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NR-1 atualizada amplia obrigações empresariais de saúde

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A partir de 26 de maio de 2026, entrou em vigor a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), trazendo impactos relevantes para empresas de todos os portes ao incorporar, de forma expressa, os riscos psicossociais ao gerenciamento de riscos ocupacionais. A mudança marca um novo momento da legislação trabalhista brasileira, ampliando o foco tradicional da saúde e segurança do trabalho — antes concentrado em riscos físicos, químicos e biológicos — para incluir fatores relacionados à saúde mental dos trabalhadores, como estresse ocupacional, assédio moral, burnout, sobrecarga de trabalho, violência organizacional e metas excessivas.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançou o Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), com o objetivo de orientar a implementação de um sistema de gestão voltado à prevenção de riscos no ambiente de trabalho. Para o MTE, a iniciativa integra ações que objetivam “fortalecer a cultura de prevenção e incentivar a criação de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis. As orientações também reforçam a importância da adoção de medidas preventivas e da gestão contínua dos riscos ocupacionais nas organizações”.

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De acordo com Washington Santos, coordenador da bancada dos trabalhadores na Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP), “a iniciativa do ministro Luiz Marinho representa uma conquista significativa, ao assegurar a inclusão dos riscos psicossociais na NR-1”. Afirma ainda Washington que “a medida reforça a proteção à saúde dos trabalhadores, previne interpretações equivocadas e práticas oportunistas no mercado, além de garantir um período educativo para que as empresas possam se adequar”.

A Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) ajuizou a ADPF 1316 no Supremo Tribunal Federal, a qual foi distribuída para relatoria do ministro André Mendonça, contestando a NR-1, sob o pretexto de que o próprio MTE reconhece que não há metodologia ou ferramenta para avaliar os fatores psicossociais e que, por isso, a alteração na norma regulamentadora não poderia ainda surtir efeitos práticos e econômicos, como autuações e sanções aos empregadores.

Segundo José Campello, da Vivacqua Advogados, “a NR-1 obriga as empresas a revisar seus processos internos para mapear situações potencialmente geradoras de adoecimento psicológico, implementando medidas preventivas e mecanismos de mitigação, o que, apesar de representar avanço relevante na proteção à saúde mental no ambiente de trabalho, traz preocupação ao setor empresarial e à comunidade jurídica, que tem se manifestado desconforto com a forma de implementação da norma, especialmente em razão da subjetividade dos riscos psicossociais, da ausência inicial de critérios técnicos uniformes e do potencial aumento da insegurança jurídica e do passivo trabalhista”.

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E segue o advogado: “Conceitos como estresse, sobrecarga e ambiente tóxico podem gerar interpretações excessivamente amplas e heterogêneas por auditores, peritos e pelo Judiciário, impondo ao empregador o ônus de gerir fatores muitas vezes multifatoriais e de difícil mensuração objetiva. Soma-se a isso o receio de aumento dos custos de conformidade — sobretudo para pequenas e médias empresas — e da judicialização envolvendo burnout, assédio e doenças ocupacionais de natureza psicológica, o que reforça o debate sobre a necessidade de amadurecimento regulatório e maior clareza metodológica na aplicação prática da norma”.



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Luiza Helena Trajano recebe o South Summit Leadership Award

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O South Summit, coorganizado pela IE University, concedeu, este ano, o prêmio South Summit Leadership Award a Luiza Helena Trajano, em reconhecimento à sua trajetória empresarial e ao seu compromisso social na luta contra a desigualdade, especialmente a racial e a de gênero. O prêmio foi entregue por Sua Majestade, o Rei Felipe VI, no último dia 4 de junho, no âmbito do South Summit Madrid 2026.

Luiza Helena Trajano tornou-se uma figura institucional e social amplamente admirada no Brasil. Sua liderança tem sido marcada por uma defesa constante da igualdade, da inclusão, da educação, do empreendedorismo e da dignidade das pessoas, utilizando sua posição para impulsionar mudanças reais na sociedade.

Seu compromisso social reflete-se, especialmente, no Grupo Mulheres do Brasil, movimento que fundou em 2013 e que hoje é uma das redes civis femininas mais relevantes da América Latina, com mais de 140 mil participantes no Brasil e no exterior. A organização atua em áreas como educação, empreendedorismo, inclusão social e combate à violência contra as mulheres.

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Presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza e uma das fundadoras do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), Luiza Helena Trajano foi peça fundamental na transformação de uma empresa familiar fundada em 1957, no interior do estado de São Paulo, em um dos maiores grupos de varejo e tecnologia do Brasil. Sob sua liderança, o Magalu consolidou-se como uma das referências da transformação digital do comércio varejista brasileiro.

Luiza Helena Trajano representa uma forma de liderança profundamente inspiradora, uma maneira de construir empresas colocando sempre as pessoas no centro e entendendo que o sucesso também deve ser medido pelo impacto que gera na sociedade. “Para o South Summit, é uma honra conceder a ela este reconhecimento”, afirma María Benjumea, fundadora e presidente do South Summit.

Durante sua participação no South Summit Madrid 2026, Luiza Helena Trajano participou de uma conversa com María Benjumea, na qual ambas compartilharam sua visão sobre a construção de ecossistemas, comunidades e empresas transformadoras, bem como sobre o papel das mulheres que abriram caminho em ambientes que nem sempre foram concebidos para elas.

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Com este reconhecimento, o South Summit valoriza a trajetória de uma líder que demonstrou que a inovação e o crescimento empresarial podem caminhar lado a lado com a inclusão, a igualdade e o compromisso com a sociedade.



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