ECONOMIA
Polpa Brasil apresenta produtos da Nátikos na Naturaltech
ECONOMIA
A busca por alimentos com ingredientes naturais, minimamente processados e alinhados a um estilo de vida equilibrado vem transformando o mercado de alimentação saudável no Brasil. É nesse cenário que a Polpa Brasil participa da Naturaltech 2026, principal evento do setor na América Latina, levando os lançamentos da Nátikos.
A partir da expertise da Polpa Brasil no processamento dos alimentos, a Nátikos desenvolve produtos que preservam as características da fruta. As formulações combinam listas de ingredientes reduzidas e transformam a fruta em diferentes formatos de consumo, ampliando as possibilidades para crianças, esportistas e consumidores que buscam alternativas naturais para a rotina.
Essa proposta também se reflete nos lançamentos apresentados na Naturaltech, como as Bolinhas de Frutas Recheadas e a linha Nátikinhos. As Bolinhas de Frutas Recheadas chegam em sabores como frutas vermelhas com creme de chocolate branco e banana com pasta de amendoim, enquanto a linha Nátikinhos aposta em combinações voltadas ao público infantil e às famílias, como morango com creme de morango e banana com recheio de chocolate.
Desenvolvidos sem conservantes ou ingredientes artificiais, os produtos priorizam formulações mais simples e alinhadas às tendências do setor. Entre os destaques está ainda a linha de barras proteicas, que combina uma base de frutas com 12 gramas de proteína, oferecendo uma alternativa diferenciada em relação aos produtos tradicionalmente encontrados na categoria.
Rótulos limpos
Segundo Andressa Meira, nutricionista da marca, o público atual está cada vez mais atento à composição dos alimentos e impulsiona o movimento clean label, conceito que prioriza produtos com listas de ingredientes mais curtas. “Hoje, diferentes perfis de consumidores incorporam escolhas mais equilibradas à rotina. As pessoas continuam buscando praticidade, mas também valoriza produtos que entreguem funcionalidade, transparência e qualidade nutricional. Existe uma preocupação crescente em entender exatamente o que está sendo consumido, desde os ingredientes até o grau de processamento dos alimentos”, afirma.
Dados da pesquisa Euromonitor Voice of the Consumer Health and Nutrition Survey 2023 mostram que 36% dos consumidores globais e 31% dos brasileiros preferem alimentos 100% naturais. O avanço desse comportamento já movimenta cifras bilionárias no país. O mercado de frutas movimentou R$ 144,5 bilhões em 2023, com projeção de alcançar R$ 208,2 bilhões até 2028. Já o segmento de vegetais frescos deve crescer de R$ 67,3 bilhões para R$ 96,8 bilhões no mesmo período.
Outras categorias também refletem essa transformação nos hábitos de consumo. O mercado de oleaginosas deve avançar de R$ 17,3 bilhões para R$ 26,1 bilhões até 2028, enquanto o segmento de snacks vegetais e chips saudáveis tem previsão de crescimento de R$ 179,4 milhões para R$ 470,3 milhões nos próximos anos.
Presença na Naturaltech 2026
Em sua 20ª edição, a Naturaltech 2026 deve reunir mais de 62 mil visitantes e cerca de 1.700 marcas expositoras, consolidando-se como uma das principais vitrines de tendências, inovação e negócios voltados ao mercado de produtos naturais, bem-estar e alimentação funcional.
Segundo Ramon Lacowicz, CEO da Polpa Brasil, a participação na feira faz parte da estratégia de expansão e fortalecimento da marca no segmento de alimentação saudável.
“A Naturaltech é hoje a principal vitrine do setor na América Latina e representa uma oportunidade importante para fortalecer a presença da Nátikos no mercado. Voltamos à feira ampliando nossa visibilidade e reforçando nosso compromisso em desenvolver produtos alinhados ao novo perfil de consumo”, destaca.
ECONOMIA
Consórcio ganha espaço no planejamento financeiro
O consórcio vem deixando de ser percebido apenas como uma forma de comprar imóveis, veículos ou outros bens de maior valor. Em um cenário de juros elevados e maior atenção ao orçamento familiar, a modalidade passou a aparecer com mais frequência nas estratégias de planejamento financeiro de médio e longo prazo.
A mudança ocorre em meio ao crescimento do setor. Em 2025, o Sistema de Consórcios registrou 5,16 milhões de novas adesões, alta de 15% em relação ao ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). No mesmo período, os créditos comercializados ultrapassaram R$ 500 bilhões pela primeira vez, enquanto o número de participantes ativos chegou a 12,76 milhões em dezembro.
Além de indicar expansão do setor, os números são interpretados por especialistas como reflexo de uma mudança no comportamento financeiro. Parte dos consumidores passou a avaliar o consórcio não apenas pelo bem a ser adquirido, mas pela possibilidade de organizar uma compra futura sem recorrer ao crédito tradicional. A ausência de juros, embora acompanhada de taxas administrativas e regras contratuais próprias, é um dos fatores que ajudam a explicar esse reposicionamento.
Para Emerson Almeida, especialista em planejamento patrimonial e CEO da Mestre do Consórcio, a transformação está ligada ao amadurecimento financeiro de diferentes perfis de consumidores. “O consórcio deixou de ser uma alternativa para quem não consegue financiamento. Hoje ele é uma escolha estratégica de quem quer organizar o crescimento patrimonial com previsibilidade e sem pagar juros”, afirma.
Uso da carta de crédito se diversifica
A ampliação do uso da modalidade está relacionada à flexibilidade da carta de crédito. Dependendo do tipo de contrato, o recurso pode ser usado para compra de imóveis novos ou usados, construção, reforma, aquisição de veículos, equipamentos, serviços e até quitação de financiamento imobiliário.
Essa variedade de aplicações tem contribuído para afastar a ideia de que o consórcio se limita à compra de um bem específico. No segmento de serviços, por exemplo, os créditos comercializados chegaram a R$ 1,13 bilhão em 2025, com crescimento de 26,1% ante o ano anterior, conforme levantamento publicado pelo Consumidor Moderno. A demanda foi impulsionada por áreas como turismo, saúde, reformas e qualificação profissional.
A modalidade passou a ser considerada em decisões financeiras que envolvem planejamento, prazo e capacidade de poupança. Para famílias que pretendem reformar um imóvel, empreendedores que buscam equipamentos ou profissionais que planejam investir em formação, a carta de crédito é analisada como instrumento de organização do objetivo financeiro.
Ainda assim, especialistas ressaltam que o consórcio exige avaliação prévia. Como a contemplação pode ocorrer por sorteio ou lance, a modalidade tende a fazer mais sentido quando o consumidor não depende do crédito de forma imediata. O planejamento, nesse caso, é parte central da decisão.
Perfil dos participantes passa por mudança
O crescimento do setor também tem sido acompanhado pela diversificação do público. Além de consumidores em busca da casa própria, o consórcio passou a atrair jovens profissionais, empreendedores e investidores interessados em estruturar patrimônio sem comprometer toda a liquidez de uma só vez.
No segmento imobiliário, a ABAC apontou crescimento de 36% na venda de cotas em 2025. Em novembro, havia 2,83 milhões de participantes ativos nessa modalidade, alta de 34,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo informações publicadas pelo Jornal Empresas & Negócios. A possibilidade de combinar consórcio e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em estratégias de lance, quitação ou complementação de crédito aparece entre os fatores associados ao uso da modalidade no planejamento patrimonial.
Segundo o CEO da Mestre do Consórcio, essa mudança reflete uma nova relação com o crédito e com a formação de patrimônio. “O investidor mais jovem pensa diferente. Ele quer crescer de forma organizada, sem comprometer toda a liquidez de uma vez”, pontua. Para ele, a previsibilidade das parcelas e o acesso programado a ativos reais ajudam a explicar a adesão de novos perfis.
Planejamento define resultado da estratégia
Apesar da expansão, o consórcio não elimina a necessidade de análise financeira. A escolha da carta, o valor da parcela, o prazo do grupo, as taxas cobradas e as possibilidades de lance precisam ser avaliados antes da adesão. Sem essa análise, a modalidade pode deixar de funcionar como ferramenta de planejamento e se transformar apenas em mais um compromisso mensal no orçamento.
A lógica da modalidade favorece objetivos de médio e longo prazo. O participante contribui mensalmente até a contemplação e, quando recebe a carta de crédito, pode direcionar o recurso ao objetivo definido. Esse funcionamento exige disciplina e clareza sobre a finalidade do contrato.
Para Emerson, a diferença entre uma contratação eficiente e uma adesão pouco planejada está na definição do objetivo. “A carta de crédito é o destino, mas o caminho até ela precisa ser bem estruturado. Quem entra no consórcio com um objetivo claro, entende as estratégias de lance disponíveis e sabe como usar o crédito quando for contemplado, obtém resultados completamente diferentes de quem entra sem planejamento”, diz.
Setor projeta avanço em 2026
A ABAC projeta crescimento de até 11% para o Sistema de Consórcios em 2026, de acordo com matéria institucional da entidade com dados de dezembro de 2025. A expectativa se apoia, segundo a ABAC, na continuidade do crescimento do setor, mesmo em conjunturas econômicas desfavoráveis, e na maior conscientização do brasileiro sobre planejamento financeiro.
Nesse contexto, o consórcio tende a permanecer em evidência nas discussões sobre planejamento financeiro. A modalidade não substitui a análise individual de renda, prazo e necessidade de crédito, mas ganha espaço como alternativa para quem consegue programar objetivos e esperar pela contemplação.
O avanço do setor indica que o consórcio passou a ocupar um papel mais amplo do que o tradicional uso para compra parcelada. Ao ser incorporada a estratégias de organização financeira, a modalidade passa a ser analisada como parte de decisões mais amplas sobre consumo e patrimônio.
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