ECONOMIA
Imersão reúne empresários para preparar venda de empresas
ECONOMIA
Na última quinta‑feira (25 de junho), aproximadamente 200 empresários participaram da Imersão Valuation Destravado, evento organizado pela Helping Hand e realizado no espaço Bilhim Eventos, em Alphaville Industrial, Barueri (SP). O encontro reuniu especialistas de diferentes áreas para analisar fatores que influenciam o valor de mercado das empresas e os desafios enfrentados por organizações que buscam crescimento, captação de investimentos ou preparação para venda.
O cenário ocorreu em um período de intensa atividade no mercado brasileiro de fusões e aquisições (M&A). A pesquisa Fusões e Aquisições 2025 – 4º trimestre, da KPMG, apontou 1.581 operações de M&A concluídas no Brasil em 2025, número próximo ao recorde do ano anterior, indicando demanda por empresas com governança consolidada e potencial de expansão.
Durante a imersão, foram apresentadas palestras e painéis sobre valuation, governança corporativa, processos de venda, marketing, liderança, gestão empresarial e aspectos jurídicos da preparação para operações estratégicas. O programa incluiu ainda momentos de networking entre empresários, investidores e executivos.
Entre os palestrantes, destacaram‑se Lucas Mendes, CEO da Helping Hand e especialista em valuation e M&A; Augusto Carrara, criador do método Psicopatas em Vendas; Felipe Granito, sócio do escritório Granito Borelli Advogados; Hygor Duarte, fundador e CEO do Grupo Fast; Marcio Giacobelli, consultor empresarial com mais de 25 anos de experiência em liderança e gestão comercial; e Ricardo Bellino, empresário e investidor.
Os especialistas ressaltaram que governança corporativa, processos estruturados, previsibilidade financeira, profissionalização da gestão e menor dependência dos fundadores são critérios relevantes para investidores e compradores. Lucas Mendes afirmou que muitas empresas iniciam negociações antes de estruturar esses elementos, o que pode reduzir o valor percebido na transação.
A pesquisa da KPMG também indica aumento da participação de fundos de private equity e venture capital nas operações realizadas em 2025, refletindo maior seletividade dos investidores e a necessidade de empresas preparadas para due diligence e negociação.
Além do conteúdo técnico, a imersão buscou promover a troca de experiências entre participantes de diferentes setores, facilitando a geração de negócios, parcerias estratégicas e oportunidades de investimento futuras. A iniciativa integra um conjunto de ações voltadas à disseminação de conhecimento sobre valuation, gestão empresarial e mercado de M&A, temas que ganham relevância diante da profissionalização das empresas brasileiras.
ECONOMIA
Ecora abre grupos de trabalho para o mercado de carbono
A Ecora, certificadora brasileira de créditos de carbono apresentada na COP30 por Bradesco, BNDES e Fundo Ecogreen, abriu inscrições para a formação de dois novos Grupos de Trabalho (GTs) voltados ao desenvolvimento de conhecimento técnico e ao fortalecimento do mercado brasileiro de carbono. As chamadas públicas contemplam as áreas de Agricultural Land Management (ALM) e de Resíduos Sólidos Urbanos e Aterros (GT-RSUA), consideradas estratégicas para o avanço da descarbonização e da economia de baixo carbono no país.
A iniciativa integra o programa permanente de Grupos de Trabalho da Ecora, criado para reunir especialistas, empresas, universidades, organizações da sociedade civil e representantes do poder público na discussão de desafios e oportunidades do mercado de carbono. O objetivo é produzir conhecimento técnico, compartilhar experiências e desenvolver recomendações que contribuam para o amadurecimento do setor e para a criação de metodologias com DNA 100% brasileiro, alinhadas às características ambientais, produtivas, sociais e econômicas do país.
Os Grupos de Trabalho não possuem caráter regulatório nem deliberativo. Funcionam como fóruns técnicos, independentes e colaborativos voltados à geração de conhecimento, ao intercâmbio de experiências e à construção de recomendações capazes de apoiar o desenvolvimento do mercado brasileiro de carbono.
O lançamento dos novos GTs ocorre em um momento importante para o setor, à medida que o Governo Federal avança na implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE). Nesse contexto, a Ecora destaca que sua iniciativa busca complementar esse processo por meio da produção de conhecimento técnico e da aproximação entre os diversos atores do mercado, sem qualquer atribuição regulatória ou institucional.
A abertura dos novos grupos representa a expansão de uma iniciativa que a Ecora já colocou em prática. Atualmente, a empresa mantém em operação o Grupo de Trabalho de Energia e Resíduos de Biomassa, desenvolvido em parceria com instituições de referência e especialistas convidados. Também conduz um Grupo Técnico dedicado ao desenvolvimento de sua metodologia para REDD, construída de forma colaborativa e submetida recentemente a consultas públicas, reforçando o compromisso da empresa com transparência, participação social e rigor técnico.
A experiência acumulada nessas iniciativas serviu de base para a criação do programa permanente de Grupos de Trabalho da Ecora, que agora se expande para novas áreas consideradas estratégicas para o país.
Cada Grupo de Trabalho será composto por 11 integrantes, representando diferentes segmentos do mercado de carbono. Haverá um representante do setor público, um especialista com mais de dez anos de experiência, um representante de desenvolvedores de projetos, um de compradores de créditos de carbono, um da academia, um de investidores institucionais (asset owners), um de agências de rating, um de associações setoriais, um do terceiro setor, um da sociedade civil e um de organismos de Validação e Verificação (VVBs). A composição busca assegurar diversidade de perspectivas e elevado nível técnico nas discussões.
O cronograma prevê 30 dias para inscrições, por meio do e-mail contato@ecora.green, seguidos por 90 dias de funcionamento dos grupos. Ao final desse período, será publicado um relatório técnico consolidando os principais diagnósticos, recomendações e conclusões elaborados pelos participantes.
Segundo a Ecora, um mercado de carbono sólido depende da construção contínua de conhecimento técnico, da aproximação entre diferentes setores e da redução das incertezas que ainda limitam o desenvolvimento de projetos e a atração de investimentos.
O diretor técnico da Ecora, Francisco Bidone, destaca que a iniciativa busca fortalecer a infraestrutura de conhecimento necessária para o desenvolvimento do mercado brasileiro.”Percebemos que ainda existe uma lacuna de conhecimento e de metodologias capazes de refletir as particularidades da realidade brasileira. O Brasil reúne competências técnicas e científicas reconhecidas em temas como florestas tropicais, restauração de biomas, agricultura tropical, integração lavoura-pecuária, bioenergia e setores industriais estratégicos. É a partir desse conhecimento, construído em diálogo com os principais atores nacionais, que estamos desenvolvendo uma certificadora com DNA 100% nacional, profundamente conectada ao desenvolvimento da economia brasileira de baixo carbono”.
A Ecora informa que novos Grupos de Trabalho serão constituídos progressivamente, acompanhando as principais agendas da economia de baixo carbono brasileira. A expectativa é consolidar uma rede permanente de especialistas capaz de produzir conhecimento aplicado, fortalecer a confiança dos agentes econômicos, estimular novos investimentos e contribuir para o desenvolvimento de metodologias genuinamente brasileiras, alinhadas às vocações e às necessidades do país.
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