CUIABÁ

ECONOMIA

Custo para conquistar clientes cresce no digital

Publicados

ECONOMIA

Em meio à expansão de setores como o e-commerce e a creator economy, diferentes empresas têm presenciado um aumento nos custos de aquisição de clientes nas principais plataformas digitais. Não se trata de algo necessariamente novo: desde 2022, há relatos de que anunciar no online estava ficando mais caro.

João Adolfo, fundador da JA Educação e da metodologia Segredos Milionários do YouTube (SMY), explica que esse fenômeno pode ser constatado principalmente em duas métricas: custo de aquisição de cliente (CAC) e custo por aquisição (CPA).

CAC indica quanto uma empresa gasta, em média, para conquistar um novo cliente pagante, ao passo que CPA mede o custo para gerar uma ação específica (não necessariamente a entrada de um cliente pagante).

“O aumento do custo de aquisição de clientes é resultado da combinação de alguns fatores. O primeiro é o próprio modelo de funcionamento das plataformas de anúncios, como Google Ads e Meta Ads, que operam em formato de leilão. Nos últimos anos, o número de empresas anunciando cresceu de forma muito mais acelerada do que o crescimento da audiência disponível, aumentando a concorrência pelos mesmos espaços publicitários e, conseqüentemente, elevando o custo dos anúncios”, detalha João Adolfo.

Outro fator, segundo o especialista, são as mudanças relacionadas à privacidade dos usuários. As restrições ao uso de cookies, o aumento das políticas de proteção de dados e as atualizações dos sistemas operacionais reduziram a capacidade de segmentação das campanhas, tornando a mídia paga menos eficiente e mais cara.

“Existe ainda uma saturação natural do mercado. O consumidor está exposto a uma quantidade cada vez maior de anúncios e desenvolveu um comportamento mais seletivo, o que reduz as taxas de conversão e faz com que as empresas precisem investir mais para gerar os mesmos resultados”, pontua João Adolfo.

Leia Também:  Fairfield completa 15 anos no mercado corporativo

O especialista lembra também que, em 2026, a Meta — empresa responsável pelo Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp — passou a repassar o custo de impostos federais para anunciantes, elevando o preço da publicidade em aproximadamente 12,15%.

Nesse contexto, João Adolfo ressalta que muitos empresários perceberam que usar exclusivamente plataformas de mídia paga significa depender de um ativo que não pertence a eles. Mudanças de algoritmo, aumento de custos ou alterações nas regras das plataformas podem impactar diretamente o faturamento de uma empresa.

“Ao construir canais próprios de audiência, como YouTube, listas de e-mail ou comunidades, a empresa passa a desenvolver um relacionamento direto com o público. Isso reduz a dependência de plataformas externas e cria um ativo de longo prazo, que continua gerando resultados mesmo sem investimentos constantes em anúncios”, destaca o especialista.

O grande diferencial do YouTube, na sua visão, é a intenção de busca do usuário. Diferentemente de outras redes sociais, em que o conteúdo aparece de forma mais passiva, grande parte das pessoas acessa o YouTube procurando respostas para dúvidas, soluções para problemas ou informações sobre determinado assunto, analisa João Adolfo.

Como resultado, o conteúdo encontra o público no momento em que ele realmente demonstra interesse pelo tema, tornando a comunicação muito mais qualificada e aumentando naturalmente as chances de conversão, segundo o especialista.

“Além disso, os vídeos continuam gerando visualizações por meses ou até anos, funcionando como um patrimônio digital da empresa. Enquanto um anúncio deixa de gerar resultados assim que o investimento termina, um vídeo bem posicionado continua atraindo audiência e potenciais clientes. Isso fortalece a marca, aumenta a confiança do consumidor e cria um processo de aquisição de clientes mais sustentável”, completa ele.

Leia Também:  Giuliana Flores prevê 15 mil pedidos para Dia dos Namorados

O retorno financeiro, informa João Adolfo, pode ser medido por meio de um processo estruturado de rastreamento das origens das vendas. O uso de UTMs (caracteres de identificação adicionados ao final de uma URL) nos links compartilhados, aliado a ferramentas de análise e Customer Relationship Management (CRM), permite identificar exatamente quantos leads e clientes foram gerados por cada canal.

Dessa forma, é possível acompanhar indicadores como número de vendas, faturamento gerado, custo por aquisição, taxa de conversão e retorno sobre investimento (ROI), comparando o desempenho dos canais próprios com o da mídia paga.

João Adolfo menciona que, com o objetivo de ajudar empresários a explorar o potencial do YouTube, será realizado o evento Imersão SMY, em Alphaville (Barueri/SP), entre os dias 14 e 16 de agosto.

“Eventos presenciais aceleram significativamente o processo de aprendizado. Na Imersão SMY, por exemplo, além do conteúdo técnico, os participantes convivem com empresários que já alcançaram resultados concretos utilizando o YouTube como principal canal de aquisição de clientes”, sintetiza.

“Mais do que apresentar um método, queremos promover uma formação sobre construção de autoridade, produção de conteúdo e desenvolvimento de ativos digitais que permitam às empresas crescer de forma mais previsível e menos dependente dos constantes aumentos de custos das plataformas de anúncios”, finaliza João Adolfo.

Para obter mais informações, basta acessar:

Site oficial: https://joaoadolfooficial.com/imersao-new

Instagram: https://www.instagram.com/joaoadolfooficial/

Canal do YouTube: https://www.youtube.com/@Jo%C3%A3oAdolfoSMY



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ECONOMIA

JIRAU e IBRACEM reúnem mais de 60 fornecedores em ação ESG

Publicados

em

A Jirau Energia, responsável por uma das maiores usinas hidrelétricas do país, e o IBRACEM – Instituto Brasileiro de Certificação e Monitoramento reuniram mais de 60 fornecedores estratégicos da usina, em Rondônia, no 9º webinar do Programa de Certificação e Monitoramento de Fornecedores. Os encontros recorrentes são o estágio mais recente de uma parceria iniciada em 2021, que começou na avaliação de conformidade legal para homologação e evoluiu para um programa permanente de desenvolvimento da cadeia de suprimentos – e ilustram um movimento que ganha força no setor elétrico brasileiro: a exigência de conformidade auditável, combinada ao engajamento contínuo dos fornecedores.

Realizados mensalmente pelas equipes técnicas das duas instituições, os webinars funcionam como ciclo contínuo de capacitação e atualização: integram novos fornecedores ao programa, aprofundam requisitos de conformidade legal e disseminam a evolução da plataforma que monitora, de forma permanente, riscos cadastrais, fiscais, tributários, trabalhistas, ambientais, regulatórios, reputacionais e de integridade ESG.

Segundo o IBRACEM, o objetivo do programa não é excluir fornecedores com irregularidades, mas fomentar conscientização, desenvolvimento e engajamento – sobretudo entre empresas locais e de pequeno e médio porte, que passam a contar com condições reais de evoluir em governança e conformidade socioambiental.

Os fornecedores de mão de obra são monitorados mensalmente quanto ao cumprimento de obrigações trabalhistas e normas de saúde e segurança do trabalho, com atenção especial aos colaboradores alocados na usina – frente que reforça a proteção dos trabalhadores na cadeia.

O modelo não é caso isolado. Com o apoio técnico do IBRACEM, companhias e instituições de referência do setor de energia conduzem processos semelhantes de certificação e monitoramento de seus fornecedores e parceiros:

  • Be8 (desde 2020): empresa global de energias renováveis, com sede em Passo Fundo (RS) e escritórios administrativos em São Paulo (SP), Cuiabá (MT), Genebra (Suíça) e Dubai (EAU);
  • Copa Energia (desde 2021): companhia líder no mercado brasileiro de GLP, detentora das marcas Copagaz e Liquigás, com atuação nacional no abastecimento de residências, comércios, indústrias e agronegócio;
  • EPE – Empresa de Pesquisa Energética: empresa pública federal vinculada ao Ministério de Minas e Energia, responsável pelos estudos que subsidiam o planejamento do setor energético brasileiro.
Leia Também:  Prefeitura de Sinop fará vacinação itinerante no Machado Vitória Régia neste sábado (13)

O histórico de adesão simultânea de operadores privados, órgãos setoriais e empresas públicas de planejamento indica que a verificação independente de fornecedores se consolida como padrão do setor elétrico – um dos mais regulados e intensivos em cadeias de fornecimento da economia.

Na outra ponta, empresas certificadas de diferentes segmentos – dentro e fora da cadeia da usina – também se beneficiam do modelo: passam a exibir publicamente o Selo de Empresa Monitorada como credencial de idoneidade e se diferenciam pelo compromisso comprovado com padrões éticos e de integridade ESG rastreáveis:

  • FUZZA Trade: divulga sua condição de empresa monitorada.

O Certificado de Conformidade Legal, renovado mensalmente conforme o cumprimento dos requisitos, funciona como diferencial em processos de qualificação e homologação perante outros contratantes – transformando as exigências de um grande comprador em ativo reputacional dos fornecedores, especialmente pequenos e médios.

É esse duplo movimento que configura um círculo virtuoso de integridade: grandes contratantes incentivando, engajando, verificando e monitorando suas cadeias; fornecedores de todos os portes se qualificando e vendo reconhecido – e valorizado – seu compromisso com a ética e a integridade ESG. O resultado ultrapassa as empresas envolvidas: trabalhadores mais protegidos, comunidades locais fortalecidas e um ambiente de negócios em que a integridade comprovada deixa de ser discurso e se torna critério real de escolha – quem demonstra ser íntegro passa a ter preferência nas relações comerciais, reduzindo eventuais riscos de concorrência desleal.

Leia Também:  Total Care conquista certificação em 100% das UTIs adultas

A lógica também dialoga com as diretrizes da Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB) – sistema que classifica quais atividades econômicas, projetos e organizações são sustentáveis, por meio de critérios específicos baseados na ciência, cuja efetividade depende de informações verificáveis e rastreáveis, sustentadas por técnicas de monitoramento, relato e verificação (MRV) aplicadas ao alinhamento à TSB em suas três dimensões: contribuição substancial, não prejudicar significativamente e salvaguardas mínimas.

Programas de certificação e monitoramento contínuo de cadeias de fornecimento, como o da Jirau Energia, conduzido pelo IBRACEM, constituem na prática a infraestrutura de verificação que a agenda de finanças sustentáveis passará a exigir.

O IBRACEM já realizou, desde 2015, mais de 250 milhões de análises de riscos de compliance e ESG e mais de 8 milhões de certificações e verificações de empresas, e integra, como representante da sociedade civil, o Conselho de Transparência, Integridade e Combate à Corrupção (CTICC) e o Grupo de Trabalho de Governo Aberto, da Controladoria-Geral da União (CGU).

A Jirau Energia opera a Usina Hidrelétrica Jirau, no Rio Madeira (RO), uma das maiores geradoras do Brasil em capacidade instalada, e tem como acionistas a AXIA Energia, a ENGIE, referência mundial em energia e serviços de baixo carbono, e a Mitsui, um dos principais grupos japoneses de investimento e infraestrutura. A parceria técnica com o IBRACEM, mantida desde 2021, assegura que a avaliação da cadeia de fornecedores seja conduzida de forma especializada, independente e imparcial.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA