ECONOMIA
Senior living em João Pessoa ganha força
ECONOMIA
O envelhecimento da população brasileira começa a redesenhar também o mercado imobiliário. Segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil já tem mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, um crescimento de 56% em relação a 2010. Esse movimento amplia a procura por cidades que ofereçam qualidade de vida, serviços de saúde, segurança, mobilidade, lazer e imóveis preparados para uma rotina mais confortável na maturidade.
Nesse cenário, João Pessoa ganha espaço como uma das capitais mais observadas por aposentados, famílias e investidores do nicho conhecido como silver economy. A combinação entre clima agradável, vida urbana menos acelerada, presença de praias, serviços essenciais e infraestrutura de saúde tem fortalecido a imagem da capital paraibana como uma espécie de “Flórida brasileira” para quem deseja envelhecer com mais autonomia.
O conceito de senior living, ainda em expansão no Brasil, vai além de apartamentos adaptados. Ele envolve moradias planejadas para pessoas 60+, com acessibilidade, áreas comuns funcionais, integração social, proximidade de hospitais, farmácias, supermercados, parques, academias, restaurantes e serviços essenciais. Para esse público, localização e praticidade passam a ter tanto peso quanto metragem, vista ou acabamento.
Para Frank Ramalho, CEO da TagHaus Imobiliária, a tendência deve ganhar força em João Pessoa nos próximos anos. “João Pessoa reúne condições reais para o avanço do senior living: clima, saúde, mobilidade urbana e qualidade de vida. Os empreendimentos que entenderem essa mudança, oferecendo acessibilidade, segurança, convivência e localização estratégica, tendem a conversar diretamente com uma demanda crescente da população 60+ e de suas famílias”, afirma.
Em João Pessoa, bairros como Cabo Branco, Tambaú, Manaíra, Jardim Oceania, Bessa, Altiplano e Miramar tendem a se destacar nesse movimento por reunirem boa oferta de apartamentos, serviços, lazer, mobilidade e acesso a equipamentos de saúde. A busca não é apenas por imóvel de praia, mas por uma rotina possível: caminhar, resolver demandas do dia a dia perto de casa, receber familiares, ter segurança e manter independência.
A infraestrutura de saúde também pesa na decisão. A capital paraibana conta com rede hospitalar pública, hospitais privados, clínicas, laboratórios e serviços especializados que atendem moradores locais e pessoas vindas de outras cidades do Estado. Para famílias que procuram imóveis para pais idosos, esse fator é decisivo, especialmente quando o imóvel está próximo de redes hospitalares, consultórios e vias de fácil deslocamento.
Do ponto de vista imobiliário, o senior living cria uma nova camada de demanda. Apartamentos com plantas inteligentes, elevador, vagas acessíveis, ventilação natural, varanda, áreas de convivência, portaria, segurança e localização plana passam a ser mais valorizados. Ao mesmo tempo, investidores observam o crescimento do público 60+ como oportunidade para locação de longa permanência, segunda moradia ou imóveis voltados a famílias que desejam trazer os pais para perto.
A tendência também exige uma mudança de leitura do mercado. Envelhecer bem deixou de ser apenas uma pauta de saúde e passou a ser uma pauta urbana, econômica e imobiliária. Para João Pessoa, o desafio será transformar esse interesse em projetos mais inclusivos, com acessibilidade real, serviços conectados e condomínios preparados para diferentes fases da vida.
Se antes a aposentadoria era associada apenas ao descanso, agora ela se aproxima de escolhas mais estratégicas: morar melhor, viver com segurança, estar perto da praia, manter a vida social ativa e ter suporte urbano no entorno. É nesse cruzamento entre longevidade, qualidade de vida e mercado imobiliário que João Pessoa aparece como uma das capitais brasileiras com maior potencial para o crescimento do senior living.
ECONOMIA
Gestão redefine papel do chef na gastronomia
O setor de restaurantes no Brasil vive um ciclo de crescimento acelerado e consistente. Segundo dados da Associação Nacional de Restaurantes (ANR), em abril de 2026 o segmento registrou alta nominal de 15% em relação ao mesmo mês de 2025, alcançando um mercado de R$ 261 bilhões nos últimos 12 meses. O desempenho confirma a relevância da gastronomia como parte essencial da economia nacional, representando 8,5% do varejo total.
Apesar da expansão, um estudo realizado pelo Sebrae e Abrasel revela desafios estruturais: apenas 53,1% dos empreendedores utilizam fichas técnicas para padronizar pratos, e menos de 10% possuem programas permanentes de treinamento de equipe. Esses indicadores evidenciam a relevância de chefs com experiência em gestão e liderança para garantir qualidade e produtividade em operações de grande porte.
É nesse contexto que se insere a trajetória do Chef Internacional Thiago Duwe, cuja carreira exemplifica como a atuação de um chef pode ir além da cozinha. Formado como Chef Internacional de Cozinha, Duwe acumula experiências em mais de 68 países, domínio de cinco idiomas e vivência em navios de cruzeiro, atuando em diferentes funções, além de consultorias e estruturação de cozinhas profissionais.
Um dos marcos de sua carreira foi a responsabilidade pela cozinha da Fenarreco, considerada a segunda maior festa de Santa Catarina. Durante quatro anos consecutivos, liderou uma equipe com mais de 50 profissionais, elaborando fichas técnicas, listas de compras e organização de insumos para servir cerca de 3 mil refeições por dia. Além disso, participou de eventos regionais de grande escala, como macarronadas, feijoadas e paellas preparadas para milhares de pessoas em um único dia.
Para Duwe, a diferença entre cozinhar em um restaurante tradicional e liderar uma operação de grande porte está na logística. “Não se trata apenas de entrar numa cozinha e cozinhar. É necessário planejamento, cálculo de quantidades para atender à demanda, contratação de profissionais, escolha de fornecedores, verificação de equipamentos e licenças”, explica.
Diante disso, o chef ressalta que a gastronomia profissional exige muito mais que habilidade culinária; ela envolve gestão de insumos, liderança de equipes e planejamento logístico em larga escala.
“Nessa profissão é preciso estar atento em todas as estações da cozinha e também do salão. A comunicação é fundamental. No meu caso, ter passado por todas as etapas dentro de uma cozinha faz com que seja natural estar atento e verificar cada detalhe”, conta.
Na visão do chef, a gastronomia profissional evoluiu nos últimos anos com a introdução de equipamentos modernos e métodos de cocção que facilitam o desempenho dos cozinheiros, além de processos de higienização mais eficientes. “Na parte de gestão, a inteligência artificial (IA) trouxe facilidade no controle de estoque, dados de vendas e custos”, observa.
Essa percepção está em sintonia com tendências globais. Durante a NRA Show 2026, em Chicago, especialistas destacaram que sistemas de IA já são usados para prever demanda por pratos e ingredientes, otimizando compras e reduzindo desperdícios em cozinhas de grande porte.
No Brasil, o ACOMXperience apresentou soluções que apoiam decisões gerenciais, identificam gargalos operacionais e aumentam a eficiência financeira das operações gastronômicas. Essas aplicações mostram que a tecnologia tem se consolidado como ferramenta estratégica para chefs e gestores, permitindo maior precisão, eficiência e sustentabilidade na gestão de insumos.
Com uma trajetória marcada por atuações internacionais e em eventos de grande escala, Duwe mostra como a gastronomia profissional é um campo que une técnica, disciplina e gestão. Em um setor que movimenta a economia e emprega milhões de pessoas, chefs com capacidade de conduzir operações complexas tornam-se peças-chave para garantir qualidade e inovação. “Cozinhar é mais do que desempenhar uma função, é servir ao próximo com excelência”, conclui.
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