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Estudo EGG mapeia inovação pró-social em escolas brasileiras

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Ao longo de seis edições, o Prêmio Educação para Gentileza e Generosidade Escolas (EGG) recebeu centenas de projetos desenvolvidos por escolas públicas e privadas de diferentes regiões do Brasil. A análise dessas iniciativas revela algumas das tendências, dos desafios e das prioridades que mobilizam educadores, estudantes e comunidades escolares nos mais diferentes contextos: urbanos, rurais, periféricos e interioranos.

Os indicadores tradicionais mostram como os estudantes aprendem com base em competências cognitivas. Os projetos destacados pelo Prêmio EGG Escolas revelam temas que ajudam a ampliar a compreensão sobre um aspecto complementar da qualidade educacional: a formação integral focada no desenvolvimento humano, na convivência, na cidadania e no fortalecimento dos vínculos comunitários, dimensões que também compõem a experiência educacional.

Na pauta dos projetos aparecem temas como gentileza, generosidade, solidariedade, sustentabilidade, diversidade, respeito, cidadania, convivência, cultura de paz, voluntariado, pertencimento, saúde mental e fortalecimento dos vínculos comunitários, evidenciando o potencial inovador das escolas brasileiras no desenvolvimento de competências pró-sociais.

Observatório de comportamentos pró-sociais

O levantamento mostra que iniciativas de inovação social na educação brasileira estão distribuídas de forma equilibrada entre capitais, interior, periferias metropolitanas e pequenos municípios. Os dados foram consolidados a partir das seis edições do Prêmio EGG Escolas, realizadas entre 2020 e 2025.

Ao todo, foram concedidas 42 premiações a escolas de 29 municípios brasileiros. Entre os projetos reconhecidos, 33% são de cidades do interior, 31% de capitais e grandes metrópoles, 19% de periferias metropolitanas e 17% de pequenos municípios ou áreas rurais. A distribuição histórica da premiação sugere que a inovação sociotransformacional na educação brasileira não está concentrada apenas nas capitais ou em instituições com maior visibilidade nacional. Experiências criativas e efetivas surgem em municípios de pequeno porte, escolas rurais, periferias metropolitanas e regiões nem sempre associadas aos melhores indicadores educacionais e, por isso, menos presentes no debate público sobre educação.

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Mais da metade das premiações (52%) foi conquistada por escolas públicas. A edição de 2025 é, inclusive, um marco histórico: as três primeiras colocações foram conquistadas por escolas da rede pública de ensino.

O Prêmio EGG também funciona como um observatório de comportamentos e competências pró-sociais ao registrar temas, demandas e soluções que emergem diretamente das escolas. Os projetos inscritos oferecem um panorama das preocupações, desafios e oportunidades identificados por educadores e estudantes em seus próprios territórios, estimulando o protagonismo estudantil, a cultura de convivência, a participação cidadã e o impacto social gerado pelas escolas.

Exemplos concretos

Um exemplo é o da Escola Estadual Gentil de Albuquerque Malta, de Mata Grande (AL), vencedora geral da edição de 2025 com o projeto Protege Caatinga. Localizada em um município de aproximadamente 22 mil habitantes no sertão alagoano, a escola apresentou um projeto voltado ao enfrentamento da desertificação, ao reflorestamento e à valorização do bioma local por meio do protagonismo dos estudantes.

O caso exemplifica um padrão identificado em diferentes edições da premiação: soluções educacionais de grande impacto social frequentemente nascem em contextos marcados por desafios econômicos, geográficos ou estruturais, reforçando a capacidade de inovação presente nos mais diversos territórios brasileiros.

Temas da Agenda 2030

Os temas recorrentes identificados pelo Prêmio EGG dialogam diretamente com diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente aqueles relacionados à educação de qualidade, saúde e bem-estar, igualdade de gênero, redução das desigualdades, cidades e comunidades sustentáveis, consumo responsável, paz, justiça e fortalecimento das instituições.

Ao conectar práticas pedagógicas locais a desafios globais, as iniciativas demonstram como as escolas podem atuar como agentes de transformação social em seus territórios.

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A análise histórica da premiação também mostra que muitas instituições retornam em diferentes edições com novos projetos, indicando que os princípios da Educação para Gentileza e Generosidade (7PEGG) tendem a se consolidar como parte da cultura escolar, e não apenas como ações pontuais. O fenômeno sugere que práticas relacionadas à convivência, à cidadania e à responsabilidade socioambiental fazem parte do cotidiano das escolas participantes.

Edição 2026 do Prêmio

Com inscrições provenientes de todas as regiões do país, o Prêmio EGG vem ampliando sua presença nacional e contribuindo para documentar experiências que ajudam a compreender dimensões da qualidade educacional que vão além do desempenho acadêmico.

Ao reunir e dar visibilidade a iniciativas desenvolvidas por educadores e estudantes, a premiação oferece um retrato das transformações que acontecem nas escolas brasileiras e reforça a importância de indicadores capazes de reconhecer, também, o impacto humano, social e comunitário da educação.

Os projetos vencedores e as próximas edições do prêmio podem ser acompanhados na plataforma do Movimento Educação para Gentileza e Generosidade.

Sobre

O Prêmio Educação para Gentileza e Generosidade é organizado pelo movimento Educação para Gentileza e Generosidade (EGG), que incentiva a prática de competências pró-sociais com base em sete princípios: Gentileza, Generosidade, Solidariedade, Sustentabilidade, Diversidade, Respeito e Cidadania (7PEGG) e reconhece iniciativas desenvolvidas e implementadas em instituições de ensino de todo o país. Podem participar escolas públicas e privadas, da Educação Infantil ao Ensino Médio e Técnico, incluindo a Educação de Jovens e Adultos (EJA), com projetos desenvolvidos durante o ano letivo. Entre os apoiadores da 6ª edição estão Infinis, Morena Agro, Prosas e R3 Viagens.

As informações sobre a 7ª edição serão divulgadas em breve pela organização.



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Acessibilidade na CASACOR SP garante experiência para PCDs

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A CASACOR São Paulo 2026, a maior mostra de arquitetura, design, arte e paisagismo das Américas, realizará nesta edição um conjunto de ações voltadas à acessibilidade, atendendo visitantes com deficiência motora, visual e auditiva. O evento, realizado de 10 a 20 de outubro de 2026 no Centro de Exposições da cidade, contará com percursos adaptados, rampas, elevadores, banheiros acessíveis e recursos de comunicação na Língua Brasileira de Sinais (Libras), seguindo as diretrizes do Desenho Universal e mantendo a certificação da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) obtida nos três últimos anos.

O percurso acessível inclui rampas de inclinação adequada, circulação livre para cadeiras de rodas e elevadores que dão acesso a sete ambientes diferentes. Cada um desses espaços recebeu equipamentos de acessibilidade que permitem a visita a mezaninos e aos níveis superiores sem comprometer o conceito arquitetônico dos projetos. Nove banheiros foram adaptados, oferecendo cabines exclusivas, áreas familiares e, em alguns casos, instalações para crianças e pessoas de baixa estatura.

Diversos projetos da mostra incorporam recursos de acessibilidade como parte da linguagem dos ambientes. Entre eles, destaca‑se o “Nota em Linhas”, de Rafaella Manso, que dispõe de elevador para o pavimento superior; o Restaurante Raiz, de Marta Martins, que integra soluções de acessibilidade ao seu layout; “A Poética do Ritmo”, de Isabella Nalon, concebido para receber visitantes por meio de elevador; e a Casa da Marcenaria Brasileira, de João Panaggio, equipada com plataforma elevatória para percursos completos. Outros ambientes, como o banheiro Galeria (Carlos Navarro) e o Spa Raízes (Marcos Serrano Miralles), também contam com adaptações específicas.

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Além das adaptações físicas, a edição 2026 oferece recursos para pessoas com deficiência visual e auditiva. Mapas táteis, audiodescrição e carrinhos motorizados estão disponíveis ao longo do circuito. O atendimento em Língua Brasileira de Sinais (Libras) para visitantes surdos é realizado em parceria com a ICOM, empresa especializada em comunicação acessível.

A CASACOR recebeu, pelo terceiro ano consecutivo (2024‑2026), o Selo de Acessibilidade da CPA, em razão de recursos como rampas, elevadores, mapas táteis e audiodescrição. Darlan Firmato, Diretor de Operações da CASACOR São Paulo, afirmou que a preocupação com a inclusão tem mais de duas décadas: “A CASACOR busca ser acessível há 21 anos, carregando, nessa missão, pioneirismo e a obrigação universal de fazer da maior plataforma de arquitetura, design, arte e paisagismo das Américas um exemplo ao receber bem pessoas com deficiência motora, visual e auditiva”.

Silvana Cambiaghi, arquiteta e consultora de acessibilidade da mostra desde 2005, destacou que a acessibilidade não é tratada como adaptação pontual, mas como conceito integrado ao planejamento e à montagem dos ambientes: “Transformar a CASACOR em uma mostra acessível é um processo que começa muito antes da abertura ao público. A acessibilidade deve estar presente em todas as fases, do projeto à execução, com base nos princípios do Desenho Universal”, ressaltou, citando a participação do engenheiro Oswaldo Rafael Fantini e dos arquitetos Luis Fernando Estuqui e Marina Rangel.

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A iniciativa reforça a trajetória iniciada em 2006, quando foram implementadas as primeiras adaptações – rampas, nivelamento de pisos, banheiros acessíveis e calçada tátil – e consolida a CASACOR como referência nacional em arquitetura universal.



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