento Econômico e/ou de Fazenda, o empresário adere ao incentivo fiscal de seu interesse. O interessado deverá observar as disposições do Manual Sistema de Registro e Controle da Renúncia Fiscal (RCR). O passo a passo para solicitação pode ser consultado no Manual RCR; acesse aqui.
Confira a relação de todos os submódulos do programa e as variações dos incentivos fiscais no link.
(Texto sob a supervisão da jornalista Greyce Lima)
MATO GROSSO
Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
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