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Empaer, e parceiros apresentam projeto de fomento à agricultura familiar em Lucas do Rio Verde

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A Empaer (Empresa Mato-grossense de Pesquisa Assistência e Extensão Rural), junto com a Prefeitura de Lucas do Rio Verde, Fundação Rio Verde e Embrapa – lançaram nesta sexta-feira (24.03), o Projeto Campo 365 – Experimentos da Agricultura Familiar. A iniciativa tem o objetivo de aprimorar no município de Lucas do Rio Verde (a 354 km de Cuiabá) as cadeias produtivas da fruticultura, cafeicultura, olericultura e o Sistema Agroflorestal (SAF), além de irrigação de baixo custo, mecanização e bioinsumos.

Com a presença do presidente Renaldo Loffi, a Empaer será responsável pela assistência técnica no campo experimental da Unidade de Referência Tecnológica (URT), da Fundação Rio Verde de Pesquisa, com destaque para a produção de café. ;

Renaldo explica que das mudas produzidas no projeto uma delas será na variedade do clone robusta amazônica lançada recentemente em Rondônia. “É uma variedade que vem ganhando cada vez mais espaço no mercado de café, com índices de produtividade satisfatórios.

Segundo ele, o projeto é um pontapé para os produtores da região entenderem como é a cultura já que não há produção de café no município. “Assim como em outras parcerias, vamos unir forças para somar e tornar a região norte uma referência no grão, da mesma forma que hoje é a região noroeste. Foi selecionado o que há de mais recente em pesquisa e garantir que logo Lucas do Rio Verde tenha vários produtores acreditando na idéia”.

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O prefeito Miguel Vaz destacou a importância da união de forças para estimular e auxiliar produtores rurais do município. ;“O projeto vem ao encontro com a nossa necessidade que é de ter produtor da agricultura familiar produzindo alimentos de qualidade e com assistência técnica”.

Ele reforça que a URT irá proporcionar durante todo ano a realização de dias de campo, onde o pequeno produtor irá participar do manejo e preparação do solo para desenvolver e aprimorar no município o que optar produzir. “Ele terá um conjunto de referências em um único lugar. Todos nós ganharemos com a parceria, que terá vários tipos de profissionais com a missão de fomentar a agricultura familiar”.

O presidente da Fundação Rio Verde, Joci Piccini, explica que ainda existe uma grande demanda por produtos para abastecer o mercado local. “Nosso objetivo é não depender da produção de frutas, legumes e hortaliças das regiões sul e sudeste do país. Existe potencial para atender a região norte de Mato Grosso, e o que a Fundação puder fazer por quem se apresenta com vontade de avançar nessa proposta, a gente apoia, junto com as autoridades locais que já atendem a esses produtores, nisso a Empaer e a Embrapa se destacam”.

A chefe-geral da Embrapa Agrossilvipastoril Laurimar Gonçalves Vendrusculo, também reforça a parceria e a sua importância na produção de alimentos de qualidade. “Podem contar com a Embrapa Agrossilvipastoril que vem para somar e que possamos alavancar ainda mais a questão dos sistemas produtivos sustentáveis”, diz ela.

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A solenidade de lançamento do projeto aconteceu no estande da prefeitura durante o Show Safra e contou ainda com a participação de autoridades locais, deputados estaduais, servidores da prefeitura, técnicos da Empaer e público em geral. ; ;

Frutífica e Apilucas

Em mais uma ação de parceria, a Empaer e a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) junto com a Prefeitura de Lucas do Rio Verde, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente estão participando dos projetos Frutífica Lucas e Apilucas.

A iniciativa foi formalizada por meio da lei municipal 3.392 e tem o objetivo de incentivar a implantação de pomares de frutas tropicais, inserindo na paisagem e na cultura do município, gerar emprego e renda nas propriedades rurais, além de evitar o êxodo rural, pela falta de emprego e renda. ;

No início da semana, a Empaer fez a entrega de 64,6 mil mudas frutíferas e 60 caixas de abelhas. Entre as mudas estão as culturas de: mamão, abacate, limão-taiti, tangerina (ponkan), banana-nanica, banana-da-terra, abacaxi e pitaia.

As 60 caixas de abelhas doadas pela Seaf, pelo Programa MT Produtivo-Apicultura, estão sendo repassadas aos produtores luverdenses por meio da Prefeitura. ;

Após a entrega das mudas e das caixas, os agricultores terão o acompanhamento técnico intensificado pelos profissionais da Prefeitura e Empaer. ;

Fonte: Governo MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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