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Banco Mundial vai destinar R$ 50,22 bilhões para o agronegócio

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O Banco Mundial anunciou que irá dobrar seus investimentos no setor do agronegócio, passando a destinar R$ 50,22 bilhões (US$ 9 bilhões) por ano até 2030. A medida tem como objetivo impulsionar a produtividade agrícola e aumentar a renda dos produtores, o que poderá gerar empregos, aumentar receitas e melhorar a qualidade dos alimentos.

A nova estratégia do banco está alinhada com tendências globais que impactam diretamente o agronegócio, como as mudanças climáticas, digitalização e inovações financeiras. O foco é preparar o setor para atender à crescente demanda por alimentos, que deve aumentar em 60% nas próximas décadas.

O Banco Mundial destacou que pequenos agricultores e cooperativas estarão no centro desse ecossistema. Além disso, há planos para ajudar governos a reverter parte dos subsídios de combustíveis fósseis e agricultura convencional para práticas mais sustentáveis, liberando novos recursos para o setor agrícola.

O Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), braço do Banco Mundial, poderá trabalhar diretamente com agricultores e produtores para melhorar sua resiliência climática e atender às exigências do mercado de exportação. Já a Corporação Financeira Internacional (IFC) poderá apoiar essas cooperativas em etapas mais avançadas, facilitando o acesso ao financiamento privado e conectando-as a grandes empresas.

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Essa abordagem, segundo o Banco Mundial, resultará em práticas agrícolas mais inteligentes e sustentáveis, contribuindo para a redução de emissões e melhorando a qualidade do ar e da água, o que poderá elevar o padrão de vida de diversas comunidades.

Fonte: Pensar Agro

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Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

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A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

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A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

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Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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