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Corregedoria Participativa fortalece relacionamento com a Comarca de Colniza

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Nessa terça-feira (12 de novembro), a Corregedoria Participativa esteve na Comarca de Colniza (1.055 km de Cuiabá), 78ª comarca visitada pelo projeto em Mato Grosso. O corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva e comitiva foram recebidos pelo juiz substituto e diretor do Foro, Guilherme Leite Roriz, e pelos servidores. O encontro do grupo foi registrado com a foto oficial da visita, em frente ao Fórum.
 
Na reunião com o magistrado, servidores e estagiários, o corregedor destacou como a atuação de cada um deles tem contribuído para a boa performance do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, premiado quatro anos consecutivos com o Selo Ouro de Qualidade do CNJ. “O empenho de todos nos posiciona entre os tribunais de médio porte e em 2024 estamos a caminho do quinto ouro e desta vez com a melhor pontuação”, afirmou.
 
“Embora vocês estejam distantes da capital, pelo trabalho que desenvolvem estarão sempre próximos do coração de toda a administração do Tribunal de Justiça. Muito obrigada pelo que têm feito pelos nossos jurisdicionados.”
 
O juiz Guilherme Roriz relembrou sua chegada à comarca, frequentemente associada a altos índices de violência, mas contraditoriamente encontrou uma realidade de acolhimento e união. “Aqui há mais acolhimento do que esquecimento e sou grato a todos os servidores que enfrentam diariamente o alto volume de processos com empenho”, declarou.
 
Além da reunião, os servidores participaram de um treinamento conduzido pelo juiz auxiliar da CGJ, Emerson Cajango, sobre gestão de secretaria e gabinete. A capacitação abordou sistemas disponibilizados pelo Tribunal como PJe, Omni, Teams e Excel e foi realizada na sala de audiência para garantir a continuidade do atendimento ao público.
 
A gestora do Fórum, Mayara Adriano, citou que por ser uma comarca distante da capital, Colniza precisa do olho da administração. “Colniza é uma comarca bem carente, que fica longe. A viagem não é fácil, é bastante cansativa. E é por isso que a gente precisa de vocês aqui na comarca, participando com a gente, trazendo informações que nos ajudem”.
 
Ela reconheceu a importância da presença da Corregedoria na comarca, valorizando o diálogo próximo e o ambiente leve durante a visita. “O acolhimento da equipe tornou a correição um processo mais leve para todos.”
  

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O defensor público Anderson Pereira Martins recebeu o corregedor na sala do fórum cedida para funcionar o Núcleo da Defensoria. Entre as pautas tratadas estava a construção da sede própria da Defensoria, projetos de ressocialização e parcerias com a Prefeitura.
 
A agenda também incluiu um encontro com o prefeito de Colniza, Milton de Souza Amorim, na sede da Prefeitura Municipal. O corregedor e a juíza auxiliar Cristine Padim foram recebidos pelo prefeito que informou que cerca de 80% das propriedades locais aguardam a titulação, e a meta é entregar até 2 mil títulos nos próximos anos.
 
“Nossa intenção aqui é aproximar dos gestores e divulgar os trabalhos do Poder Judiciário. Também há muitos serviços sociais nos quais podemos colaborar, em especial aqui para a região, questões relacionadas à regularização fundiária”, disse o corregedor.
 
A juíza auxiliar da CGJ, Cristiane Padim e o juiz diretor do Foro, Guilherme Roriz, visitaram a Cadeia Pública de Colniza. Eles foram recebidos pela policial penal, Jocieli Geremias da Silva.
 
Hoje o local conta com 119 reeducandos, que realizam trabalhos artesanais e cultivam uma horta. Recentemente, os reeducandos construíram uma casa de apoio para abrigar pessoas que estão em trânsito no município em razão de tratamentos de saúde. Além disso, está previsto o início de uma turma com 20 alunos para o curso de corte e costura.
 
Na sequência, os magistrados visitaram a casa de acolhimento para crianças e adolescentes. O local abriga hoje três crianças.
 
Nesta quarta-feira (13 de novembro), a comitiva segue para Aripuanã.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: Foto 1: horizontal colorida com a comitiva da Corregedoria Participativa, magistrado e servidores da Comarca de Colniza em frente ao Fórum. Foto 2: horizontal colorida juiz diretor dá boas-vindas a comitiva e agradece servidores pelo empenho. Foto 3: horizontal colorida gestora fala sobre a importância do olhar da administração para comarcas do interior. Foto 4: horizontal colorida. Corregedor posa ao lado do defensor-público e assessores. Foto 5: horizontal colorida. O corregedor e a juíza auxiliar Cristiane Padim se reúnem com o prefeito no Paço Municipal. 
 
Alcione dos Anjos/ Gabriele Schimanoski
Assessoria de Comunicação da CGJ-MT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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