CUIABÁ

MATO GROSSO

Corregedoria em Ação ouve gestores e autoridades de Juína

Publicados

MATO GROSSO

A Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) do Poder Judiciário de Mato Grosso iniciou, na manhã desta quarta-feira (22/6), no Fórum de Juína (735 km a noroeste de Cuiabá) os trabalhos do Programa Corregedoria em Ação. Os beneficiados são os operadores do Direito e usuários da Justiça do Polo X (Castanheira, Juara, Aripuanã, Brasnorte, Porto dos Gaúchos, Novo Horizonte do Norte, Taboporã, Colniza, Cotriguaçu e Juruena).
 
Além de atender a imprensa e convidar a população para ouvi-la, o corregedor-geral, desembargador José Zuquim Nogueira, conversou com gestores das varas e coletou informações e pedidos de representantes dos Poderes locais
para a melhoria do serviço jurisdicional. Após atender a imprensa, para divulgar os horários de atendimento ao público externo no Fórum de Juína, que ocorrerá entre 14h e 16h, entre quarta e sexta-feira (feriado local em decorrência do padroeiro do Município), o magistrado reforçou a importância da população nesses dias. “É uma oportunidade de ouvirmos o cidadão que precisa de Justiça. Dificuldades, sugestões e elogios são bem vindos. O que acharem que devem nos trazer para melhorarmos nossos serviços na região”, explicou o corregedor.
 
O desembargador, acompanhado do juiz auxiliar da CGJ, Emerson Luís Pereira Cajango e do coordenador da Corregedoria, Flávio de Paiva Pinto, passaram a ouvir os gestores de varas. Além de estagiários, apontaram a necessidade de equipamentos. “É de grande valia essa oportunidade, tendo em vista que é um momento de troca de ideias e orientações. Fizemos a exposição da nossa realidade a um dos gestores do Poder Judiciário, que está frente a frente conosco, e isso não acontece todos os dias”, destacou a gestora da Terceira Vara Criminal de Juína, Camila Barros dos Santos Correia. “Nossa realidade foi repassada, acreditamos que há possibilidade de atendimento e, com isso, tenho certeza que melhoraremos a prestação jurisdicional. Temos ótimas expectativas com a visita dos nossos colegas e magistrados que estão aqui em nossa comarca”, reforçou a gestora da Primeira Vara em substituição, Marli Gaspari Câmara. “Todos os pedidos serão encaminhados para as devidas providências”, informou o coordenador da CGJ.
 
O Corregedoria em Ação conversou com representantes dos Poderes Executivo e Legislativo da Comarca de Juína, o procurador do município, Juliano Cruz da Silva e o presidente da Câmara Municipal, vereador Zulmar Curzel (Carequinha), respectivamente. Eles foram acompanhados dos vereadores Sandro Candido e Luiza Boer e de assessores.
 
Os parlamentares apontaram as necessidades de regularização fundiária e dificuldades com a judicialização da saúde em Juína. “O Judiciário tem um papel fundamental nas regularizações, além do Intermat. Mas como o cidadão se deslocará de Juína para consultar uma demanda em Cuiabá e não resolver o problema. É muito gasto. Ainda temos muitas questões de saúde, que acabam sendo judicializadas”, informou o vereador Sandro.
 
“Temos diversos decisões a tomarmos quanto a Regularização Fundiária e já tomamos muitas providências também. Nos cartórios já conseguimos solucionar muita coisa, dinamizando os feitos, apenas com mudanças na documentação. O primeiro registro é gratuito, que é outra ação da Corregedoria. Na área da saúde criamos (PJMT) a vara da saúde com competência em todo Estado. Conseguimos com apoio do desembargador Mário Kono o apoio do Cejusc da Saúde, que pretende uma conciliação prévia entre as partes. Vejo que podemos ajudar em diversos pedidos dos senhores e senhoras”, disse o corregedor, que foi presidente do Comitê de Saúde do Estado por três gestões. A fala foi reforçada pelo desembargador Kono, que explicou que o Centro Judicial de Soluções de Conflito (Cejusc) da Saúde pode resolver os problemas dessa área que os munícipes de Juína estão passando. “Não é necessário nem bloquear as contas do Estado. No pré-processual resolvemos rapidamente”, revelou o presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Soluções de Conflito (Nupemec).
 
“Todas as pautas trazidas são os principais anseios do Município e avançamos em todas. Agradecemos aos senhores. Aqui não falamos mais em execução fiscal. Criamos a lei do anti-econômico, que visa evitar maiores gastos. Ainda temos uma pauta gigante, mas estamos vencendo e trazendo o adimplemento da sociedade. Agradeço esse novo olhar do judiciário de Mato Grosso que vem nos ouvir. Queremos retirar a judicialização da saúde e vamos recorrer ao Cejusc como bem observado pelos senhores”, disse o procurador, ressaltando que a criação da Procuradoria do Município é bastante recente, de 2017.
 
“Quero agradecer a oportunidade criada pela Corregedoria. Muitas vezes não temos tempo de apurarmos algumas situações e esse encontro é muito importante. Quando vocês vêm e nos mostram esse cenário de diálogos, vejo que podemos avançar muito mais”, pontuou o juiz-diretor Vagner Dupim Dias. “Nossa vida é uma vida de semeadura e trabalho para fazer nossa parte. A gestão é curta, mas vamos conseguir realizar muito para a sociedade”, concluiu o corregedor.
 
Ainda participaram da reunião os juízes auxiliares, Emerson Cajango e Eduardo Calmon de Almeida Cezar. No período vespertino os representantes do Ministério Público, Defensoria Pública e OAB serão ouvidos também.  
 
Descrição das imagens: Foto 1- colorida. Foto colorida. O desembargador conduz reunião com os gestores das varas da comarca. Eles estão no salão do Tribunal do Júri. Frente a frente, gestores e servidores debatem as necessidades. Estão sentados em cadeiras longarinas azuis e pretas.  
Foto2: colorida. O corregedor fala durante conversa com gestores do Município. Eles estão sentados à uma mesa disposta em forma de T.
 
 
 
Ranniery Queiroz
Assessor de imprensa CGJ
 
 

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Governo de MT entrega certificados para 190 alunos da primeira turma do curso de Programador de Sistemas
Propaganda

MATO GROSSO

Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

Publicados

em

O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

Leia Também:  Mutirões ambientais preveem recuperação de 11,5 mil hectares em MT

Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

Leia Também:  Sedec e Marinha promovem capacitação para piloteiros no Pantanal

“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA