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Saúde mental exerce influência direta no emagrecimento

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De acordo com pesquisa que analisou a influência da ansiedade e dos transtornos alimentares como fatores agravantes da doença, publicada na Revista FT, o componente psicológico tem um papel central no ciclo da obesidade. Segundo a análise, comportamentos alimentares disfuncionais decorrentes de fatores psicológicos podem intensificar a obesidade.

A revisão bibliográfica exploratória conclui que o tratamento da obesidade deve ir além das abordagens tradicionais, focando em fatores emocionais e fisiológicos que afetam a condição crônica, desregulando a fome e a saciedade. O estudo propõe aprimorar abordagens terapêuticas e integrar aspectos nutricionais e psicológicos.

A Dra. Nathany Domingues, médica pós-graduada em psiquiatria e nutrologia, explica que a dificuldade de manter constância no processo de emagrecimento muitas vezes sugere que o paciente precisa de suporte emocional, metabólico e médico para conseguir sustentar o processo. “Ansiedade, exaustão mental, compulsão alimentar, alterações de humor e privação de sono interferem diretamente na constância e na adesão ao tratamento”.

Ela acrescenta ainda que esses sintomas impactam diretamente o metabolismo e a relação com a comida. “Estresse crônico aumenta o cortisol, favorecendo acúmulo de gordura, aumento do apetite e maior busca por alimentos calóricos. Em muitos casos, a alimentação também funciona como uma válvula de escape emocional”.

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Uma revisão integrativa mostra que a ansiedade contribui para a compulsão alimentar e para a redução da adesão terapêutica, enquanto o estigma de peso e o isolamento social ampliam os impactos emocionais associados à obesidade. A publicação indica que obesidade e ansiedade compartilham determinantes fisiológicos e psicossociais, reforçando a necessidade de uma visão integrada e humanizada no cuidado ao adulto obeso.

Integração entre nutrologia e psiquiatria

Para a médica, nutrologia e psiquiatria ajudam a identificar causas mais profundas da dificuldade em perder peso. Ela ressalta que a saúde mental impacta no metabolismo, comportamento alimentar e resposta ao tratamento, assim como alterações metabólicas também afetam humor, autoestima e qualidade de vida. “Cuidar do corpo também é cuidar da mente. Quando integramos essas áreas, conseguimos tratar o paciente de forma mais completa e humanizada”.

A Dra. Nathany Domingues relata que, em sua experiência clínica, muitos pacientes não conseguem manter o emagrecimento porque focam apenas em dietas restritivas e deixam de lado fatores fundamentais como saúde mental, comportamento alimentar, sono, inflamação metabólica e acompanhamento médico. “O emagrecimento sustentável exige tratar a causa do problema, e não apenas o peso”.

Conforme aponta estudo publicado na Revista da Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar (SBPH), a avaliação psicológica tem papel central na identificação e no manejo de fatores emocionais e comportamentais que podem interferir na adesão ao tratamento e como forma de reduzir riscos de recidiva. O levantamento indica que o acompanhamento por profissionais de saúde mental contribui para o desenvolvimento do autoconhecimento e para a construção de estratégias de enfrentamento dos desafios ao longo do processo terapêutico.

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De acordo com a médica, o primeiro passo para iniciar um processo de emagrecimento saudável e sustentável é compreender que não existe fórmula pronta, e que este movimento exige acompanhamento médico individualizado, avaliando alimentação, saúde emocional, sono, exames, comportamento alimentar e metabolismo. Quando mente e corpo são tratados juntos, os resultados tendem a ser mais consistentes e duradouros.

“Quando o tratamento passa a considerar também a saúde mental, além do aspecto físico, o paciente deixa de viver em constante culpa e passa a construir um emagrecimento mais saudável e sustentável. Com isso, há melhora não apenas física, mas também emocional, refletida na redução da ansiedade, no aumento da autoestima e da disposição, na qualidade do sono e na relação com a comida”, conclui Dra. Nathany Domingues.

Para mais informações, basta acessar: dranathanydomingues.com/



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Copa e eleições inflam custo de anúncios

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O segundo semestre de 2026 concentra, em menos de cinco meses, três dos maiores eventos de pressão publicitária do calendário brasileiro: a Copa do Mundo (junho a julho), as eleições municipais (outubro) e a temporada de Black Friday e Natal (novembro e dezembro). A sobreposição inédita desses três eventos em um único semestre torna o planejamento de métricas realizado agora, em junho, uma das decisões mais estratégicas que uma equipe de marketing pode tomar no ano.

O impacto da Copa do Mundo sobre o consumo já está quantificado. Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil indica que 60% dos consumidores brasileiros pretendem fazer compras de produtos ou serviços relacionados ao torneio, o equivalente a 99,2 milhões de pessoas. Para as marcas, o evento amplifica a atenção do consumidor a anúncios e acelera decisões de compra, mas também intensifica a disputa por espaços publicitários digitais, pressionando os custos de mídia no período do torneio.

Na sequência, as eleições municipais de outubro introduzem uma segunda camada de competição. Em períodos eleitorais, o CPM (custo por mil impressões) é inflacionado pelo volume de verba política depositado em janela curta e pela amplitude dos públicos dos candidatos, que competem diretamente com as segmentações das marcas comerciais. Para empresas sem uma estrutura de campanhas eficiente antes de outubro, o resultado é pagar mais para atingir o mesmo público.

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Ao final do semestre, a Black Friday e o Natal fecham o ciclo com o maior pico de investimento publicitário do ano. O padrão é consistente: conforme dados do Cenp-Meios reportados pela Exame, o mercado publicitário brasileiro movimentou R$ 19,4 bilhões em mídia via agências nos primeiros nove meses de 2025, crescimento de 9,07% frente ao mesmo período do ano anterior, quase quatro vezes acima do Produto Interno Bruto (PIB). A distribuição histórica confirma que o quarto trimestre responde pela maior fatia anual dos aportes.

O efeito cumulativo desses três eventos sobre as métricas de marketing é direto. CAC e ROAS são impactados pelo custo dos leilões de mídia: quando mais anunciantes disputam o mesmo público simultaneamente, o custo por clique sobe e, sem estruturas de campanha otimizadas, o retorno sobre investimento cai. Marcas que chegam ao segundo semestre sem ter revisado KPIs, redistribuído verbas por canal e testado criativos tendem a pagar mais por resultados equivalentes aos do primeiro semestre.

“O segundo semestre de 2026 é diferente dos anteriores. Copa, eleições e Black Friday nunca coexistiram no mesmo ciclo com essa intensidade. Quem não revisou métricas em junho vai chegar em outubro pagando CPM inflacionado sem ter estrutura de campanha pronta para competir. A revisão semestral de KPIs não é boa prática opcional: é o que separa uma operação de mídia lucrativa de uma que queima verba em período de alta concorrência”, avalia Francisco Andrade Sá, head de mídia da Ocupe.

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A revisão das métricas no meio do ano envolve três dimensões principais: análise da eficiência atual dos canais com base nos dados do primeiro semestre, redistribuição de verba para priorizar os canais com melhor ROAS histórico por categoria e planejamento antecipado de criativos e estruturas de campanha para cada evento do segundo semestre. Marcas que concluem esse processo em junho chegam a outubro com campanhas testadas, lances calibrados e histórico de conversão acumulado, o que reduz o custo real de aquisição justamente quando a concorrência é máxima.

Sobre o porta-voz

Francisco Andrade Sá é head de mídia na Ocupe. É também especialista em mídia paga, performance digital e gestão de campanhas de alto volume para marcas de diferentes portes e segmentos.



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