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Mercado do boi gordo registra alta com exportações em ritmo recorde

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O mercado físico do boi gordo apresentou nova valorização nos preços nesta quarta-feira (06.11), refletindo uma demanda robusta do mercado externo. Segundo análises de consultorias especializadas, há indícios de que o ambiente de negócios ainda possa sustentar novos reajustes em curto prazo, impulsionado especialmente pelas exportações, que seguem em patamar recorde nesta temporada.

No mercado interno, embora os preços da carne bovina estejam elevados, há limitações no consumo devido ao baixo poder de compra da população brasileira, que tende a buscar proteínas mais baratas, como carne de frango e ovos.

Nos principais estados produtores, os valores médios da arroba do boi gordo seguem em elevação. Em São Paulo, referência nacional, a arroba chegou a ser negociada a até R$ 330, com a maioria dos negócios em torno de R$ 325 a prazo. Em Minas Gerais, especialmente no Triângulo Mineiro, as cotações alcançaram R$ 320 a 325. Goiás registra negociações de até R$ 320 a prazo em Goiânia e Mineiros, enquanto em Mato Grosso do Sul, regiões como Naviraí e Campo Grande também indicam negócios em torno de R$ 320. Já em Mato Grosso, Rondonópolis e Cuiabá registram valores entre R$ 310 e R$ 315 por arroba.

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O mercado atacadista de carne bovina também sentiu o impacto da alta nos preços. A entrada de salários, prevista para os próximos dias, deve sustentar a reposição de mercadorias ao longo da cadeia produtiva. O quarto traseiro, por exemplo, foi cotado a R$ 24,00 o quilo, com uma alta de R$ 0,25, enquanto o quarto dianteiro subiu R$ 0,60, chegando a R$ 19,50 por quilo. A ponta de agulha, por sua vez, permanece em R$ 18,20 o quilo.

Com exportações aquecidas, o Brasil se mantém bem posicionado no mercado global de carne bovina. As indústrias exportadoras têm aproveitado a demanda externa para garantir uma sólida participação internacional. Por outro lado, frigoríficos que atendem o mercado interno enfrentam dificuldades para repassar os reajustes da arroba ao consumidor final, em meio à alta dos preços no atacado. Esse contexto pode intensificar a migração do consumidor brasileiro para proteínas de menor valor agregado.

A continuidade da alta nos preços do boi gordo depende de uma combinação de fatores, como a força das exportações e a evolução da demanda interna, que se mantém fragilizada. No curto prazo, a reposição nas cadeias de distribuição pode sustentar os preços elevados, mas o cenário de consumo interno mais contido segue como um desafio para o setor.

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Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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