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Autismo: Desmistificar para Incluir

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02/04/2025
Autismo: Desmistificar para Incluir
Artigo – Maysa Leão&nbsp
Como mãe de um jovem autista e vereadora comprometida com a inclusão, tenho me dedicado a compreender e defender as necessidades da comunidade atípica. Ao abordar o Transtorno do Espectro Autista (TEA), é impossível ignorar a desinformação ainda presente — mesmo no século XXI — sobre essa condição. O autismo é uma condição do neurodesenvolvimento que, infelizmente, ainda é cercada de estigmas, preconceitos e equívocos. Por isso, o primeiro passo para a verdadeira inclusão é desmistificar o autismo.
É fundamental compreender que o autismo não é uma doença, mas uma forma de neurodivergência. Muitas vezes, ao se depararem com o termo “autismo”, as pessoas associam-no imediatamente a comportamentos estereotipados, como isolamento, ausência de fala, olhar evitativo ou crises constantes. No entanto, o espectro autista é amplo e diverso, e não pode ser reduzido a uma única representação.
Cada pessoa com autismo possui características, desafios e potencialidades únicas. Existem autistas que falam, outros que se comunicam por meios alternativos há aqueles com vida social ativa e os que necessitam de suporte constante. Alguns se destacam em áreas como matemática, música ou artes, enquanto outros convivem com deficiências múltiplas e comorbidades. O que todos compartilham é uma forma singular de perceber e interagir com o mundo — uma diferença que deve ser respeitada, não corrigida.
Precisamos abandonar os rótulos e a visão equivocada de que o autismo precisa ser “curado”. O que se busca com o diagnóstico precoce e as intervenções adequadas não é “normalizar” a pessoa autista, mas sim oferecer ferramentas que favoreçam seu desenvolvimento, autonomia e bem-estar, respeitando suas individualidades.
É importante lembrar que o maior desafio enfrentado por pessoas autistas não está no TEA em si, mas na falta de preparo da sociedade para lidar com suas necessidades. A exclusão social, a desinformação e a ausência de políticas públicas eficazes ainda são entraves que precisam ser superados urgentemente. Precisamos construir uma sociedade mais sensível, empática e acessível, que valorize as diferenças em vez de tentar padronizá-las.
Além disso, é essencial ouvir as pessoas autistas e suas famílias. São elas que vivenciam diariamente os desafios e conquistas, e muitas vezes se tornam verdadeiras especialistas na causa. Como costuma dizer a comunidade: “Nada sobre nós, sem nós.”
O autismo não é uma sentença, nem um fardo: é uma jornada que exige respeito, acolhimento e oportunidades. Desde o nascimento, com acesso ao diagnóstico precoce e terapias intensivas, contínuas e personalizadas, passando pela garantia de direitos, educação inclusiva e formação integral, até o acesso ao mercado de trabalho e, quando necessário, à residência assistida na vida adulta.
Está mais do que na hora de deixarmos os mitos para trás e, com coragem e empatia, abraçarmos a realidade da inclusão como dever de todos. Precisamos ser mais do que espectadores precisamos ser ativistas contra o preconceito e embaixadores de uma sociedade verdadeiramente inclusiva.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Bombeiros militares prestam atendimento a recém-nascido após parto em residência

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CBM/MT

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) foi acionado na tarde desta quarta-feira (14.1) para atender uma ocorrência de parto em uma residência localizada no bairro Altos da Serra II, em Cuiabá.

A equipe recebeu o chamado por volta das 13h, via Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), e se deslocou prontamente até o endereço informado. Ao chegar ao local, foi constatado que o parto já havia ocorrido.

Os bombeiros militares realizaram os primeiros atendimentos ao recém-nascido, incluindo procedimentos de higienização, avaliação da cavidade oral e das vias aéreas, a fim de descartar possíveis obstruções. Foi constatado choro ativo, sendo realizado o corte do cordão umbilical.

A placenta também foi avaliada para verificar a possível retenção de fragmentos na cavidade uterina, não sendo constatadas intercorrências. Na sequência, o recém-nascido foi entregue à mãe para o início da amamentação.

Após a chegada da equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a mãe e o recém-nascido foram encaminhados a uma unidade de saúde para a avaliação médica necessária.

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Orientações

Em casos de trabalho de parto fora de unidades hospitalares, o Corpo de Bombeiros Militar reforça a importância de acionar imediatamente o telefone 193. A rapidez no atendimento é fundamental para garantir a segurança da mãe e do recém-nascido.

Além disso, é essencial manter a calma e oferecer suporte emocional à parturiente, criando um ambiente de tranquilidade, bem como seguir todas as orientações repassadas pela equipe de emergência até a chegada do socorro.

 

Fonte: CBM/MT

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