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Governo anuncia investimento de R$ 7,15 bi para escoar a safra recorde de grãos

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O governo federal anunciou nesta quarta-feira (05.02) um plano de investimentos para garantir o escoamento da safra de grãos 2024/2025, que deve ser a maior da história do Brasil. Com uma estimativa de crescimento de 8,3% em relação ao ciclo anterior, a produção pode alcançar 322,47 milhões de toneladas. Para atender a essa demanda, serão investidos R$ 7,15 bilhões em melhorias na infraestrutura portuária, rodoviária e ferroviária do país.

Os ministérios de Portos e Aeroportos, dos Transportes e da Agricultura e Pecuária apresentaram as medidas que visam otimizar a logística de transporte e reduzir os custos do setor. O plano inclui investimentos públicos previstos no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2025 e no Novo PAC, com foco na ampliação e modernização de corredores logísticos estratégicos, como o Arco Norte e o Corredor Sul e Sudeste, principais rotas para o agronegócio brasileiro.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a importância do setor agrícola para o crescimento econômico do país e ressaltou que o fortalecimento da infraestrutura beneficia toda a cadeia produtiva. “O resultado disso é o crescimento da economia e das oportunidades”, afirmou. O Ministério da Agricultura estima que 1,250 bilhão de toneladas de produtos agropecuários circulam pelos portos e rodovias nacionais.

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Já o ministro dos Transportes, Renan Filho, enfatizou que a melhoria da logística é essencial para manter a competitividade do Brasil no mercado internacional. “O Brasil cresce em exportação porque tem infraestrutura de qualidade, e esse é um desafio, pois a safra vai aumentar ainda mais”, disse.

No último ano, os corredores logísticos do agronegócio receberam R$ 3,6 bilhões em investimentos, permitindo o transporte de cerca de 298 milhões de toneladas de alimentos, como soja, milho, arroz e feijão. Para 2025, o Ministério dos Transportes prevê um aporte de R$ 4,5 bilhões para dar continuidade às obras e aprimorar as condições de escoamento da produção agrícola.

Os portos brasileiros também terão papel fundamental nesse processo. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou projetos para a modernização da infraestrutura portuária, com destaque para a ampliação do terminal da Cargill Agrícola S.A no Porto de Santarém (PA) e melhorias no cais flutuante do Porto de Porto Velho (RO). Além disso, está prevista a implantação de um novo terminal de cargas na região Norte, visando aumentar a capacidade de exportação.

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Com esses investimentos, o governo busca assegurar que a safra recorde de grãos chegue ao mercado de forma eficiente, fortalecendo a competitividade do agronegócio brasileiro e garantindo a continuidade do crescimento do setor.

Fonte: Pensar Agro

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Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

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A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

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A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

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Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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