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Ofício da PF exalta Ramagem, o defende para diretor-geral e diz que relação com família Bolsonaro é normal

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Em ofício elaborado por delegados próximos a Alexandre Ramagem, a Polícia Federal o defendeu para o cargo de diretor-geral e disse que a nomeação buscou atender o interesse público.

O documento responde a uma consulta feita pela AGU (Advocacia Geral da União) e foi anexado na ação do Supremo Tribunal Federal que suspendeu a indicação feita pelo presidente.

O ofício foi feito por Daniel França, coordenador da segurança de Bolsonaro por um período na campanha, e por Rodrigo Carvalho, que foi subordinado de Ramagem dois anos atrás no RH da Polícia Federal.

França e Carvalho são responsáveis pela elaboração de pareceres em consultas feitas pela AGU.

O documento faz uma defesa firme da trajetória do delegado e também da nomeação dele para o cargo, o que não foi unânime dentro da corporação, por causa da conjuntura política.

“Como defensor da Constituição Federal e dos princípios que a regem, o ministro do STF detém competência para impedir a nomeação em caso de flagrante violação constitucional, mas não está em sua competência avaliar uma presunção de que o indicado, apesar de seu currículo, virá a cometer ilegalidades apenas em razão de ser conhecido do senhor Presidente da República e de seus familiares”, consta na peça.

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Atual diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), o policial coordenou a segurança do, na época, candidato a presidente, em 2018, e virou amigo da família.

“A impessoalidade não restou olvidada, já que é da natureza das indicações para cargos de confiança corresponderem ao exercício de algumas funções específicas por servidores que desfrutam da confiança de seus superiores e de seus pares, os quais, por isso mesmo, percebem certa retribuição”.

Fonte: gauchazh.com.br

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Cacique Raoni recebe alta após quase um mês internado em São Paulo

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O cacique Raoni Metuktire, uma das principais lideranças indígenas do Brasil, recebeu alta médica nesta quarta-feira (15), após permanecer cerca de quatro semanas internado em um hospital de São Paulo.

Aos 93 anos, Raoni foi hospitalizado em 19 de junho para tratar uma obstrução intestinal e, durante a internação, também enfrentou um quadro de pneumonia e episódios de hemorragia digestiva, que exigiram acompanhamento médico intensivo.

Segundo a equipe médica, o líder Kayapó apresentou boa evolução clínica e seguirá a recuperação ao lado da família em Peixoto de Azevedo, no norte de Mato Grosso.

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