CURIOSIDADES
Protocolo R24R aponta evolução do pós-operatório em cirurgia
CURIOSIDADES
A cirurgia plástica permanece entre os procedimentos médicos mais realizados no mundo. Segundo levantamento global da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), em 2024 foram registrados 3,9 milhões de procedimentos mamários, com a maior parte das cirurgias de aumento mamário concentrada em pacientes entre 18 e 34 anos. O dado reforça a relevância das cirurgias de mama dentro do cenário da estética médica e amplia a discussão sobre segurança, previsibilidade e recuperação pós-operatória.
Nesse contexto, protocolos voltados à recuperação acelerada passam a receber mais atenção. Na literatura médica, modelos conhecidos como Enhanced Recovery After Surgery (ERAS) são estudados em diferentes especialidades e também em cirurgias mamárias reconstrutivas. Revisões científicas indicam que esses protocolos podem contribuir para reduzir uso de opioides e tempo de internação em determinados procedimentos, sem aumento proporcional de complicações quando aplicados de forma adequada.
No campo da cirurgia plástica estética, o R24R surge como uma abordagem voltada a tornar o pós-operatório de cirurgias mamárias mais funcional. O protocolo não se baseia apenas em retorno precoce às atividades leves, mas em um conjunto de decisões técnicas que envolve planejamento pré-operatório, menor trauma tecidual, controle de sangramento, analgesia e orientação pós-cirúrgica.
De acordo com o cirurgião plástico Dr. Henrique Freitas, (CRM 50823 RQE 35687), a recuperação acelerada depende de critérios específicos. “O retorno funcional em curto prazo não acontece por acaso. Ele exige estabilidade do implante, técnica adequada, controle da dor e seleção correta da paciente”, afirma.
Entre os pontos técnicos citados pelo especialista estão o posicionamento do implante em plano dual plane, associado ao conceito de sutiã interno. Essa combinação busca oferecer maior estabilidade à prótese e melhor distribuição das forças sobre os tecidos durante o processo de cicatrização. Além disso, a redução do trauma cirúrgico pode influenciar a percepção de dor no pós-operatório.
Segundo Freitas, em pacientes bem indicadas, o relato costuma estar mais relacionado à sensação de pressão e adaptação do que à dor intensa. “A experiência pós-operatória muda quando a cirurgia é planejada para preservar tecidos, controlar a dor desde o início e permitir mobilização orientada”, explica.
A segurança, no entanto, permanece como condição central. O uso de próteses mamárias depende de produtos regularizados junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e a indicação deve considerar características individuais, como anatomia da mama, qualidade da pele, histórico clínico e expectativas da paciente.
Protocolos de recuperação rápida não devem ser entendidos como promessa universal. A aplicação depende de avaliação médica, estrutura cirúrgica adequada e acompanhamento pós-operatório. Dessa forma, a evolução do pós-operatório em cirurgia plástica ocorre menos pela aceleração isolada do retorno à rotina e mais pela combinação entre técnica, segurança e personalização.
Com a ampliação da procura por procedimentos mamários, a discussão sobre recuperação acelerada tende a ganhar espaço entre pacientes e profissionais. A tendência acompanha um movimento mais amplo da medicina: reduzir impactos cirúrgicos, otimizar o conforto pós-operatório e manter a segurança como eixo principal da assistência.
CURIOSIDADES
IBRAMED completa 32 anos em setor de saúde em alta
A indústria brasileira de dispositivos médicos segue em expansão. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo), a produção industrial do setor atingiu R$ 26,1 bilhões em 2024, terceiro ano consecutivo de crescimento, com avanço de 11,5% sobre o ano anterior. O segmento reúne mais de 1.200 empresas e emprega cerca de 85 mil profissionais de forma direta, posicionando o Brasil entre os dez maiores mercados do mundo.
O movimento teve continuidade no ano seguinte. Levantamento da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS) aponta que o setor brasileiro de dispositivos médicos cresceu cerca de 7% em 2025, desempenho superior ao da média da indústria nacional no período. No campo das exportações, dados da Abimo indicam que a vertical de reabilitação respondeu por 11,89% das vendas externas de dispositivos médicos brasileiros em 2025, com crescimento de 26,64% no recorte analisado.
Tecnologia nacional ganha espaço no setor
Nesse contexto, a IBRAMED completa 32 anos de atuação em julho. Fundada em Amparo, no interior de São Paulo, a fabricante brasileira de equipamentos eletromédicos atua nos segmentos de estética, medicina estética, fisioterapia e saúde, com desenvolvimento tecnológico realizado no país.
Segundo a empresa, a trajetória foi estruturada a partir de pesquisa aplicada, engenharia nacional, conformidade regulatória e aproximação com profissionais da saúde. A companhia informa possuir registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), certificações de qualidade e atuação internacional em mais de 30 países, além de manter iniciativas voltadas à formação técnica e científica.
Para José Ricardo de Souza, presidente-executivo da IBRAMED, o avanço da indústria brasileira de dispositivos médicos depende da integração entre ciência, tecnologia, produção, educação e inovação. “A indústria nacional de saúde exige investimento contínuo em pesquisa, qualidade regulatória e formação profissional. Quando esses pilares caminham juntos, o setor ganha capacidade de desenvolver tecnologias alinhadas às necessidades clínicas e aos requisitos de segurança”, afirma.
Pesquisa e educação compõem estratégia
Entre as iniciativas citadas pela companhia estão o CEFAI, Centro de Estudos e Formação Avançada IBRAMED, e o IBRAMED Academy, plataforma de streaming voltada a treinamentos técnicos, conteúdos científicos e atualização profissional. A proposta, segundo a empresa, é aproximar o conhecimento produzido nas áreas de pesquisa, desenvolvimento e aplicação clínica da rotina de profissionais que utilizam tecnologias eletromédicas.
A fabricante também informa que mantém investimento em estudos, artigos científicos e desenvolvimento de equipamentos voltados a diferentes recursos terapêuticos, como ultrassom, radiofrequência, fotobiomodulação, criolipólise, eletroestimulação, laser, jato de plasma e terapias combinadas. A empresa aponta que esse modelo acompanha uma demanda crescente por tecnologias que associam segurança, aplicabilidade clínica e embasamento técnico.
Novas tecnologias estão previstas para 2026
No ciclo recente de inovação, a IBRAMED iniciou 2026 com o iLift, equipamento de ultrassom terapêutico facial com frequências de 5,5 MHz e 10,10 MHz, segundo informações da fabricante. A tecnologia é apresentada pela companhia como um recurso voltado à atuação em diferentes camadas da pele, especialmente em protocolos que envolvem qualidade cutânea, bioestimulação e abordagens faciais com ultrassom terapêutico.
A empresa também comunica que novas tecnologias devem ser apresentadas ainda em 2026. O anúncio ocorre em um momento em que a indústria nacional busca ampliar competitividade e fortalecer a produção local de dispositivos médicos.
A combinação entre crescimento setorial, pesquisa aplicada, qualificação profissional e produção nacional coloca a indústria brasileira de dispositivos médicos em uma posição estratégica para os próximos anos. Para empresas do segmento, o desafio passa por manter desenvolvimento tecnológico e educação continuada como parte da evolução do setor.
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