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Em apenas 20 minutos de audiência filhos conseguem reconhecimento de paternidade em Cáceres

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Sete irmãos que não tinham o nome do pai no registro de nascimento buscaram o Poder Judiciário de Mato Grosso para terem o reconhecimento da paternidade. Acontece que o pai já estava morto e tinha outros cinco filhos de outra relação, todos reconhecidos. O caso levou 11 anos para chegar a uma solução que ocorreu nesta terça-feira (8) em uma audiência por videoconferência realiza pelo juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara da Comarca de Cáceres. Nesse período, um dos 12 irmãos acabou falecendo.
 
No horário marcado para a audiência virtual, as partes estavam em locais diferentes, algumas em cidades do interior de São Paulo e outras em cidades de Mato Grosso. Com o acordo viável, foi possível ao magistrado proferir a decisão em apenas 20 minutos de audiência, encerrando a questão que se desenrolava há mais de uma década. Os 7 filhos tiveram a paternidade reconhecida.
 
Para o advogado Ademir Martinez, “facilitou muito a realização porque várias das partes estavam em locais diferentes. Duas em São Paulo, filhos de um dos herdeiros no norte de Mato Grosso e outros quatro em Cáceres. O acordo permitiu chegar ao reconhecimento da paternidade sem realizar o exame de DNA”.
 
O juiz do processo, Pierro de Faria Mendes, explica que as audiências virtuais são muito mais objetivas e permite que casos complexos como esse possam ter uma solução mais rápida.
 
“O acordo foi possível pela sensibilização do Poder Judiciário por entender que o acordo seria muito mais benéfico e também pela cooperação dos advogados, que é de suma importância, e eles estavam abertos à possibilidade do acordo”, destaca.
 
Representante dos filhos que moram em SP, a advogada Raquel Dias de Freitas, também de fora do estado onde o processo corria contou que teve uma boa surpresa ao se deparar com o atendimento do Poder Judiciário de Mato Grosso.
 
“Senti muita facilidade, inclusive o atendimento pelo WhatsApp ajudou muito para que a audiência se realizasse. Até porque juntei a minha petição e fiz a minha habilitação na semana passada, quinta-feira, e a audiência já seria na terça. Foi muito em cima. Achei que encontraria muito mais dificuldade para conseguir contato, receber o link da audiência, mas foi super rápido. Atendimento diferenciado. Até brinquei que se eu tivesse no estado de Mato Grosso, trabalharia até melhor”, relatou.
 
As tecnologias a favor da agilidade do Judiciário também foram destacadas pelo advogado Thiago Cruz Furlanetto, de Cáceres.
 
“A audiência virtual foi a solução nesse caso e acredito que deve ser o caminho que o judiciário deve tomar. Consegui realizar do meu escritório, as partes que represento estavam em suas casas. A praticidade é imensa e o resultado foi o acordo”, apontou.
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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