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Pedra de vesícula de bois podem valer R$ 3 milhões por quilo

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Um estudo realizado pelo Instituto Mineiro de Agropecuária e pelo Instituto Federal Goiano revelou detalhes sobre as pedras de boi, também conhecidas como pedras de fel.

Formadas no fígado dos ruminantes, esses cálculos biliares são frequentes em rebanhos de regiões com pastagens ricas em elementos alcalinos. Durante o abate em frigoríficos, as pedras são coletadas e podem alcançar valores elevados no mercado, com o preço médio de R$ 300 por grama, elevando o valor de um quilo para cerca de R$ 3 milhões.

Devido ao alto valor, o manuseio e armazenamento dessas pedras nos frigoríficos são realizados com extrema segurança, incluindo áreas trancadas com cadeado. O que se justifica, já que a alta cotação dessas pedras no mercado tem atraído criminosos. Um exemplo ocorreu em Barretos, São Paulo, em setembro de 2023, quando assaltantes roubaram uma carga avaliada em R$ 2 milhões de uma empresa exportadora.

Os principais compradores das pedras de boi brasileiras são os Estados Unidos e a China, onde são usadas para fins medicinais, incluindo o tratamento de febre alta, epilepsia e doenças respiratórias. O valor das pedras pode variar de acordo com a cor e qualidade, sendo as amarelas as mais valorizadas.

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O estudo também indicou uma maior frequência de pedras de boi em fêmeas, enquanto os machos, geralmente abatidos mais jovens, apresentam um menor número desses cálculos.

Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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