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Alunas da Rede Estadual se tornam incentivadoras do estudo de Inglês

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O estudo da Língua Inglesa na Educação Pública de Mato Grosso ganhou duas incentivadoras de peso. As alunas do ensino médio, Jheneffer Larine Salvador, de Tangará da Serra, e Laís Ribeiro Pereira, do município de Rio Branco, foram selecionadas entre 6 mil estudantes do Brasil e, durante três semanas, participarão de um intercâmbio cultural nos Estados Unidos. A viagem está prevista para 29 de junho.

A conquista faz parte do programa Jovem Embaixador, do governo americano e implementado no Brasil com a parceria do Conselho Nacional de Secretarias Estaduais de Educação (CONSED), por meio das secretarias estaduais de Educação.

O programa completou 20 anos, mas esta é a primeira vez que Mato Grosso é representado por duas estudantes em um mesmo evento. As alunas, de 17 anos, passaram por uma seletiva, cujos requisitos são ter entre 15 e 18 anos, estudar na rede pública, ter fluência em inglês, participar, pelo menos por 6 meses, de trabalho voluntário e ter espírito de liderança e de empreendedorismo. Além disto, ambas passaram por uma prova escrita e entrevista, em inglês, com representantes da embaixada americana no Brasil.

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Jheneffer Larine, aluna da Escola Estadual João Batista, conta como será o intercâmbio. “Durante um mês, vamos conviver com uma família americana, trocar experiências e participar de trabalhos voluntários, para, então, trocarmos experiências. Na volta, poderemos aplicar aqui as novas práticas por nós vivenciadas”.

Laís, da Escola Estadual Dep. Francisco Eduardo Rangel Torres, com mentoria no contraturno da escola, falou sobre o uso da língua inglesa como entretenimento. “Nos permite assistir séries e filmes sem legendas e, além disto, fazer amigos ao redor do mundo”.

Identidade – Ao retornarem, elas atuarão como motivadoras no Estado para que os estudantes da rede pública aproveitem a ‘Plataforma Mais Inglês’ da Seduc, uma ferramenta digital colocadas à disposição dos alunos do ensino médio como complemento do aprendizado da língua inglesa.  

Valdelice Oliveira Holanda, secretária Adjunta de Gestão Escolar, explica o papel das embaixadoras como incentivadoras. “Elas serão a identidade da política pública do ensino de inglês implantado no Estado. Estamos investindo muito nesta questão, para que os jovens tenham a oportunidade de uma segunda língua, pois sabemos ser esta uma importante ferramenta para abrir mais uma porta em suas vidas, como ocorreu com estas meninas”.

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Pelo programa, o aluno da rede estadual de ensino passa a estudar a língua inglesa a partir da primeira série do ensino fundamental I (antes, começava apenas na sexta série), preparando-o mais cedo, algo inédito no ensino público. Como suporte, foi adquirido um acervo literário, compreendendo diferentes níveis de conhecimento da língua, à disposição nas bibliotecas das escolas.  

Os alunos do ensino médio contam com a plataforma digital Mais Inglês, permitindo a eles ter maior autonomia e, consequentemente, avançar em seus conhecimentos na medida em que avançam de nível. Além disso, cerca de dois mil professores mato-grossenses, que atuam no ensino da língua inglesa também contam com uma plataforma para sua formação e suporte na aplicação do programa.

Fonte: GOV MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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