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Governo alcança maior nível de eficiência no controle interno em 42 anos, segundo relatório da CGE

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O Governo de Mato Grosso alcançou o maior índice de aderência das recomendações da Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) nos últimos 42 anos. Levantamento da instituição aponta que 78,83% das sugestões foram colocadas em prática, em 2021, gerando maior eficiência da máquina pública estadual.  

Para o secretário-controlador geral do Estado, Emerson Hideki Hayashida, os números são importantes porque, quanto maior a aderência às recomendações, maior a robustez e eficácia dos controles internos.

“Isso reflete diretamente no andamento dos trabalhos do Governo, tornando muito menor a possibilidade de repetição de erros e falhas evidenciados nos trabalhos de auditoria da CGE e dos órgãos de controle externo”.  

A adesão às recomendações da CGE evoluiu de 31,8%, em 2018, para 51,7% em 2020, e chegou a 78,83%, em 2021, nível que demostra aprimoramento no uso das normas técnicas de auditoria interna.

Em relação ao índice alcançado em 2021, isso representa que a cada 10 recomendações emitidas pela CGE, foram produzidos 8 planos de providências pelos órgãos e entidades estaduais, com execução total ou andamento das ações propostas.

O superintendente de Desenvolvimento do Controle da CGE-MT, Norton Glay Sales Santos, destaca que o alcance do índice histórico de aderência se deve ao reforço na atividade de monitoramento.

“A intensificação da atividade das Unisecis (Unidades Setoriais de Controle Interno) tem contribuído para a compreensão dos órgãos estaduais em relação aos benefícios que a elaboração e a execução das ações geram às organizações públicas”.

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Reformulação

O aperfeiçoamento da atividade começou em 2017, com a padronização e normatização de todas as etapas do monitoramento, desde a entrega dos trabalhos de auditoria pela CGE às secretarias, passando pela elaboração e implementação dos planos de providências pelas unidades executoras dos órgãos/entidades, até a elaboração de relatórios pela CGE com a demonstração do cumprimento ou não das recomendações.

Outra peculiaridade na reformulação da atividade foi o desenvolvimento do Sistema Informatizado de Monitoramento (Sismonitora) para centralizar todas as etapas do acompanhamento da execução das recomendações e servir como canal de comunicação entre a CGE e as Unisecis.  

Mais rigor

Destaque para dois momentos, os quais a Controladoria aumentou o nível de exigência: etapa de admissibilidade dos planos elaborados e etapa da verificação do cumprimento das ações propostas.

Ao receber o plano de providências elaborado pelo órgão auditado, a CGE-MT passou a analisar as medidas sugeridas não somente quanto ao adequado preenchimento do documento, mas também quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, eficiência, utilidade, pertinência, razoabilidade, objetividade e clareza das ações.

Ao finalizar a execução das ações, o órgão deve informar a conclusão à CGE/MT e apresentar evidências de que as providências propostas foram cumpridas. De posse do material, a Controladoria passou a realizar testes e avaliações nas evidências apresentadas, bem como visitas in loco para verificar se as ações foram realmente implementadas.

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Relatórios

As análises da CGE resultam em relatórios de monitoramento emitidos à autoridade máxima do órgão/entidade em questão e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) com a demonstração do cumprimento ou não das providências nos prazos estabelecidos.

Em 2021, a CGE produziu 108 relatórios de monitoramento, 83% a mais do quantitativo elaborado em 2020. O aumento foi motivado pela mudança na sistemática de emissão dos produtos.

Antes produzidos a cada quatro meses, os relatórios passaram a ser gerados por bimestre, quadrimestre e semestre, de acordo com a classificação de significância de controle dos órgãos/entidades estabelecida no Plano Anual de Auditoria e de Avaliação dos Controles Internos da CGE.

Ou seja, os órgãos/entidades com maior significância em termos de materialidade (orçamento), relevância social, risco e oportunidade, como Educação (Seduc), Saúde (SES) e Segurança Pública (Sesp), passaram a receber os relatórios de monitoramento por bimestre.

Os classificados com nível intermediário de significância de controle, como Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Meio Ambiente (Sema) e Cultura, Esportes e Lazer (Secel), por quadrimestre.  E por semestre, os com menor significância de controle, como Defesa Agropecuária (Indea), Desenvolvimento Econômico (Sedec) e MT Gás.

Fonte: GOV MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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