ECONOMIA
como enviar eletrônicos com bateria por avião
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A poucas semanas da Black Friday, em 27 de novembro, lojistas que despacham celulares, notebooks, fones e ferramentas por via aérea precisam saber como a bateria viaja: instalada no aparelho, embalada junto com ele ou separada. Desde 1º de janeiro de 2026, as regras da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) exigem que baterias de íon-lítio embaladas com o equipamento, identificadas pelo código UN 3481, sejam enviadas com estado de carga de até 30% da capacidade nominal. Acima disso, o envio depende de aprovação das autoridades competentes.
A mudança chega ao período de maior volume do varejo. Segundo a Jamef, referência nacional em transporte rodoviário e aéreo, o enquadramento correto da bateria evita recusa da carga no embarque e atrasos na entrega ao consumidor. “O que muda na prática é a informação que o embarcador precisa dar antes da coleta. Bateria instalada, embalada com o equipamento ou solta são situações diferentes, com etiquetas e documentos diferentes”, afirma Aline Venuto, gerente nacional da Jamef Aéreo.
Os códigos mais comuns são o UN 3481, para baterias de íon-lítio embaladas com ou contidas em equipamentos, e o UN 3091, para baterias de lítio metálico na mesma condição. Cada código pede etiqueta de risco, marcação e documentação específicas, além de proteção contra curto-circuito e embalagem que impeça a movimentação interna. Também é necessário comprovar que a bateria passou nos testes da norma UN 38.3, e a aceitação final depende das regras da companhia aérea.
Para evitar problemas na alta temporada, a recomendação é conferir com antecedência o tipo de bateria de cada produto, o estado de carga e a documentação exigida. Lojistas com grande volume devem alinhar o procedimento com o transportador antes do pico de pedidos.
Sobre a Jamef
Fundada em 1963, a Jamef Transportes é referência nacional em transporte rodoviário e aéreo de cargas fracionadas, com atuação em todo o território nacional. Mais informações em www.jamef.com.br.
ECONOMIA
Brasil abre mercado em Bangladesh e Colômbia para pecuária
O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias que abriram o mercado de Bangladesh para material genético bovino e bubalino e o mercado colombiano para produtos destinados a animais de estimação.
A autorizaçção anunciada pelos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE) elevam para 721 o total de aberturas de mercado obtidas pelo agronegócio brasileiro desde o início de 2023.
Segundo o governo federal, as autoridades de Bangladesh passaram a permitir a entrada de embriões bovinos e bubalinos produzidos por diferentes técnicas de reprodução, além de sêmen bovino e animais vivos destinados ao melhoramento genético dos rebanhos.
Bangladesh importou mais de US$ 2,66 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025. Entre os principais itens embarcados para o país asiático estão produtos do complexo sucroalcooleiro, fibras e produtos têxteis, além de soja e derivados.
A Colômbia habilitou a compra de alimentos para animais de companhia (termo técnico utilizado para se referir a pets), incluindo produtos mastigáveis desidratados de origem bovina e suína.
Em 2025, as importações colombianas de produtos agropecuários brasileiros superaram US$ 873 milhões, com destaque para café, produtos florestais e outros produtos de origem animal.
Com as novas autorizações, o agronegócio brasileiro alcançou 721 aberturas de mercado desde janeiro de 2023, resultado atribuído ao trabalho conjunto do Mapa e do Itamaraty.
Estratégias de exportação
As medidas integram a estratégia do governo de ampliar a presença de produtos brasileiros no exterior. Neste mês, o Mapa anunciou que o país havia alcançado a marca de 700 aberturas de mercado em 99 destinos, entre países e blocos econômicos, desde o início de 2023.
Além das negociações sanitárias conduzidas pelo Mapa e pelo MRE, a política comercial coordenada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) tem buscado ampliar o acesso de empresas brasileiras a novos mercados e diversificar os destinos das exportações nacionais, como forma de amenizar os efeitos do tarifaço implementado pelos EUA contra o Brasil.
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