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Isan Rezende entrevista Antônio Barreto, Subsecretário do Distrito Federal

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No mais recente episódio do podcast “Pensar Agro”, apresentado pelo Presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, o convidado é Antônio Barreto, Engenheiro Agrônomo e atual Subsecretário de Políticas Públicas Econômicas Agropecuárias da Secretaria da Agricultura do Governo do Distrito Federal.

A trajetória de Barreto, marcada por sua ascensão do sertão da Bahia até as esferas de influência em Brasília, revela não apenas uma jornada pessoal de sucesso mas também destaca a importância vital dos profissionais de agronomia na gestão e política pública do setor agrícola.

Durante a entrevista, Barreto compartilhou reflexões profundas sobre sua gratidão pela oportunidade de servir e contribuir com as políticas públicas e a gestão na Secretaria de Agricultura do GDF. Como funcionário de carreira, sua perspectiva é enriquecida por experiências práticas e teóricas, proporcionando-lhe um entendimento abrangente das necessidades e dos desafios enfrentados pelo setor agrícola no Distrito Federal.

Um dos tópicos centrais discutidos foi o planejamento estratégico voltado para o abastecimento e a segurança alimentar. Os desafios são muitos, incluindo a necessidade de equilibrar a produção sustentável com a crescente demanda por alimentos. Neste contexto, Barreto enfatizou a importância de estratégias eficazes que garantam não só a quantidade, mas também a qualidade dos alimentos disponibilizados à população.

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Além disso, Barreto destacou o papel crucial do engenheiro agrônomo diante dos desafios enfrentados pela cadeia produtiva de alimentos. Com um conhecimento holístico das ciências agronômicas, esses profissionais estão na linha de frente para implementar práticas agrícolas sustentáveis, inovar em técnicas de produção e assegurar a eficiência e a produtividade no campo.

A entrevista completa você assiste clicando aqui

Fonte: Pensar Agro

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Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

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A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

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A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

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Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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