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Cortella afirma em palestra a necessidade de se reinventar para enfrentar turbulências e mudanças

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Reafirmar compromissos, ampliar a capacidade de integração e acreditar que a vida possa ser melhor são alguns dos caminhos para enfrentar as adversidades, segundo o professor Mario Sérgio Cortella. As propostas foram apresentadas a cerca de 400 pessoas na noite dessa segunda-feira (20 de setembro), durante a apresentação da palestra ‘Cenários Turbulentos, Mudanças Velozes’, no teatro Zulmira Canavarros, em Cuiabá.
 
O filósofo acrescentou ainda que esses cenários e mudanças, vivenciados pela humanidade, principalmente após a pandemia da Covid-19, faz com que as pessoas se obriguem à renovação. “É necessário se reinventar. Nosso modo de fazer, de criar, de refletir, de agir e, portanto, precisamos de generosidade mental, coerência ética e humildade intelectual para melhorar aquilo que se faz. Quando a gente não se abre às mudanças, ficamos ultrapassados. Houve uma época em que ficar para trás era só ser deixado, então acelerava o passo e alcançava o outro. Hoje, é necessário que haja uma capacidade maior. Aquele que, como qualquer pessoa, não tiver atenção, fica fora do tempo, fica anacrônica e isso ninguém deseja.”
 
O evento foi realizado pela Associação Mato-Grossense dos Magistrados (Amam) e contou com o apoio da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e Escola da Magistratura (Emam). A palestra foi voltada para desembargadores, desembargadoras, juízes e juízas e convidados. Nesse sentido, Cortella ainda afirmou ser ainda mais agradável a ele discursar em eventos associativos, pois “toda associação, todo grupo que eleva a capacidade de partilha de informação e de competência, presta um serviço melhor no qual está inserido e onde tem ali a sua representação.”
 
O diretor da Esmagis-MT, desembargador Marcos Machado, presente no evento, apontou que a escola institucional, nesta gestão 2021/2022, busca dentre tantas outras frentes, aprimorar o magistrado no campo das ciências sociais. “O professor Cortella está conosco praticamente desde a do início da nossa gestão. Nesse sentido, ele já foi entrevistado no programa Magistratura e Sociedade e já teve veiculados cursos digitais disponibilizados para o Brasil, que fizemos questão de adquirir e compartilhar com magistratura de Mato Grosso. Ele tem reconhecido nosso interesse pelo seu conhecimento, pela sua visão de mundo e de sociedade, bem como nossa busca para incutir o papel do juiz dentro dos estudos sociais que ele desenvolve. É um prazer imenso poder contar com professor na nas nossas escolas”
 
Machado ressaltou ainda que a palestra é a realização de um planejamento coletivo, há tempos desejado pela Esmagis, Amam e Emam. “Hoje nós estamos realizando um projeto comum. Associação e escolas unidas, a escola institucional e a escola associativa, a bem da sociedade e também das instituições públicas, porque tanto a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, como o Tribunal de Contas também nos prestigiam. A Filosofia é a base de tudo. O conhecimento do agir, do se relacionar e, no caso nosso caso, também do julgar. Então, precisamos nos guiar com aquele que é a maior autoridade no Brasil no assunto.”
 
 
A escolha do professor Cortella para a palestra foi coletiva entre a Amam, Esmagis e Emam. Segundo o presidente da Associação, juiz Tiago Nogueira, a análise das mudanças é necessária tendo em vista que as instituições mudaram nesse período pós-Covid. “Até pouco tempo tudo era presencial. Hoje, nós já temos atendimento híbrido em todos os órgãos públicos e como todos nós sabemos, as instituições são formadas por pessoas, o ser humano está por detrás dos cargos. O professor Cortella traz um tema atual e nos provoca a pensar e a refletir a respeito desse mundo pós-pandemia.”
 
Também o juiz Gerardo Humberto Alves da Silva Júnior, diretor da Emam, apontou que há a necessidade de entender as mudanças do período pós-pandêmico com resiliência. “Passamos por momentos de superação e de enfrentamento das adversidades da vida e nenhum nome melhor do que o do professor Mário Sérgio Cortella. Esse cooperação entre associação e escolas da magistratura demonstra essa preocupação muito forte com a formação do magistrado e com a entrega de um trabalho sempre melhor para a sociedade.”
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: Foto1 – imagem horizontal colorida. Cortella veste roupa escura, segura microfone e fala para público que está à frente dele. Atrás, imagem traz texto: Cenários Turbulentos, Mudanças Velozes.

 
 
Keila Maressa/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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