MATO GROSSO
Atuação do TCE-MT na educação da primeira infância é destaque durante entrega do Selo Unicef em Mato Grosso
MATO GROSSO
| Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
![]() |
| Conselheiro Antonio Joaquim discursa durante entrega do Selo Unicef em Mato Grosso. Clique aqui para ampliar. |
A atuação do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), por meio da Comissão Permanente de Educação e Cultura, na busca ativa escolar foi destaque durante a entrega do Selo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A instituição, que integra o primeiro Comitê Estadual do Selo Unicef, foi parabenizada pelo empenho na destinação de recursos para a construção de creches no estado. Na solenidade, realizada na sede da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) no último dia 4, 11 municípios foram certificados como reconhecimento pelos avanços nas políticas públicas voltadas às crianças e adolescentes, entre os anos de 2021 e 2024.
Na ocasião, o presidente da Copec, conselheiro Antonio Joaquim, destacou a importância do Selo Unicef na promoção dos direitos do público infanto-juvenil do estado. “Este selo certifica todo o trabalho que foi realizado pelos gestores e seus secretários. É um comprometimento dos municípios com a primeira infância, um período de extrema importância para a formação de nossos futuros cidadãos, pois já está comprovado cientificamente que a criança que não recebe a atenção necessária nos primeiros seis anos de vida, sofre sérios problemas no futuro, que atingem seu cognitivo, físico e emocional.”
Antonio Joaquim frisou que as 11 certificações entregues pelo Unicef devem servir de motivação para os demais municípios de Mato Grosso para que, na próxima edição, ocorra uma ampliação no número de gestores premiados. “Estamos falando de vidas preciosas, formação de caráter e conhecimento. Essa luta por melhores políticas públicas voltadas às nossas crianças tem que ser feita em formato de mutirão entre todos os gestores. Seja em nível municipal, estadual ou federal, todos têm o dever de estar comprometidos com essa política.”
Para a presidente do Comitê Estadual do Selo Unicef, secretária de Assistência Social de Sinop, Scheila Pedroso, este é um momento de comemoração para Mato Grosso, pois mostra o empenho dos municípios na valorização das crianças do estado. “Nós acompanhamos a criança desde o período da gestação até o primeiro emprego, então o Estado ganha, os municípios ganham, as crianças e adolescentes também. Este é um reconhecimento muito importante por parte das Nações Unidas, que além de certificarem os 11 municípios, também destacaram outros 13 que tiveram um desempenho excelente e por muito pouco não chegaram ao selo também.”
| Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
![]() |
| Solenidade realizada na sede da Associação Mato-grossense dos Municípios. |
Pedroso ressaltou ainda o importante papel desempenhado pelo TCE-MT nas ações do Comitê, principalmente em se tratando da busca ativa escolar. “A falta de creches é uma das maiores dores dos municípios e o Tribunal de Contas vem atuando fortemente nessa causa junto ao Governo do Estado para que os municípios tivessem acesso a recursos para construção de unidades educacionais voltadas para a primeira educação. Por isso, agradecemos ao Tribunal, a Assembleia Legislativa, ao Governo por meio de suas secretarias, porque foi um trabalho em conjunto que mostrou que Mato Grosso tem sim, um olhar diferenciado para a primeira infância.”
Arenápolis recebeu pela terceira vez o Selo Unicef, o que é motivo de felicidade para o prefeito do município, Ederson Figueiredo. Segundo ele, a certificação motiva ainda mais as equipes gestoras da cidade a continuar desenvolvendo um trabalho de excelência junto às crianças e adolescentes. “São três edições consecutivas recebendo esse selo, o que nos dá a sensação de dever cumprido e ao mesmo tempo a certeza de que estamos trilhando o caminho certo. Mas a luta em prol das crianças continua e vamos dar sequência ao trabalho com nossas equipes para buscar o quarto selo e garantir qualidade às políticas públicas voltadas a este público.”
Representando a Prefeitura de Primavera do Leste, a secretária de Assistência Social do município, Leninha Riva, afirma que o reconhecimento por parte das Nações Unidas representa um prêmio grandioso para qualquer gestão e se torna ainda mais especial quando se trata do cuidado com o público infantil. “Nestes últimos quatro anos nossa gestão se empenhou muito nas melhorias nos diferentes setores de atendimento às nossas crianças. Equipes da Saúde, da Educação e da Assistência Social atuaram 24 horas por dia para que alcançássemos as metas exigidas pelo Unicef. Ganhar esse selo é maravilhoso, mas melhor ainda é ver o quanto nossas crianças e adolescentes foram beneficiadas por este trabalho em conjunto.”
Além do TCE-MT, fazem parte do Comitê Estadual do Selo Unicef, o Conselho Estadual dos Direitos das Crianças e Adolescentes (CEDCA), Ministério Público do Estado (MPMT), Secretaria Estadual de Saúde (SES), Assembleia Legislativa, União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Colegiado Estadual de Gestores de Assistência Social (Coegemas) e a Federação das Associações de Bairro (Femab).
Sobre o Selo Unicef
O maior projeto do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil é o Selo Unicef. Municípios do Semiárido e da Amazônia são convidados e, ao aderir à iniciativa, assumem o compromisso de desenvolver um conjunto de Ações Estratégicas de Políticas Públicas e de Participação Social. Elas têm o objetivo de promover os direitos das crianças e dos adolescentes.
Na edição 2021-2024 do Selo Unicef, 2.023 municípios de 18 estados confirmaram participação. Esse é o maior número de adesões da história do programa, com a presença de 1.347 municípios do Semiárido Brasileiro e 676 municípios localizados na Amazônia Legal Brasileira. Em Mato Grosso, 78 municípios aceitaram o convite para participar da certificação. Atualmente, 58 continuam comprometidos com a iniciativa.
Na solenidade, foram premiados os municípios de Arenápolis, Barra do Garças, Cuiabá, Nova Xavantina, Paranaíta, Planalto da Serra, Primavera do Leste, Santa Rita do Trivelato, Sinop, Tangará da Serra e Tapurah.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br
Fonte: TCE MT – MT
MATO GROSSO
Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
-
MATO GROSSO2 dias atrásPrimeiro Encontro de Fibromiálgicos marca nova era de reconhecimento e inclusão em Mato Grosso
-
Poxoréu23 horas atrásPais denunciam alimentação precária e falta de colchões em creche municipal de Poxoréu
-
CUIABÁ5 dias atrásAikido conquista espaço em Cuiabá e atrai praticantes em busca de equilíbrio e disciplina
-
POLÍCIA6 dias atrásPolícia Civil desarticula esquema de roubo de entorpecentes entre facções criminosas
-
POLÍCIA6 dias atrásPolícia Militar resgata casal mantido em cárcere e prende cinco faccionados
-
POLÍCIA1 dia atrásPolícia Civil mira grupo de traficantes que transportava drogas ocultadas em eletrodomésticos
-
POLÍCIA20 horas atrásPolícia Civil e PRF apreendem caminhão carregado de alimentos pertencente a facção criminosa em Cáceres
-
POLÍCIA5 dias atrásPolícia Militar prende homem com revólver e seis tabletes de cocaína e pasta base




