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Empreendedores de Mato Grosso fortalecem ecoturismo com financiamento da Desenvolve MT

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Municípios de Mato Grosso ganharam destaque pela diversidade de biomas e pelo potencial do ecoturismo sustentável no Ranking Nacional dos 15 principais destinos para visitar no Brasil em 2026, divulgado pela plataforma PlanetaExo. As pousadas Sol do Araguaia, em Barra do Garças e Casa de Rocha, em Nobres, mostram como os destinos turísticos estão se desenvolvendo em busca de competitividade, crescimento e prestação de serviço de qualidade ao turista, com o crédito  da Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso.

Em terceiro lugar no ranking está Barra do Garças, conhecida por cachoeiras, trilhas, rios e formações rochosas, que atraem visitantes em busca de turismo de aventura e contato direto com a natureza. No município, Joan Rosa administra a pousada Sol do Araguaia e conta que sempre teve dificuldades para acessar crédito até conhecer a Desenvolve MT.

Em 2020, com a pandemia da Covid-19, a baixa movimentação no hotel e o pouco dinheiro entrando no caixa, encontrou na Desenvolve MT uma solução para manter seu empreendimento por meio da antiga modalidade do Fungetur, com capital de giro.

“A Desenvolve MT me surpreendeu. Teve burocracia, mas eu acho que não tão grande como nas instituições financeiras. O prazo de carência também foi fundamental, pois naquela época nós não tínhamos receita. Além disso, me surpreendeu bastante: eu já havia pago várias parcelas e entraram em contato comigo oferecendo uma taxa mais em conta. Inacreditável, achei que era golpe”, relata Joan.

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Nobres também está no ranking, em 10º lugar, e se destaca por suas águas cristalinas e atividades como flutuação e mergulho. Carla Rocha é empreendedora no município e, no período da pandemia, buscava um lugar para manter a família em segurança, visto que muitos membros tinham comorbidades. O espaço que encontraram era próximo à natureza e se tornou um lugar de cura, união e reconexão, onde atravessaram tempos difíceis com mais leveza e esperança.

Quando a pandemia passou, Carla teve a certeza de que queria compartilhar a experiência que viveu: “Resolvi investir, estruturar e transformar a casa em um espaço de acolhimento para outras pessoas. Hoje, a Casa de Rocha é um lugar pensado para receber, desacelerar e cuidar. Um paraíso em meio às belezas naturais de Nobres, onde cada detalhe carrega afeto, história e intenção”, conta a empreendedora.

Os desafios foram muitos, desde a estrutura inicial e os altos custos de manutenção até manter a qualidade do atendimento mesmo em períodos de instabilidade econômica. Carla conheceu a Desenvolve MT por meio do ecossistema de apoio ao empreendedor em Mato Grosso, em conversas e indicações de pessoas que acreditam no desenvolvimento regional.

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O crédito serviu para a aquisição de uma usina de energia solar e também para capital de giro. “Quando procurei a instituição, encontrei não apenas crédito, mas orientação, escuta e um olhar sensível para quem empreende com responsabilidade e impacto positivo. Além da redução significativa dos custos operacionais, o crédito reforçou o compromisso da Casa de Rocha com a sustentabilidade e o respeito ao meio ambiente. Já o capital de giro trouxe fôlego para organizar melhor o fluxo financeiro e investir em melhorias”, diz Carla.

Para impulsionar ainda mais negócios do setor turístico, como os de Carla e Joan, a Desenvolve MT está operando o Novo Fungetur (Fundo Geral de Turismo), com limite de financiamento de até R$ 5 milhões, juros de até 5% ao ano acrescidos do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e prazos que chegam a 240 meses, incluindo até 5 anos de carência para início do pagamento.

Os recursos podem ser utilizados de diversas maneiras, como em obras, reformas ou ampliação de empreendimentos turísticos; na aquisição de bens e equipamentos, como máquinas e mobiliário; ou ainda em capital de giro, essencial para manter o funcionamento da empresa em dia, cobrindo fornecedores, salários e despesas administrativas.

Saiba mais pelo site www.desenvolve.mt.gov.br ou entre em contato pelo telefone: (65) 3613-7900

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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