Integrando uma série de atividades festivas alusivas às comemorações dos 71 anos de emancipação político-administrativa de Rondonópolis, a secretaria municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciti), encerrou nesta sexta-feira (6) a 6ª Edição da Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação (Feciti) com a entrega de R$ 30 mil em prêmios aos participantes das seis categorias do evento.
A feira aconteceu nas dependências do Campus da Universidade Estadual de Mato Grosso (UNEMAT), Núcleo Pedagógico de Rondonópolis, localizada no complexo Pe. Lothar Bauchrowitz, no bairro setor Rodoviário.
Segundo os organizadores, 12 dos 54 participantes, sendo os primeiros e segundos colocados nas categorias: (I) Educação Infantil (1º ao 3º ano); (II) Ensino Fundamental (4º e 5º anos); (III) Ensino Fundamental (6º ao 9º anos); (IV); Ensino Médio, Técnico e Educação de Jovens e Adultos; (V) Universitários e pós-graduandos; e, (VI) Inventores e profissionais independentes, receberam prêmios em dinheiro como incentivo para as suas pesquisas e continuidade das suas atividades, no valor de R$ 3 mil para os campeões e, R$ 2 mil para os segundos colocados, além de troféus e medalhas para os campeões.
Conforme a secretária Neiva de Col, a realização desta feira teve como objetivo incentivar a pesquisa e as iniciativas criativas em projetos tecnológicos elaborados por estudantes das fases iniciais, integrantes da rede de educação, jovens do ensino médio e adultos (EJA), acadêmicos das universidades locais, bem como a comunidade tecnológica de Rondonópolis representada por pesquisadores autônomos do terceiro setor da iniciativa privada do Grupo Ecossistema Local de Inovação (ELI).
Na verdade a Seciti e o Conselho Municipal de Tecnologia e Inovação organizaram e validaram o evento que mais uma vez, revelou novos valores e projetos de criações tecnológicas de sustentabilidade e inovação desse movimento de inovação e tecnologia da cidade, composto por instituições de ensino público incluindo uma escola de Santa Elvira; iniciativa privada, inventores particulares e, ainda do terceiro setor.
Aberta na quinta-feira (5), a Fecit contou com a participação popular através de visitações públicas à exposição dos projetos que inclusive puderam garantir um certificado de participação com carga horária de 20 horas. Para isso, era necessário realizar uma inscrição prévia através de um link disponibilizado (endereço eletrônico) e assinar a lista de presença durante o evento.
O prefeito José Carlos do Pátio esteve prestigiando a feira e falou sobre a importância da sua realização para a cidade. Ele lembrou que foi na sua gestão que foi criada a secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciti) e foi a única cidade do país a construir uma universidade para a população (Unemat).
PREMIADOS
A feira foi encerrada com a premiação aos 12 projetos classificados nas seis categorias que disputaram os 30 mil em prêmios, foram eles: Categoria I endereçada a alunos e professores das escolas de educação infantil, destaque para a escola rural da Carimã, cujos alunos sagraram-se campeões com o projeto: “A vida das abelhas”, que levou um prêmio de R4 3mil, mais medalhas de participação. O projeto foi coordenado pela diretora Patricia Kenpf Gomes de Walle.
O segundo colocado nessa categoria, também coube ao projeto: “O vulcão mágico: erupção científica divertida.
Na categoria II, destinada a alunos e professores das escolas de educação fundamental (1º ao 5º ano), que contou com apenas um inscrito; o projeto vencedor foi: Confecção de materiais para trabalhar estimular crianças com transtorno do espectro autista, da escola Renilda Moraes que levou o prêmio de R$ 3 mil mais medalhas.
Na Categoria III, destinada a alunos e professores das escolas do ensino fundamental- anos (6º ao 9º) os projetos vencedores foram: 1º lugar, “Maquina de choque caseira”, elaborado por alunos da Escola Municipal de Santa Elvira.
O segundo colocado, também coube aos alunos da escola de Santa Elvira com o projeto: labirinto elétrico: “Conhecendo circuitos” que levou um prêmio de R$ 2 mil e medalhas.
Já a categoria IV, destinada a alunos e professores das escolas do ensino médio e técnico, e Ensino de Jovens e Adultos (EJA) bem como do cursinho Zumbi dos Palmares, o vencedor foi o projeto: “Hidrobov: controle e qualidade de água para bovinos”, que vai ajudar e contribuir com a melhoria da atividade pecuária no estado e região, se colocado em prática.
O segundo colocado nesta categoria, foi o projeto “Aquapulse” que levou um prêmio de R$ 3 mil mais medalhas.
Já a Categoria V, destinada a alunos, professores do ensino superior, e estudantes de pós-graduação, o projeto vencedor foi: “Agroevapo – Evaporímetro eletrônico para a agricultura, que levou R$ 3 mil e medalhas.
O segundo colocado foi o projeto “Aliados invisíveis: fungos endofíticos contra o Aedes Aegypti, que levou R$ 2 mil e medalhas.
A categoria VI, destinada ao terceiro setor composto por, empresários, inventores e colaboradores das empresas de Rondonópolis e Mato Grosso, o campeão foi o projeto: “Uso da I.A. para monitoramento com drone”, que levou R$ 3 mil mais medalhas.
O segundo colocado nessa categoria levou o prêmio de 2 mil, mais medalhas, e foi o projeto: “Análise facial com inteligência artificial e realidade aumentada”, do autor Ronnei Borges Peres.
Por último, a categoria especial premiada pelo reconhecimento público com 1.034 votos recebidos dos visitantes, foi o projeto do IFMT: “ Modelagem em 3D de conteúdos de ciências para redução de material pedagógico inclusivo com enfoque no ensino de pessoas com deficiência visual.
O novo decreto municipal, publicado nesta semana pelo prefeito Cláudio Ferreira, que regulamentou a classificação de risco das atividades econômicas em Rondonópolis, com base na Lei da Liberdade Econômica, vem facilitar o licenciamento e a liberação de funcionamento das empresas em âmbito local.
Conforme o decreto, o número de atividades econômicas classificadas de baixo risco (Risco I) passa de 216 para 504 em Rondonópolis. São atividades que poderão iniciar o funcionamento após o registro empresarial, o deferimento da viabilidade de localização e a realização do cadastro fiscal municipal, sem necessidade de obtenção prévia de alvarás ou licenças de funcionamento.
A secretária municipal de Fazenda, Rane Curto, avalia que a ampliação das atividades classificadas como de baixo risco, alinhada ao decreto municipal nº 13.463, de 03 de julho de 2026, representa um avanço importante para o ambiente de negócios em Rondonópolis.
“Ao reduzir a burocracia para atividades que apresentam baixo potencial de risco à saúde, ao meio ambiente e à segurança, o Município cria condições para que pequenos empreendedores iniciem ou ampliem seus negócios com mais rapidez e menor custo, sem abrir mão da responsabilidade e da fiscalização quando necessárias”, ressalta.
As atividades classificadas como de baixo risco e dispensadas de atos públicos prévios de liberação não precisam obter posteriormente um alvará de funcionamento. A dispensa permanece válida enquanto forem mantidas as atividades, as características e as condições que fundamentaram o enquadramento como baixo risco.
Entretanto, Rane Curto observa que essa dispensa não significa ausência de fiscalização. A empresa continua obrigada a cumprir a legislação sanitária, ambiental, urbanística, tributária e de segurança aplicável; a permitir a fiscalização posterior pelos órgãos competentes; e devendo solicitar licenciamento ou alvará caso altere sua atividade para uma classificação de médio ou alto risco, ou deixe de atender aos requisitos legais.
Vale informar ainda que, com a lei nº 14.925, de 09 de julho de 2026, sancionada pelo prefeito e publicada no Diário Oficial desta terça-feira (14), as atividades classificadas como de médio risco (Risco II) passam a ter um aumento de prazo para resolverem a burocracia e obterem o licenciamento definitivo. Nesse caso, o prazo de vigência do Alvará de Localização e Funcionamento Provisório foi ampliado de 60 dias para 180 dias.