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Minas: seleção de startups com propostas sobre crédito de carbono termina sábado

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Startups que possuem propostas inovadoras sobre crédito de carbono na suinocultura têm até sábado (30.12) para se inscreverem no processo de seleção do Hub MG Agro.

Conduzido pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), em parceria com a Superintendência de Inovação e Economia Agropecuária e outras instituições, o programa busca conectar essas ideias às demandas de produtores rurais e organizações do agronegócio mineiro.

O desafio proposto nesta edição visa medir o sequestro e a venda de crédito de carbono na cadeia de suínos, abrindo novas oportunidades de negócios para os produtores.

O sequestro de carbono na suinocultura é frequentemente feito por meio de biodigestores, que convertem resíduos orgânicos, como dejetos dos animais, em biogás, uma fonte de energia renovável que contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

O objetivo é desenvolver uma tecnologia que meça o carbono sequestrado, permitindo aos produtores valorizar seus produtos e negociar os créditos de carbono. Além disso, a inovação busca facilitar a comunicação direta entre os suinocultores e os interessados na compra desses créditos.

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Feliciano Nogueira de Oliveira, superintendente de Inovação de Economia Agropecuária da Seapa, enfatizou a importância dessas conexões entre empresas e soluções tecnológicas para o setor agropecuário e a economia mineira.

Ele destacou que o programa busca promover inovações tecnológicas nas várias cadeias produtivas do Estado, visando aprimorar os sistemas de produção e gerar produtos agropecuários sustentáveis, capazes de agregar valor e oferecer ganhos no mercado de crédito de carbono.

O programa conta com a parceria de diversas instituições, incluindo o Sistema Faemg Senar, NovoAgro Ventures, TecnoParq da UFV, universidades federais de Alfenas (Unifal) e Itajubá (Unifei), além de instituições vinculadas à Seapa, como Emater-MG, Epamig e IMA. As inscrições podem ser feitas gratuitamente por meio deste link.

Fonte: Pensar Agro

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Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

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A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

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A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

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Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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