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Circuito Aprosoja aproxima a cidade da realidade do campo

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Circuito Aprosoja aproxima a cidade da realidade do campo

O assunto foi debatido com produtores e a sociedade em Sinop, que reuniu cerca de 300 pessoas no Sindicato Rural do município

25/04/2022

“Precisamos trazer a cidade para a realidade do campo e principalmente mostrar as boas práticas do produtor rural”, declarou o comentarista político, Caio Coppolla, durante o 16º Circuito Aprosoja, em Sinop, na noite desta segunda-feira, na sede do Sindicato Rural do Município. O evento contou com a presença de cerca de 300 pessoas. Promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) o evento tem como objetivo levar aos agricultores um debate com informações estratégicas e de qualidade para produtores e sociedade em geral.

Coppolla trouxe uma mensagem de otimismo e esperança para o produtor rural. “Estamos confiantes na recuperação econômica pós pandemia. Com o agronegócio puxando a economia para o alto no último trimestre, temos um cenário muito positivo, apesar das várias adversidades de ordem climática que os produtores enfrentaram. Também apresentamos a conjuntura política e as questões da segurança jurídica de forma geral”, enfatizou Caio.

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Para o presidente da Aprosoja-MT, Fernando Cadore, “mas uma vez a entidade em campo, e o que mais importa é buscar as demandas de nossos associados para transformar tudo isso em ação. Trouxemos esta palestra com o Caio Coppolla, pois estamos em ano eleitoral e precisamos mostrar aos produtores as diretrizes do cenário do País”, declarou Cadore.

De acordo com presidente do Sindicato Rural de Sinop e vice-presidente Norte da Aprosoja-MT, Ilson Redivo, o circuito sempre é importante para o município. “Esse é o maior evento que a entidade realiza em nível de núcleo, é quando vem toda diretoria da entidade, que vem a campo conhecer os trabalhos colher subsídios do produtor para continuar fazendo o melhor, E com a presença do Coppolla fecha com chave de ouro”, agradeceu Redivo.

De Sinop, o delegado coordenador da Aprosoja-MT, Raul Pruinelli, disse que “ esse evento é muito importante para nosso núcleo e demais núcleos da região, ainda mais com a presença da diretoria da entidade trazendo essa palestra e ouvindo nossas demandas”.

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André Luiz Golo, delegado pelo núcleo de Santa Carmem, agradeceu a Aprosoja-MT pela ótima palestra. “Avalio como um grande acerto da diretoria trazer um jovem e grande influenciador político”, agradeceu André.

Fonte: Rosangela Milles

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: comunicacao@aprosoja.com.br

Fonte: APROSOJA

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Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

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A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

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A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

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Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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