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Falta de manutenção de máquinas agrícolas afeta a produtividade brasileira

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Apesar da grande produção agrícola, o Brasil ainda está abaixo de seu potencial, devido a perdas de produtividade por falta de manutenção e regulagem das plantadeiras.

A afirmação é do professor Paulo Arbex, agrônomo e professor de Mecanização da UNESP de Botucatu (SP). Ele lembra que a fase de semeadura é responsável por 70% do sucesso da lavoura e que o treinamento adequado dos operadores para regular o maquinário pode aumentar o potencial produtivo em até 30%.

Arbex, que atua no programa Paraná Mais Orgânico (PMO), ressaltou que medidas simples podem gerar grandes impactos na produtividade, não exigindo tecnologias avançadas.

O professor realiza ações com grupos de pesquisa como o Grupo de Plantio Direto (GPD) e o de Inspeção Periódica de Semeadoras (IPS), percorrendo propriedades em todo o país e realizando palestras. O programa também oferece recursos para custear equipamentos e bolsas de estudo, e é considerado vital para a qualificação dos estudantes de Ciências Agrárias.

Segundo o professor, mesmo em grandes propriedades, descuidos na manutenção das plantadeiras afetam a produtividade. Ele detalhou problemas comuns, como desgaste dos discos de corte e componentes, plantio em condições desfavoráveis de umidade do solo e falta de capacitação dos funcionários.

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O agrônomo aconselha medidas preventivas simples, como limpar o dosador de fertilizante e escolher corretamente os discos de corte e sulcadores conforme as condições do terreno. Ele também alerta sobre a importância de manter a velocidade de operação dentro das especificações recomendadas para evitar perdas significativas na plantação.

Quanto à compra de plantadeiras usadas, Arbex recomenda atenção especial à inspeção dos componentes principais. Segundo ele, a verificação minuciosa desses equipamentos é crucial para evitar custos adicionais e prejuízos na produtividade.

Fonte: Pensar Agro

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Mato Grosso lidera produção de grãos no Brasil e concentra 59,7% do gergelim nacional

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Foto Rafael D Marques / Secom

Mato Grosso segue na liderança da produção agrícola brasileira e amplia seu protagonismo com o fortalecimento de novas culturas. Dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado em setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o Estado permanece como o maior produtor nacional de grãos e se destaca como principal produtor de soja, milho e gergelim.

Segundo o levantamento, Mato Grosso responde por 32,1% de toda a produção brasileira de grãos em 2026, mantendo ampla vantagem sobre os demais estados. A estimativa nacional é de uma safra recorde de 352,9 milhões de toneladas, o maior volume da série histórica do IBGE.

O principal destaque da divulgação é o gergelim, que vem se consolidando como uma cultura de importância crescente para a agricultura brasileira, especialmente no Cerrado. Mato Grosso lidera a produção nacional com estimativa de 212,7 mil toneladas, o equivalente a 59,7% de todo o gergelim produzido no país.

A produção nacional da oleaginosa foi estimada em 356,3 mil toneladas, em uma área de 575 mil hectares. No próprio levantamento, o IBGE destaca que o avanço da cultura reflete sua crescente importância para a agricultura brasileira e ressalta o protagonismo de Mato Grosso nesse cenário: “A produção do gergelim em Mato Grosso apresentou crescimento expressivo na última safra, tendo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) estimulado investimentos”, reforçando o papel do Estado na expansão da cultura no país.

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A expansão da cultura ocorre principalmente em regiões como o Araguaia, onde o gergelim tem se mostrado uma alternativa ao milho segunda safra em locais com maior risco de estiagem antecipada. Cultivado após a colheita da soja, entre o fim de fevereiro e o início de março, o gergelim possui ciclo de aproximadamente 120 dias e hoje tem perfil fortemente exportador, com cerca de 99% da produção mato-grossense destinada ao mercado externo.

Para a secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa, a diversificação da produção acompanha as mudanças no cenário agrícola e as oportunidades que surgem para o produtor mato-grossense, em um trabalho construído a partir do diálogo com o setor.

“Manter Mato Grosso na liderança exige um trabalho permanente de parceria com o setor produtivo. O Estado tem atuado para fortalecer as cadeias que já são consolidadas, mas também para abrir espaço para novas culturas e novas oportunidades de mercado. O avanço do gergelim é um exemplo desse movimento de diversificação, que acontece sem perder de vista a força da soja, do milho e de outras culturas. É esse trabalho conjunto que permite ao Estado continuar crescendo e, ano após ano, ampliar seu protagonismo na produção agrícola brasileira”, afirma.

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Além do avanço do gergelim, Mato Grosso manteve a liderança na produção nacional de soja, com estimativa de 50,7 milhões de toneladas em 2026. O volume representa crescimento de 1% em relação ao ano anterior, mantendo o Estado responsável por 29% de toda a produção brasileira.

No milho, Mato Grosso também permanece como principal produtor brasileiro. A estimativa é de 57,1 milhões de toneladas, mais da metade de toda a produção nacional, estimada em 141,8 milhões de toneladas.

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